sábado, 26 de dezembro de 2009

Sexto contato...


...é a pura verdade.
Talvez, haja uma maneira de fazê-lo acreditar. Sinto saudades de muitas coisas. Uma em especial. Para você ainda é recente, mas para mim já faz muitos anos. Apesar do pouco tempo, sei que também já guarda, desde cedo, esta saudade com você. Saiba que ela será cada vez maior. Lembro quando, sozinho, jogava bola no salão da vovó. Passava horas lá, chutando a bola em um jogo imaginário. Meus companheiros eram as paredes; o gol o espaço entre as pernas de uns banquinhos com o estofamento laranja que a vovó mesmo havia encapado. Ainda devem estar lá no salão ou não? Mas em 2009 eles já não existem. Ali, fui craque de bola. Ganhei campeonatos, vesti a camisa da seleção e virei ídolo da nação. Descalço, com os pés imundos não via a hora passar. Não tinha preocupações ou angústias. A cada intervalo do jogo, uma corrida rápida até a geladeira da vovó atrás de uma fruta que nunca faltava por lá. Se fosse época de natal, sempre tinha uma ameixa vermelha que ela sabe o quanto adoramos. Ou, uma garrafa de caldo de cana e uns pastéis já frios quando ela voltava da feira. A banana que retirava ainda da sacola dela nunca terá o mesmo gosto. Até hoje gosto de comer pastel frio. Hoje, quando lembro, tenho vontade de chorar. Não de tristeza. Não por, hoje, saber o que a vida me reserva. Pode ser uma recordação boba; de criança. Mas, são lembranças boas. Sei o quanto está sendo difícil para você abandonar esta fase da vida. Parece ser um dilema. Mas, não se engane. Para deixar de ser criança, não é necessário perder esta inocência. A vida se encarregará disso. Não se preocupe em fazê-lo. Talvez seja, ainda, a única coisa que lhe prenda ao universo infantil...

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Férias frustradas de natal


"O cineasta não deve fazer só filme,
ele deve se interrogar sobre a sociedade em que vive. "
( Jean-Jacques Beineix )

Dizem que as famílias são todas iguais. No fundo, a afirmação tem lá sua verdade. Sendo assim, o natal possui alguns elementos peculiares que cada um, tenho certeza, se identificará na cena reminiscente desta semana. O filme é Férias frustradas de natal. Chevy Chase como Clark Griswold está impagável. A cena, uma de muitas do filme que poderiam ser escolhidas, é emblemática e claro muito hilária. Quando me lembro de um filme de natal, é neste que penso em primeiro lugar. O filme mostra o natal da família Griswold. Férias frustradas de natal pode exagerar na dose, mas não é muito diferente do natal de todo mundo. Todos somos um pouco como os Griswold's.



quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Campo de batalha...


"Sorrir é como se o corpo humano
abanasse sua cauda."
( Anne Wilson Schaef )

Bom... Simplesmente assistam ao vídeo.





segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Papai Noel no século XXI


"O Natal é um tempo de benevolência, perdão,
generosidade e alegria. A única época que conheço,
no calendário do ano, em que homens e mulheres parecem,
de comum acordo, abrir livremente seus corações."
( Charles Dickens )



Não quero parecer inocente. Acreditar cegamente no espírito natalino seria ignorar o que realmente acontece. Escreverei a partir do ponto de vista de uma criança. Estas sim são inocentes. Ou quase. Ainda bem. O natal, para qualquer garoto, sempre foi uma época mágica. Não só pelos presentes. Também por eles, claro. A família reunida, para uma criança, é um momento de alegria. Ela ainda não tem idade para entender o mundo dos adultos. As brigas, as diferenças e tudo que é varrido para debaixo do tapete na noite de natal não é percebido ou sentido pelas crianças no natal. Pelo menos, não no natal. Poucas pessoas ainda lembram-se, hoje em dia, da verdadeira razão do natal.
Mas não é sobre isso que quero falar. O que realmente quero falar é sobre o papai Noel. Sim, o simpático velhinho. Na verdade, o natal perdeu muito sentido para mim quando descobri que ele não existia. Gostaria de acreditar nele até hoje. Um dia destes, pensando em seu presente, meu filho me perguntou: “Pai, o papai Noel trás o brinquedo que a gente quiser?” Ao ouvir a pergunta acendeu-me a luz vermelha. Era necessário muito cuidado com a resposta. O raciocínio dele está correto. É só escrever a cartinha e ho ho ho... Usei todos os meus argumentos para tentar explicar que não era bem assim. Depende do preço do presente e coisa tal. Ainda criança, aprendi que o papai Noel morava no pólo Norte e no dia de natal ele montava em seu trenó puxado pelas renas e de casa em casa distribuía os presentes. Não sei, mas alguma coisa aconteceu desde então. O bom velhinho deve estar pagando aluguel, o trenó deve utilizar gasolina, aquela roupa vermelha é de alguma grife famosa, não sei; enfim, o custo de vida do velho Noel deve ter aumentado e muito. Andando no shopping um dia destes e lá estava ele. Sentado, em sua cadeira, aguardava as criançinhas que faziam fila para tirar uma foto em seu colo acolhedor. Meu filho, ao vê-lo, logo falou: “Olha o papai Noel, quero ir lá”. Claro, como poderia ser diferente? Nas últimas semanas não falou em outra coisa. Escreveu até a famosa cartinha. Quando nos aproximamos, vi que havia uma corda de isolamento e a placa que anunciava: Uma foto quinze Reais. Duas fotos vinte e cinco Reais. Mais uma vez precisei usar todos os meus argumentos para tentar explicar que não seria possível ver o velhinho. Será que devia dizer logo que papai Noel não existe? Como falei, não quero parecer inocente. Sei que vivemos em um mundo capitalista e tudo não passa de uma jogada de marketing para vender mais e aumentar o faturamento. É; eu sei. Mas me pergunto: o que estamos fazendo com o natal? Aonde tudo isto vai nos levar? Ou melhor: levarão nossos filhos. Ultimamente, meu espírito natalino havia se revigorado principalmente em função do meu filho. Para as crianças, o natal ainda é mágico. É mágico por que são inocentes. Mas não devemos confundir inocência com burrice. Não vai demorar muito para perceberem. Se ainda hoje o natal sobrevive, é principalmente em virtude de nossas recordações de crianças. Estamos conseguindo acabar também com as recordações. Elas deixarão de existir. Quais serão as recordações dos futuros pais? Então, para que ninguém esqueça, responda a pergunta: o que é o natal?

domingo, 20 de dezembro de 2009

Presente para a vovó...


"Daqui vinte anos você estará mais decepcionado pelas coisas que você não fez do que pelas coisas que você fez. Portanto livre-se das bolinas. Navegue longe dos portos seguros. Pegue os ventos da aventura em suas velas. Explore. Sonhe. Descubra."
( Mark Twain )

Está certo que a expectativa de vida vem aumentando nos últimos anos. Segundo o IBGE, a esperança de vida estimada ao nascer no Brasil, para ambos os sexos, é de cerca de setenta e três anos. Sendo assim temos que concordar que chegar aos cem anos de idade é um privilégio para bem poucos. Mais do que isso, completar um século de vida e ainda em perfeita saúde é bastante raro.
Pois em Macapá, Aída Gemaque Mendes, a vovó Iaiá, foi além. Aos cem anos de idade realizou, segundo a reportagem, um sonho antigo (e deve ser antigo mesmo). A vovó ganhou de presente do neto um salto de paraquedas. Podem acreditar, passou no Jornal Nacional e o vídeo está aí para mostrar que não fiquei maluco. Aliás, na história, não sou eu o desmiolado. Para falar a verdade não sei se é ela ou o netinho. Estava pensando que presente deveria comprar para minha avó neste natal. Agora estou na dúvida entre os saltos de paraquedas ou de bang-jump. Vou pensar um pouco mais... Após o salto a vovó Iaiá agradeceu: “Obrigada meu Deus. É bom demais.” Imagino que o agradecimento não seja apenas pelo salto realizado. Vovó Iaiá tem muito a agradecer...

"Evitar o perigo não é, a longo prazo, tão seguro
quanto se expor ao perigo. A vida é uma aventura
ousada ou, então, não é nada. "
( Helen Keller )




sábado, 19 de dezembro de 2009

Amargo pesadelo


"... Da alegria meio histérica das primeiras corredeiras percorridas
de barco aos porres homéricos à luz de fogueiras, da escuridão
congelante da floresta à noite ao terror de ver todo o planejamento
ir água abaixo devido a um incidente trivial, o filme é obra-prima
do cinema de ação, do começo ao fim." (Rodrigo Carreiro)

Amargo pesadelo (Deliverance). Faz muito tempo que assisti ao filme. Em minha lembrança o filme é realmente amargo. Não que seja ruim. Muito pelo contrário. A história é pesada e tensa. A cena reminiscente escolhida não traduz o que está para acontecer dali para frente no filme. A cena é ótima, vale a pena ser vista.




sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Ossobuco ao vinho tinto


"Hoje é dia de vinho (...), alegria e risadas.
Véspera de sermões e muita água mineral."

( Lord Byron )

Depois de duas semanas de abstinência, pelo menos nas quintas-feiras, voltamos em grande estilo. Boa comida e ótimos vinhos. Novidade!
O primeiro prato da noite foi ossobuco ao vinho tinto com polenta frita e arroz com legumes ao curry. O vinho que harmonizou com o prato foi o excelente Palo Alto.

Em seguida para acompanhar o também excelente vinho Casa Lapostolle, uma tábua de pão italiano com patês e finas fatias de tender. Grande noite!


PALO ALTO RESERVA
Produtor: Palo Alto (Concha y Toro)
País: Chile
Região: Maule
Safra: 2008
Tipo: Tinto
Uvas: Cabernet Sauvignon, Carmenère e Syrah
Teor Alcoólico: 13.5 % Vol.
Importador: Expand
Degustação: Aromas de frutas negras, amoras e notas de chocolate acompanham um intenso e elegante tostado. No paladar, bom corpo, leve, balanceado e persistente.

CASA LAPOSTOLLE CABERNET SAUVIGNON
Produtor: Casa Lapostolle
País: Chile
Região: Vale do Rapel
Safra: 2007
Tipo: Tinto
Uva: Cabernet Sauvignon 85% + Carmenère 15%
Teor Alcoólico: 14% Vol
Importador: Mistral
Degustação: Um vinho que já foi eleito simplesmente como o "Melhor Best Buy do Ano" no mundo todo para a revista Wine Enthusiast, ele "é intenso e pleno, um Cabernet com toda a força. Traz uma maturidade e uma qualidade raramente alcançada por outros na mesma faixa de preços" (Mistral)

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Novas opções de transporte para São Paulo


Bastou chover um pouco mais forte em São Paulo para as ruas já ficarem alagadas. Eu mesmo, um dia destes, fui vítima do problema. Agora, após ver o vídeo, já estou pensando em trocar de carro. O vídeo que mostro a seguir nos dá uma ótima opção para driblar as enchentes desta época do ano. De acordo com o e-mail que recebi do amigo Douglas, a proeza se deu em Taperoá, sabe-se lá onde fica isso...




quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

A teoria da relatividade – Por Luciano Pires


"Não existe nada absoluto, tudo é relativo.
Por isso devemos julgar de acordo com as circunstâncias."
( Dalai Lama )

A teoria da relatividade – Por Luciano Pires

Um dos filmes que mais causaram impacto em minha vida foi "Em algum lugar do passado", com Christopher Reeve, uma história de amor lindíssima, em que um escritor apaixona-se pela foto de uma atriz dos anos vinte. Uma paixão tão avassaladora que ele acha uma forma de voltar ao passado para encontrar a moça e viver uma história de amor emocionante. O filme é lindo, a trilha sonora é fabulosa e o tema, instigante: viajar no tempo. Quando Albert Einstein anunciou a sua Teoria da Relatividade, em 1905, viajar no tempo - pelo menos em teoria - deixou de ser algo impossível. Pois outro dia observei uma foto de um grupo de amigos na reunião de comemoração de 30 anos de minha formatura no colégio. Olhei aqueles senhores de cabelos brancos, gordos e carecas e imaginei o que aconteceria se a foto pudesse ser vista por eles quando tinham 16 anos. Já pensou? Você poder ir até o futuro e olhar onde estará, que rumo sua vida tomou?
Imaginei então uma situação interessante. Alguém inventa uma máquina do tempo. E vai testar. Escolhe uma data aleatória - 1989, por exemplo - e aperta um botão. A máquina traz para o presente ninguém menos que Luis Inácio Lula da Silva. Aquele de vinte anos atrás. Lula chega meio zonzo:
- O que é isso, companheiro?
Sem entender o que acontece, Lula é recebido com carinho, toma uma água, senta-se num sofá e recupera o fôlego.

- Onde eu tô?

- No futuro, Presidente. Colocamos em prática a Teoria da Relatividade!

- Futuro? Logo agora que vou ganhar do Collor, pô! Me manda de volta pro passado! Zé Dirceu! Zé? Cadê o Zé?

- Calma, Lula. Aproveite para dar uma olhada no seu futuro. Você é o presidente da República!

- Eu ganhei?

- Não daquela vez. Mas ganhou em 2002. E foi reeleito em 2006!

- Reeleito? Eu? Deixa eu ver, deixa eu ver!!!

E então Lula senta-se diante de um televisor de plasma. Maravilhado, assiste a um documentário sobre os últimos 20 anos do Brasil. Um sorriso escapa quando a eleição de 2002 é apresentada.

- Pô, fiquei bonito! Ué. Aquela ali abraçada comigo não é a Marta Suplicy?

- Não, Presidente, é a Marisa Letícia.

- Olha! Eu e o Papa! E aquele ali, quem é?

- É George Bush, o Presidente dos Estados Unidos!

- Arriégua! Êpa! Mas aquele ali abraçado comigo não é o Sarney? Com a Roseana? E o que é que o Collor tá fazendo abraçado comigo? O que é isso? Tá de sacanagem?

- Não, presidente. Esse é o futuro!

- AAAAhhhhhh! Olha lá o Quércia me abraçando! O Jader Barbalho! Cadê o Genoíno? Cadê o Zé Dirceu?

- O senhor cortou relações com eles.

- Meus amigos? Me separei deles e fiquei amigo do Quércia?

- Pois é...

- E aqueles ali? Não são banqueiros? Com aqueles sorrisos pra mim?

- Estão agradecendo, Presidente. Os bancos nunca tiveram um resultado tão bom como em seu governo.

- Bancos? Os bancos? Você tá de sacanagem. Sacanagem!

- Calma, Presidente. O povo está gostando, reelegeram o senhor com mais de cinqüenta milhões de votos!

- Mas não pode! Cadê os proletários? Só tô vendo nego da elite ali. Olha o Vicentinho de gravata! E o Jacques Wagner também! Mas que merda é essa?

- É o futuro, Presidente.

- E o Walter Mercado? Tá fazendo o quê ali?

- Aquela é a Marta Suplicy, Presidente.

- Ah, não. Não quero! Não quero! Não quero aquele meu terninho. Não quero aquele cabelinho. Não quero aquela barbinha. Desliga isso aí!

- Mas Presidente, esse é o futuro. O senhor vai conseguir tudo aquilo que queria.

- Não e não. Essa tal de teoria da relatividade é um perigo.

- Perigo?!

- É. As amizades ficam relativas. A moral fica relativa. As convicções ficam relativas. Tudo fica relativo.

- Bem-vindo a 2007, Presidente.


Este artigo é de autoria de Luciano Pires ( www.lucianopires.com.br) e está liberado para utilização em qualquer meio, contanto que seja citado o autor e não haja alteração em seu conteúdo.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Quinto contato


CARO EMERSON, SEGUE A QUINTA PARTE DA CARTA QUE TENHO LHE ENVIADO PERIÓDICAMENTE. CUIDADO PARA NÃO SE PERDER...

Na verdade, de quando escrevo. Estou dando voltas, não quero tirar-lhe o chão de uma vez. Como falei no início da carta, você está com catorze anos. Eu, com trinta e sete. Por mais absurdo que possa parecer, talvez já tenha compreendido o que está acontecendo. Se ainda não, já é hora de saber. Para continuarmos, você precisa conhecer a verdade. Espero que não fique chocado. Conhecendo você, duvido muito. Sem enrolar mais, digo a você o que talvez já desconfie. Somos a mesma pessoa. Estamos separados vinte e três anos no tempo. Pode parecer clichê, mas eu sou você amanhã. Não me pergunte como isso é possível. Também não tenho a menor idéia. Em 2009, viagens no tempo ainda não são possíveis. Digo ainda, pois se você está lendo esta carta significa que em algum lugar no futuro será possível alcançarmos o passado. A idéia de lhe escrever me ocorreu e o fiz sem saber ou mesmo acreditar que um dia esta carta chegaria à suas mãos. Também não sei quem conseguiu lhe enviar esta carta. Nem como ou quando foi possível fazê-lo. Quem sabe?
Você não faz idéia de quantas coisas gostaria de falar. Talvez possa imaginar. Tenho, muitas vezes, que frear meu ímpeto ao escrever e não contar alguma coisa que você mesmo precise descobrir. Mas, já falei sobre isso anteriormente. As experiências que serão vivenciadas por você no futuro, são muito importantes e deverão ser vividas intensamente. Mas, tenho muito a lhe dizer. Talvez, com a sua ajuda, possamos exorcizar alguns fantasmas. Talvez, agora, acredito ser necessário dar-lhe um tempo para assimilar melhor o que acabo de contar. Mudarei um pouco de assunto. Você deve estar precisando, urgentemente, respirar. Não tente achar respostas. Fico pensando o que devo fazer para você acreditar em mim. Acredite, esta é a pura verdade.

EM BREVE A SEXTA PARTE. AINDA FALTAM MUITAS OUTRAS. AGUARDE


domingo, 13 de dezembro de 2009

A verdadeira essência...


"As pessoas viajam para admirar a altura das montanhas, as imensas
ondas dos mares, o longo percurso dos rios, o vasto domínio
do oceano, o movimento circular das estrelas e, no entanto elas
passam por si mesmas sem se admirarem.”
(Santo Agostinho)


Quando um pequeno gesto é realizado com o coração, ele se tornará tão importante que será capaz de realizar grandes transformações. Antoine De Saint Exupéry ensina que "A verdadeira solidariedade começa onde não se espera nada em troca." Palavras simples e verdadeiras. Fazem-nos refletir. Nos momentos mais difíceis e inimagináveis, descobrimos do que o espírito humano é capaz. Vivemos em um mundo, no qual as pessoas estão separadas por diferentes ideologias, crenças, gostos, religiões, raça, sexo. Diferenças que parecem nos distanciar cada vez mais. Cada um vive em seu próprio mundo. E o nosso mundo tornou-se um lugar desconhecido e vazio.
Ah! O ser humano! Quando parece que estamos perdendo a fé na humanidade, o ser humano é capaz de revelar sua verdadeira essência. William James disse, com propriedade, que "Não existe outra causa para o fracasso humano senão a falta de fé do homem em seu verdadeiro ser.” Não tenho palavras para descrever o quanto estou surpreso e agradecido. Em um momento tão delicado, quando parecia não haver paredes para me apoiar e nem um chão que me sustentasse, descobri que não estou só em meu pequeno mundo. Meu mundo pode ser pequeno, mas é habitado por pessoas de corações enormes. Um gesto de carinho, uma mão estendida ou uma palavra de conforto. Um amigo que retorna, pois sabe o quanto sua presença é importante. Uma atitude impulsiva de uma pessoa desconhecida ou alguém; de quem nada se espera. Um olhar mais doce; apenas um olhar, já é suficiente. Um telefonema, uma oração; muitas orações. Todas as religiões. Solidariedade verdadeira. E a família? Os laços que nos une, certamente, não são apenas os sanguíneos. A cada passo, estarão ao nosso lado. Quando caímos, é deles a primeira mão a nos levantar.
Diz o ditado que a fé remove montanhas. Nunca duvidei. Estou aqui, sentado no cume de minha montanha sem saber muito bem o que fazer, mas acreditem; ela se moveu. Não está mais no lugar em que se encontrava. Muitas mãos a empurraram. Não há diferenças, apenas corações solidários. Jamais esquecerei cada rosto. Cada pequeno gesto. Cada grande atitude. Serei eternamente grato. Seremos eternamente gratos. Com certeza, estamos mais fortalecidos. Com certeza, não estamos sozinhos...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Era uma vez no oeste...


“Vi três casacos iguais
a esse há pouco tempo, esperando um trem.
Dentro dos casacos, havia três homens.
Dentro dos homens, três balas”
(do filme Era uma vez no oeste)

Era uma vez no Oeste. Obra prima de Sergio Leone. Como o próprio diretor definiu: o filme é uma ópera de violência. A cena escolhida é a sequência inicial do filme. A direção de Leone é brilhante. Irreparável. A cena é um pouco longa. Não consegui escolher um ponto certo para cortar. A maneira como o diretor destaca as expressões faciais, os closes e o som são de cair o queixo. A parte com a mosca é antológica. Impagável. Reparem, no início do filme, a utilização do sons naturais. A trilha sonora do filme é assinada pelo gênio Ennio Morricone. Em minha opinião, entre as melhores da história do cinema. Assistam a cena e atentem para cada detalhe. Valerá cada minuto.



A divina comédia


A idéia veio de uma mania minha. Quem me conhece sabe que não apenas sou um leitor inveterado como também possuo muitos livros. Invariavelmente tenho como costume abrir um livro em uma página qualquer e ler o seu conteúdo. Não me pergunte à razão. Não existe nenhuma. Por motivos óbvios, adotarei sempre a página 72 de qualquer livro para transcrever seu conteúdo aqui no blog.. Talvez a idéia não seja das melhores, mas vamos ver para onde ela nos levará. Não escolherei o conteúdo. Pegarei um livro e abrirei na página 72. Simples assim. Vejamos o que acontece.

Do livro: A divina comédia de Dante Alighieri

“Grande cautela e igual prudência devem ter os homens quando lidam com os que enxergam não somente as coisas, mas percebem também o que se pensa. Pois me disse o mestre: O que tens no pensamento, logo mais verás realizado. Surgirá depressa o que espero.
O homem discreto evita sempre dizer a verdade quando ela venha a parecer mentira, a fim de não ser injustamente tido por mentiroso. Mas nada posso omitir, leitor, do que vi. Pelos cantos desta comédia eu juro – possam eles receber o teu agrado - vi subir, nadando com asas por aquele ar pastoso, escuro, uma figura de tal modo assustadora que ao peito mais valoroso e forte causaria espanto. Subia, como o marujo que mergulhou para desprender a âncora presa por ocultos embaraços e que, subindo, encolhe as pernas e estende os braços.” P. 72

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Se eu pudesse alcançar...


“…If I could reach, higher
just for one moment touchthe sky
from that one moment in my life
I'm gonna be stronger”
(da música Reach)

A música Reach, de Gloria Stefan, foi tema da Olimpíada de Atlanta 1996. Na época, por felicidade, tive a oportunidade de acompanhar cada momento destes Jogos Olímpicos e assim a música de Gloria Stefan tornou-se especial. Poderia escrever alguns sentimentos que no momento me ocorrem. Não o farei. Deixarei a música falar por mim. Vejam o vídeo e entendam o que quero dizer...




Reach - Gloria Estefan
Composição: Diane Warren / Gloria Estefan


Alguns sonhos vivem para sempre no tempo
Aqueles sonhos, que você anseia com todo coração.


E eu farei o que for preciso

Seguir adiante com a promessa que fiz

Colocar tudo na linha

O que eu esperava, finalmente seria meu

Se eu pudesse alcançar, mais alto

Só por um instante tocar o céu

Deste único momento em minha vida

Eu vou ser mais forte

Saiba que eu fiz o que pude

Eu colocaria meu espírito a teste

Se eu pudesse alcançar.


Alguns dias são destinados a serem lembrados

Aqueles dias em que nos elevamos às estrelas


Então, você prosseguirá com a distância dessa vez.

Vendo mais a altura, eu me elevo

Que por mais que eu acredito

Tudo mais desse sonho será meu.


Se eu pudesse alcançar, mais alto

Só por um instante tocar o céu

Deste único momento em minha vida

Eu vou ser mais forte

Saiba que eu fiz o que pude

Eu colocaria meu espírito a teste

Se eu pudesse alcançar.


Se eu pudesse alcançar, mais alto

Só por um instante tocar o céu

Deste único momento em minha vida

Eu vou ser muito mais forte

Eu sei que sou

Eu coloco meu espírito a teste

Se eu pudesse alcançar.


Se eu pudesse alcançar, mais alto

Se eu pudesse, se eu pudesse
Se eu pudesse alcançar
Alcançar, eu alcançaria, eu alcançaria
eu alcançaria, eu alcançaria então muito alto

Ser forte

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Quarto contato


CARO EMERSON, AQUI, MAIS UM FRAGMENTO DA CARTA QUE LHE ENVIO PERIODICAMENTE. ESPERO QUE ESTEJA RECEBENDO CADA REMESSA. ESTA É A QUARTA PARTE.

Um dia talvez seja mais fácil para você entender o que estou sentindo nos dias de hoje. Muitas situações você somente compreenderá após senti-las em sua própria pele. Nada adiantaria se eu lhe contasse agora. Saiba que muito em breve sua vida passará por grandes mudanças. Hoje, apesar de não gostar de ser tratado desta maneira, você é apenas um menino. Não se zangue. Refiro-me a menino no melhor dos sentidos. No sentido mais puro e inocente, que somente podemos encontrar no coração de um garoto. Você ainda não sabe as surpresas que a vida pode nos proporcionar. Não existe um aviso ou um sinal. Nada que possamos identificar e desta maneira, ficarmos preparados. Talvez seja melhor assim. Mas, é realmente muito difícil quando somos pegos de surpresa. Não escrevo com a intenção de lhe preparar para o futuro. Bem que gostaria. Rousseau escreveu que "A compaixão é um sentimento natural que, ao moderar a violência do amor pelo próprio ego em cada indivíduo, contribui para a preservação de toda a espécie. É ela que nos impele a consolar imediatamente aqueles que estão sofrendo sem que tenhamos pensado sobre isso antes." Mas você não está sofrendo. Então, não tenho nenhum motivo, agora, para ter compaixão ou querer consolá-lo. Na verdade, às vezes gostaria de jogar no lixo toda esta moral que impregna o meu ser. Princípios e escrúpulos que sempre nortearam os meus passos. Quando acordo desta maneira eles funcionam como grilhões dos meus anseios. Sei que somente você entenderá o que estou querendo dizer. Mas ouça, jamais mude quem você é. Mais uma vez peço desculpas. Acabei deixando-me levar por sentimentos que vivencio hoje e no momento lhe são totalmente estranhos. Não sei se já ficou totalmente claro, para você, quem sou e de onde escrevo. Na verdade, de quando...

AGUARDE, A QUINTA PARTE DA CARTA LHE SERÁ ENVIADA EM BREVE.

domingo, 6 de dezembro de 2009

A entrevista


ENTREVISTA PARA UMA GRANDE EMPRESA

1º) Candidato formado na USP:

Diretor: - Qual e a coisa mais rápida do mundo?
Candidato: - Ora, é um pensamento.
Diretor: - Por quê?
Candidato:- Porque um pensamento ocorre quase instantaneamente.
Diretor: - Muito bem, excelente resposta.

2º) Candidato formado na PUC

Diretor: - Qual é a coisa mais rápida do mundo?
Candidato: - Um piscar de olhos.
Diretor: - Por que?
Candidato: - Porque e tão rápido que as vezes nem vemos.
Diretor: - ótimo

3º) Candidato formado na UNICAMP:

Diretor: - Qual é a coisa mais rápida do mundo?
Candidato: - A eletricidade.
Diretor: - Por quê?
Candidato: - Veja, ao ligarmos um interruptor, acendemos uma lâmpada a 5 km de distância instantaneamente.
Diretor: - Excelente.

4º) Candidato fazendo curso no SENAI do Piaui:

Diretor: - Qual e a coisa mais rápida do mundo?
Candidato: - Uma diarréia...
Diretor: - Como assim? Esta brincando? Explique isso...
Candidato: - Isso mesmo. Outra noite eu tive uma diarréia tão forte que antes que eu pudesse pensar, piscar os olhos ou acender a luz, já tinha me cagado todo...
Diretor: - O emprego é seu!

"Fundamento técnico e cálculo não é tudo... Entender de cagadas é o que o mercado precisa!”

Justificar

Memória de Adriano


“Não desprezo os homens. (...) eu os reconheço vãos, ignorantes, ávidos, inquietos,
capazes de quase tudo para triunfarem, para se fazerem valer mesmo
aos seus próprios olhos ou muito simplesmente, para evitarem o sofrimento.”
(Marguerite Yourcenar em Memórias de Adriano)

Antes de falar de Memórias de Adriano, livro de Marguerite Yourcenar, indicação de hoje. Quero compartilhar com os amigos leitores destas reminiscências, outra mania minha. Mania que constantemente me trás boas surpresas. Sempre que leio o livro utilizo um marcador de página. Quando acabo a leitura do livro, costumo deixá-lo lá, perdido entre as páginas do livro que acabei de ler. Não utilizo o marcador novamente. Não existe nenhuma razão. É apenas uma mania que desenvolvi através dos tempos. Quando peguei Memórias de Adriano na prateleira para indicá-lo, achei o marcador que utilizei na época em que li o livro. O marcador em questão foi um presente de minha avó. Transcrevo agora, as palavras escritas por ela no verso. “Querido Emerson. São as renovações em nossas vidas que nos fazem sofrer. Suportar faz parte de ir ao encontro do melhor. Ele Deus, por você sempre e em todos os momentos de sua vida. Não esmoreça. Deus te abençõe sempre. Feliz natal e ano novo renovado. Beijos, beijos, beijos. Vovô e vovó. 23/12/2002”
Desculpem mas, quando li estas palavras não resisti. Enfim, vamos ao livro. Memórias de Adriano. O Imperador “se interroga sobre o destino, a precariedade da vida e a inevitabilidade da morte, que não poupa senhores nem escravos.” O livro foi lançado em 1951 e Yourcenar gastou trinta anos em pesquisas antes de publicá-lo. Termino com outra citação do livro. Garanto; quem resolver se aventurar na leitura do livro encontrará em suas páginas muito mais.

“(...) Nosso grande erro é tentar encontrar em cada um, em particular, as virtudes que ele não tem, negligenciando o cultivo daquelas que ele possui.”
(Marguerite Yourcenar em Memórias de Adriano)

sábado, 5 de dezembro de 2009

Procura-se treinador...


O Brasileirão está chegando ao seu final. Com ele, muitos clubes devem apresentar mudanças radicais em seu elenco. Como já é tradição no Brasil, a primeira cabeça a rolar é mesmo a do treinador. Não adianta. É a cultura do brasileiro. Goste ou não. Algumas torcidas, não citarei nomes, nesta reta final resolveram pressionar alguns jogadores utilizando-se da violência como forma de intimidação. Sou totalmente contrário à violência desmedida e sem propósito. Um absurdo!
Já ouvi falar de muitos casos de jogadores contratados através de uma fita de vídeo. Como muitas equipes deverão ficar sem técnico muito em breve, gostaria de disponibilizar um vídeo de um treinador que pode ser perfeito às necessidades de muitas equipes. Talvez seja o primeiro treinador contratado por vídeo do futebol brasileiro. Fica, então, minha contribuição...



quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Lefortovo: o túnel russo


Quem anda pelas ruas de São Paulo sabe o quanto está perigoso o trânsito por aqui. Não é diferente em outras grandes cidades brasileiras. Se servir de consolo, o vídeo mostra o túnel Lefortovo na Russia, de 3.150 metros, é o túnel mais longo dentro de uma cidade no mundo inteiro. Há um rio passando por cima do túnel e a água pinga em algumas áreas. Quando a temperatura chega perto dos 0°C (como acontece durante o inverno na Rússia), a pista congela e fica escorregadia..
Antes que vejam o vídeo, minhas congratulações para o motorista do ônibus articulado. Fico imaginando os passageiros na parte traseira do ônibus! Que viagem!
A próxima vez que você reclamar sobre o tráfego, lembre-se deste vídeo...



Terceiro contato


CARO EMERSON, ESTOU LHE ENVIANDO A TERCEIRA PARTE DA CARTA ENDEREÇADA A VOCÊ. SIGO, FIELMENTE, AS INTRUÇÕES DEIXADAS PELO REMETENTE.

Mais um dia entenderá. A vida não é tão simples quanto gostaríamos. Li que "As ações mais decisivas de nossas vidas - aquelas que mais provavelmente decidem todo o curso de nosso futuro - na maioria das vezes, não são levadas em conta." Como já lhe falei, não quero falar sobre o futuro. Sabemos ser desnecessário. Você sempre soube aonde queria chegar e nunca duvidou que um dia fosse conseguir. Mas acredite, não é bem assim. Não quero dizer que nos arrependeremos de algo que fizemos ou deixamos de fazer. Não é isso. Acontece que seríamos um tanto tolos se ignorássemos ou deixássemos de aprender com nossas experiências. Com o passar do tempo, ficará mais fácil para você entender o que estou querendo dizer. Como falei, não há outra maneira. Serei direto e poderá parecer indelicadeza. Mas lembre-se; ninguém, mais do que eu, está interessado em sua felicidade. Desculpe estar sendo repetitivo, mas não quero que se esqueça disso. Sabe aquele show que você tanto aguarda? Está chegando não é mesmo? Sei que está ansioso, mas vou lhe dar um conselho e, é melhor me escutar. Antes de o show acontecer, procure um dentista. Por mais estranho que possa parecer lembre-se do que falei sobre nossas experiências. É incrível como uma coisa à toa pode ficar para sempre em nossa memória. Você também espera ansiosamente pela Copa do Mundo. Eu sei; oitenta e dois foi mesmo muito triste. Lembra-se dos amigos que junto com você assistiram ao trágico jogo naquela garagem? No futuro tente não perder contato com eles. Sei que a vida acaba nos distanciando, você já pode perceber. E a Copa que se aproxima... Bem, acho melhor eu me calar e deixar você passar por estas emoções. Elas serão fundamentais na formação da pessoa que você irá se tornar. Um dia talvez...

AGUARDE A CONTINUAÇÃO. SERÁ ENVIADA ASSIM QUE POSSÍVEL. SAUDAÇÕES.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O carteiro e o poeta


Poeta:
“Um poeta precisa conhecer seu objeto de inspiração!
Não posso inventar algo do nada...”
Carteiro:

“Eu tenho esta bolinha...”
(Do filme: O carteiro e o poeta)


O carteiro e o poeta. Lá vou eu novamente. Baseado na obra de Antonio Skarmeta. O filme, de roteiro inteligente e ritmo adequado, aborda com muita propriedade temas como política, amizade, amor, poesia e sempre de forma muito bem humorada. Para entender, basta assistir a cena escolhida. A cena é espetacular. Não estou exagerando. Basta acompanhar o diálogo entre o carteiro e o poeta. Impossível ficar indiferente. Talvez, como sempre escrevo por aqui, não serão todos que gostarão do filme. Mas, aqueles que gostaram, também se tornaram fãs do filme.



terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Três regras para o envelhecimento

"Quarenta anos é a velhice dos jovens;
cinqüenta anos é a juventude dos velhos. "
( Victor Hugo )

Ainda faltam alguns anos para me preocupar mas, é bom já ir anotando alguns conselhos... Aconselho os amigos anotarem também estas três regrinhas. Nunca se sabe...

domingo, 29 de novembro de 2009

Alucinante...

“And you shook me all night long…”
(E você me sacudiu a noite toda)
(Letra AC/DC)

I don’t speak portuguese. I speak rock’n roll! Foi assim que Brian Johnson, vocalista do AC/DC, iniciou o show da banda no Morumbi. Falando este idioma foi impossível não ser compreendido. Não foi apenas o vocalista que se fez entender. Atônitos, descobrimos que a guitarra de Angus Young fala. Não me perguntem como. Mas, entendi cada palavra; quer dizer... cada acorde. Quem esteve lá poderá confirmar. A constatação é que Angus, no palco, é um alucinado. Endiabrado talvez seja palavra certa. Mágico. Inesquecível.
Vendo o show ao lado de um grande amigo, e neste show não poderia ser outro, em dado momento o ouvi dizer: Nossa! Já escutei estas músicas tantas vezes... Conheci este amigo assim: com o álbum Back in Black na mão. Mais de vinte anos depois, quem diria, estávamos juntos vendo o show. Faltou a velha jaqueta rasgada ou um tênis sujo qualquer. Mas, sem dúvida ainda somos os mesmos.
Estar no show do AC/DC no ano de 2009 é quase surreal. As lembranças que cada música trás, são lembranças de um garoto. Um garoto que simplesmente adorava rock’n roll.





sábado, 28 de novembro de 2009

Os três porquinhos... Final Alternativo


Mais uma vez, provamos um prato excepcional. Muitos amigos, acompanhando as proezas gastronômicas de toda quinta, insistentemente escrevem pedindo as receitas dos pratos descritos no Vinho nas Quintas. As receitas não serão explicadas. Mas, estão todos convidados a aparecerem uma quinta qualquer e ver como são preparados, e claro, provar um bom vinho.
Todo mundo conhece o final da história dos três porquinhos. Mas, se dependesse do prato desta semana, a história acabaria diferente. Se o lobo tivesse a oportunidade de provar o prato, com certeza teria derrubado também a casinha de tijolos.

Pratos da noite:
Copa de lombo com molho agridoce, batatas com ervas puxadas no azeite e arroz branco. O vinho branco (chardonnay / chenin) harmonizou o prato.
O segundo vinho, degustado com finas fatias de tender, superou nossas expectativas (ou não). Espetacular!



Família Zuccardi Fusion

Branco– 2006
Produtor: Família zuccardi
País: Argentina
Uva: Chardonnay, Chenin Blanc
Teor Alcoólico: 13% Vol.
Importatora: Expand
Descrição: De cor amarelo ouro, aromas de amêndoas, frutado e encorpado.

Carmen Reserve Merlot

Tinto – 2005
Produtor: Viña Carmen
País: Chile
Região: Vinhedos localizados na Vale de Casablanca (a Merlot) e na Vale de Maipo (a Cabernet Sauvignon).
Uva: Merlot 90%, Cabernet Sauvignon 10%
Teor Alcoólico: 13,5% Vol.
Importatora: Mistral
Descrição: Um dos melhores Merlots do Chile, de grande reputação. O bouquet é intenso e complexo, cheio de frutas vermelhas, especiarias e tostado. Na boca é encorpado e rico, bastante concentrado, com taninos finos e macios. Combina muito bem com pizzas e massas, sendo também ótimo para ser bebido sozinho.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Segundo Contato


CARO EMERSON, COMO PROMETIDO, A SEGUNDA PARTE DA CARTA ENDEREÇADA A VOCÊ. COMO JÁ EXPLIQUEI SÃO APENAS MAIS 300 PALAVRAS.

Não se deixe enganar. Volto a repetir. Você não sabe de nada! Não pare de ler agora somente por estar com a índole ferida. Não é minha intenção magoá-lo ou debochar de você. Muito pelo contrário. Digo que não sabe de nada apenar porque estou em uma situação mais privilegiada. Já tomei conhecimento de coisas que nunca passaram pela sua cabeça. Acho melhor ir contando aos poucos, do contrário, você custaria a acreditar. Não pretendo, assim de imediato, tratar de assuntos mais complicados. Vamos esperar um pouco. Pelo menos, até que você possa assimilar melhor toda esta história. Mas tem um assunto que há muitos anos me incomoda, e agora que consegui lhe escrever você poderá me ajudar. Sei que o professor Pedro é um pouco ranzinza e até mal humorado. Mas garanto que com o passar dos anos se lembrará dele de outra maneira. Afinal ele também foi professor da mamãe e imagine como o mundo mudou para ele desde então. Lembra-se quantas vezes o professor Pedro falou na aula sobre a importância do caderno de apontamentos? Que ele poderá ser muito útil no futuro? Acredite, é a mais pura verdade. Então, meu pedido é este: guarde o caderno como um tesouro de valor incalculável. Talvez não tenha, para você, valor algum agora, mas com o passar dos anos saberá que tenho razão. Aproveitando que estou tocando neste assunto, procure conversar um pouco mais com ele. Um professor com tanta experiência poderá lhe ensinar muita coisa sobre a vida e já que está na aula, poderia aprender um pouco sobre gramática. Tenho certeza que os conhecimentos serão muito úteis um dia. Não garoto, sei o que está pensando. Não é isso. Você não sabe o que é dar valor para as pessoas quando já é tarde demais. Mais um dia entenderá...

EM BREVE, ENVIAREI A TERCEIRA PARTE DA CARTA COM MAIS 300 PALAVRAS. PACIÊNCIA MEU AMIGO! PACIÊNCIA...

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Blade Runner

"Eu vi coisas que vocês humanos não acreditariam...
Todos estes momentos ficarão perdidos no tempo, como lágrimas
na chuva!" (Do filme Blade Runner)


A busca pelo sentido da vida. O tempo! Desesperadamente tempo. Criador e criatura. Dilemas morais e éticos. Blade Runner não é um filme qualquer. Têm seu lugar na história do cinema. Neste filme, a comunicação por telefone é feita de maneira que um interlocutor veja o outro através de uma tela. Surreal quando vi o filme. Acreditava que levaria muitos anos para ser possível. Não demorou. Já é uma realidade.
Muitas teses já foram desenvolvidas baseadas em Blade Runner. Não pretendo escrever mais uma. Usando a definição de Giovanni Alves, “Blade Runner é uma pequena odisséia de homens e mulheres, humanos e pós-humanos, em busca da sua identidade perdida.” Sem mais nenhum comentário, vejamos a cena.





terça-feira, 24 de novembro de 2009

Todos os nomes


“(...) Nas ocasiões de mais extremo apuro que o espírito dá a autêntica medida da sua grandeza.” (José Saramago em Todos os Nomes)

Sou fã de José Saramago. Já tive a oportunidade de ler alguns de seus livros. Como muitas coisas em minha vida, acabo gostando do mais simples e menos famoso. Assim é com Todos os Nomes. Já escrevi em mais de uma oportunidade que tenho certa atração pelas coisas simples e banais do dia a dia. Assim é a vida do Sr. José. Luiz Antonio Ribeiro, no blog Tu Críticas, escreveu sobre o livro: “O herói de Saramago, neste romance, é um homem comum que vê no acaso a possibilidade de mudar a sua vida, de traçar um caminho para ela e lhe dar sentido e movimento. Esse sentido virá do novo olhar que o personagem lança sobre as coisas mais triviais que, lentamente como na história dos homens, fará mudar a sua história e lhe possibilitará o exercício de sentimentos humanos dentro de si adormecidos, devolvendo-lhe a vida, a imaginação e a capacidade de criação. O personagem se lança na escuridão do tempo e do espaço em busca do novo que contraditoriamente é a sua origem de homem e de ser pleno de sentimentos e deveres, consciente e sem culpa.” Todos os nomes é um livro de meu gosto particular. Por esta razão hesitei um pouco em indicá-lo. De qualquer maneira, como estas são minhas reminiscências acredito que nada mais justo indicá-lo aqui, nestas páginas.


Primeiro contato


"Aquele que controla o presente, controla o passado. Aquele que controla o passado, controla o futuro. " ( George Orwell )

Querido Emerson Batista

Pode parecer estranho estar lhe escrevendo desta maneira. Apesar de já me conhecer você não tem a menor idéia de quem sou, ou melhor, de quem me tornei. Talvez esta seja uma das razões que me fizeram lhe escrever. Já faz algum tempo que venho querendo fazê-lo, mas estava indeciso sobre o momento certo. Esperei; primeiro até estar pronto para realmente estar maduro o suficiente para ajudá-lo nas decisões que precisará tomar. Em segundo, ainda tinha dúvidas sobre quando você deveria receber esta carta. E, por último e talvez mais importante: se deveria ou não fazê-lo.
Decidi enviá-la agora que você completou catorze anos. O ano, como você bem sabe é 1986. Não foi nada fácil escolher a idade certa. Mais difícil ainda foi fazer a carta chegar até você. Para falar a verdade não tenho a menor idéia de como ou quem conseguiu fazê-la chegar à suas mãos. Em 2009, ano que lhe escrevo, ainda não era possível. Mas, estou feliz por ter conseguido. Não se assuste. Sei que pode parecer inverossímil para você, mas logo saberá que as coisas acontecem de maneira muito rápida e acredite, o que tenho para lhe contar poderá ser de grande ajuda. Não! Não é nenhuma brincadeira. Ninguém melhor do que eu para saber o quanto você é desconfiado a respeito de tudo.
Desculpe se serei um pouco rude, mas não tenho outra maneira para lhe dizer isso. Você não sabe de nada. Acalme-se. Se bem me lembro eu ficaria muito irritado se me falassem desta maneira. Quero dizer, você ficaria irritado. Confesso que mudei um pouco. Estou bem mais calmo hoje em dia. Você sempre foi atrás de todos os seus sonhos. Mas não escrevi para falar do futuro. Você terá que descobri-lo sozinho.
Mas devo alertá-lo. Não se...


P.S.: CARO EMERSON, INFELIZMENTE A TECNOLOGIA EXISTENTE PERMITE APENAS O ENVIO DE 300 PALAVRAS DE CADA VEZ. A CARTA QUE LHE É ENDEREÇADA POSSUI, AINDA, MUITO MAIS. CHEGARÁ À SUAS MÃOS NO DEVIDO TEMPO. OBRIGADO


domingo, 22 de novembro de 2009

Vida é sinônimo de mudança



Áudio: Journey-Don't Stop Beliving

“A crença na magia, como a crença no milagre, nasce da visão de um universo no qual os desejos e as emoções podem alterar os fatos. A ciência diz que isto não é verdade. O senso comum continua, teimosamente, a crer no poder do desejo. Freud disse mesmo que esta é a crença fundamental por detrás do comportamento neurótico. Isto parece nos levar à conclusão de que o pensamento mágico e o pensamento científico moram em mundos distantes. (...)”. (Rubem Alves)

Apesar de acreditar, não posso afirmar que os desejos e as emoções podem alterar os fatos, mas tenho certeza que para mudá-los temos que tornar estes dois mundos, o do pensamento mágico e do pensamento científico, cada vez mais próximos.
Dushkin nos ensina que “Vida é sinônimo de mudança. (...)”, Não acredito que as mudanças virão simplesmente através de mágicas ou milagres. Não se engane, não estou dizendo que não acredito em milagres. Muito pelo contrário. Espero por eles todos os dias. É preciso saber reconhecê-los. Eles estão nas coisas mais simples. Nas conquistas diárias. Nas portas abertas ou mesmo nas fechadas. Na mão que se estende de maneira inesperada. Em uma palavra ou em um gesto qualquer. Não importa.
Nossa atitude também é fundamental. Tenho fé. Minha fé não me deixa duvidar nunca. Como poderia? Sim, eu acredito realmente que os desejos e as emoções podem alterar os fatos. No final imagino que estes mundos não se encontram tão distantes assim. Estão mais próximos do que podemos imaginar. Talvez, até mesmo, um dependendo do outro. Talvez nós, sejamos a ponte entre eles. Sei que o assunto é delicado. Espero poder expressar, com clareza, meu ponto de vista. Por outro lado não poderia ficar calado. Enfim! Com o risco de estar exagerando nas citações, não resistirei e utilizarei mais uma. Para encerrar. Druyére disse que “Nenhuma estrada é comprida demais para o homem que avança deliberadamente e sem pressa. E nenhuma honra está distante demais para o homem que se prepara para elas.” É, estarei sempre nesta estrada. Avançando a cada passo. Vivendo cada dia. Com muita honra...


Bibliografia:
ALVES, Rubem. Filosofia da ciência. – introdução ao jogos e suas regras. São Paulo, 1988. Editora Brasiliense. 11ª edição.

sábado, 21 de novembro de 2009

Silêncio por favor!


"Estamos ameaçados por duas calamidades: a ordem e a desordem."
( Paul Valéry )


Tratando-se de educação, a didática é fundamental para o êxito em relação aos objetivos a serem alcançados. Espere! Está parecendo conversa de professor (e é mesmo) em reunião pedagógica. Não é nada disso. O assunto realmente é sobre a didática. Tenha um pouco de paciência e você compreenderá. Antes, vamos entender um pouco mais sobre o assunto. "Do grego didaskein, significa ensinar. 1. Arte e técnica de ensinar, de dirigir e orientar a aprendizagem. 2. O estudo dessa técnica." Bom, toda essa pedagogia para tentar entender o que se passou no vídeo (que mais uma vez recebi do amigo Marcel). Juro que não tentarei nada parecido com meus alunos. Eles ficam em silêncio (ou quase) quando conto até três. Mas ao assistirem ao vídeo reparem: Em primeiro, na professora... One... two... three. Depois, na lousa… os seis pilares. E, por último e o melhor de todos... no mascote.




sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Noite de Lapostolle


Grande noite! Para começar, o Reinaldo se lembrou do amigão que sempre pergunta se a boa cervejinha é apreciada nos encontros de quinta-feira. Então amigão, o primeiro prato foi em sua homenagem. Veja o que acha. Batatas assadas, finamente temperadas. Harmonizada com a boa Bohemia Oaken. Com a cerveja na mão, fomos para cozinha e preparamos: Tiras de contra-filé com molho de creme de leite e um toque de mostarda. Para acompanhar, as batatas assadas e arroz com milho verde.


O vinho escolhido para harmonizar com o prato (deveríamos ter escolhido um tinto) foi:

PORTA DA RAVESSA
2007 – Branco
Origem: Portugal - Alentejo.
Castas: Roupeiro, Fernão Pires e Arinto.
Teor Alcoólico: 12,5% Vol.
Prova: Apresenta cor amarela citrina, aroma intenso e frutado, sabor leve e fresco (ver ficha técnica).

No segundo vinho degustado, optamos por degustá-lo sem nenhum acompanhamento. Há muito tempo queríamos experimentar este vinho. Foi o que fizemos.

CASA LAPOSTOLLE MERLOT
2007 – Tinto
Origem: Chile - Vale do Rapel
Castas: 85% Merlot e 15% Cabernet Sauvignon
Teor Alcoólico: 13,5% Vol.
Prova: A uva Merlot é uma das grandes especialidades da Casa Lapostolle, mostrando grande caráter varietal e profundidade. Uma das escolhas mais "sólidas" para a Wine Spectator, este saboroso tinto é elegante, macio e bem equilibrado. Robert Parker já descreveu seu bouquet como "quase de um borgonha" e elogiou o corpo " concentrado e harmonioso, com taninos soberbamente maduros".


Para terminar a noite, creme de papaia de sobremesa e o tradicional café.


quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O poderoso chefão


"Bonasera. Bonasera. O que fiz para que me trate com tanta falta de respeito?"
(Don Corleone em O poderoso chefão)

Tenho tentado evitar ser óbvio na escolha das cenas. Não que tenha alguma importância. Tenho guardado algumas cenas que verdadeiramente adoro, esperando o momento certo de publicá-las. Mas me dei conta que não tenho nenhum motivo para fazê-lo. Portanto a cena desta semana é de um dos filmes mais premiados e cultuados da história do cinema. O poderoso chefão, de Francis Ford Coppola. O filme é baseado no livro de Mario Puzo. A cena escolhida dá, na medida certa, a idéia do brilhantismo alcançado pelo diretor, atores, música, etc... Chamo a atenção para, em primeiro lugar, a direção de Copolla. A maneira que o diretor conduz a cena é de uma genialidade poucas vezes encontrado no cinema. E, em segundo lugar, Marlon Brando. O ator tornou imortal o personagem Don Corleone. Enfim! Chega de papo furado. Vejamos a cena...




terça-feira, 17 de novembro de 2009

Manuelzão e Miguilim


A idéia veio de uma mania minha. Quem me conhece sabe que não apenas sou um leitor inveterado como também possuo muitos livros. Invariavelmente tenho como costume abrir um livro em uma página qualquer e ler o seu conteúdo. Não me pergunte! Não existe nenhuma razão. Por motivos óbvios, adotarei sempre a página 72 de qualquer livro para transcrever seu conteúdo aqui no blog.. Talvez a idéia não seja das melhores, mas vamos ver para onde ela nos levará. Não escolherei o conteúdo. Pegarei um livro e abrirei na página 72. Simples assim. Vejamos o que acontece.

Do livro: Manuelzão e Miguilim de João Guimarães Rosa

“(...) Então, mas por que é que Pai e os outros se praziam tão risonhos, doidavam, tão animados alegres, na hora de caçar atôa, de matar tatu e os outros bichinhos desvalidos, Assim, com o gole disso, com aquela alegria avermelhada, era o que o demônio precisava de gostar de produzir os sofrimentos da gente, nos infernos? Mais nem queriam que ele Miguilim tivesse pena do tatu – pobrezinho de Deus sozinho em seu ofício, carecido de nenhuma amizade. Miguilim inventava outra espécie de nojo das pessoas grandes. Crescesse que crescesse, nunca havia de poder estimar aqueles, nem ser sincero companheiro. (...)” (p.72)

Como animar uma festinha...


"Aflige-te uma vergonha injustificada por teres medo de parecer louco entre loucos."
(Horácio)

Um ato isolado de um ser débil é fácil e pode ser explicado de diversas maneiras. Mas explicar a insanidade coletiva instaurada a partir de um indivíduo completamente desmiolado desafia os maiores catedráticos na psique humana. Caso ainda haja alguma dúvida, o vídeo abaixo é capaz de lançar uma luz sobre a questão. Assim, se não for incomodo demasiado, peço a ajuda do fiel leitor destas Reminiscências. Não tentem explicar-me às razões do primeiro ser causador de tamanho “furdúncio”. Gostaria de entender o que motivou os demais. Bem, talvez não precisassem de muita motivação. De qualquer maneira, não consigo entender ou colocando de outra forma, custo a acreditar. O vídeo foi gravado durante o Sasquatch Festival. Tudo ia muito desanimado até que...

domingo, 15 de novembro de 2009

Saia Justa...


"O meio mais eficaz para obter fama é fazer o mundo acreditar que já se é famoso. "
(Giacomo Leopardi)

Estava evitando o assunto por acreditar que o assunto deveria ser evitado. A esta altura, todos já devem ter tomado conhecimento da estudante expulsa de uma universidade por causa de uma mini-saia. Convenhamos, a estudante conseguiu uma proeza. Ser expulsa em virtude de uma saia curta e ainda conseguir ser hostilizada por todo o Campos Universitário não é para qualquer um. Enfim! Não quero entrar no mérito da questão. Que, aliás, não possui mérito algum. Na verdade, como falei, estava procurando ignorar o assunto. Ele não tinha a menor importância ou, ao menos, não deveria ter. Mas, para minha surpresa ou deveria dizer indignação, a estudante virou celebridade. Resolvi escrever sobre o assunto ao vê-la no programa Altas Horas da Rede Globo e uma matéria em um jornal com o título "Em moda com Geyse" (ou algo parecido). Não vi a entrevista no programa e nem li o artigo no jornal. Ainda bem.
Dizem que o Brasil é um país que não valoriza seus ídolos. Começo a entender por que. Por aqui não é difícil virar celebridade. Qualquer motivo parece servir. Não precisa ser um grande motivo. Pode ser curto como uma saia mesmo. Talvez, a culpa seja minha. Talvez, eu não entenda muito bem o significado de celebridade. Vou recorrer ao dicionário então. Quem sabe encontre uma luz no fim do túnel. E que não seja um trem vindo ao contrário. Do dicionário, celebridade: “Que se distingue pelas suas qualidades ou feitos. Ilustre, insigne, notável. Que é fora do comum. Estranho, extravagante, singular.” É... Agora compreendo. Estava errado realmente. Desculpem a minha ignorância. A estudante, verdadeiramente, merece o posto. Realmente ela se distingue pelos seus feitos. É notável, fora do comum, extravagante e singular. Uma celebridade! Chego então à conclusão: o errado sou eu! Vou desligar a televisão...


sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A Epopéia Gastronômica


Esta semana não deveria chamar Vinho nas Quintas. Foi mais para uma maratona gastronômica. Se não bastasse o prato principal a noite teve ainda tábua de queijo e frios e duas sobremesas. Os vinhos degustados harmonizaram com cada prato. A epopéia está descrita abaixo, depois da foto com os pratos degustados. Em visita ao filho Reinaldo, Dona Gilda deixou as sobremesas de presente. Escolheu o dia certo. Uma delícia!

1- Frango grelhado com ervas, batata sauté com lascas de parmesão, alface americana com alcaparras e arroz branco.
Harmonização:
Viña Tarapaca Sauvigno Blanc
Branco - 2007
Chile - Maipo
Produtor: Viña Tarapaca
Alcool: 13% Vol.
Descrição: Vinho frutado. Ligeiras notas de coco e baunilha. Equilibrado, harmônico, com acidez envolvente, retrogosto longo e firme.

2- Tábua de frios e queijos.
Harmonização:
Carmen Classic Cabernet Sauvignon
Tinto - 2006
Chile - Rapel
Produtor: Viña Carmen
Alcool: 14% Vol.
Importadora: Mistral
Decrição: Chamado de "Value Wine" por Robert Parker por sua excelente relação qualidade/preço, o saboroso Classic Cabernet Sauvignon é elaborado com uvas de alguns dos vinhedos mais bem localizados do Chile. Mostra boa tipicidade em um conjunto muito equilibrado e agradável, fácil de gostar.

3- Torta Bahiana (Receita Dona Gilda).

4- Café preparado na cafeteira italiana e bolo de cenoura com cobertura de chocolate (Receita Dona Gilda).


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Rio Bravo


Onde começa o inferno (Rio Bravo, 1959) é o western perfeito. Clássico de Howard Hawks. Ao contrário do que pode parecer, ou se esperar de um western, Rio Bravo não é um filme com muita cena de ação. Muito pelo contrário. São raras. Muitos críticos classificam o filme como “western psicológico”. A cena reminiscente escolhida de Rio Bravo, é uma cena musical. Adoro a cena. Adoro os atores. Adoro a música. Adoro o filme. Adoro. O filme me faz lembrar, sempre, de meu pai. Ele é fã do filme, mais ainda do que eu. A cena do tiroteio final também poderia estar aqui. Ou a cena do "borrachon", com o Dean Martin. Mas a cena que, verdadeiramente, me é reminiscente é a escolhida para ser exibida aqui. E esta é minha cena preferida...



quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Onde as ruas não tem nome


Eu quero correr, eu quero esconder,
Eu quero derrubar as paredes,
Que me seguram por dentro,
Eu quero alcançar e tocar na chama,
Onde as ruas não têm nome
(da música: Where the streets have no name do U2)


Oscar Wilde disse que viver é a coisa mais rara do mundo, a maioria das pessoas apenas existe. É verdade. A maioria. Felizmente não é o meu caso. Não porque tenha feito algo extraordinário. Pensando bem, fiz sim. Pensando bem, tenho algo extraordinário. Felicidade. Onde as ruas não têm nome. Não porque estão esquecidas. Não porque estão perdidas. Simplesmente porque não é necessário. Simplesmente porque não importa. Onde as ruas não têm nome. Entendemos-nos pelo olhar. Pensamos ao mesmo tempo. Falamos juntos. Não falamos nada. Falamos tudo. Onde as ruas não têm nome. Escutamos uma música. Lembramos um do outro. Lembramos de um momento. Lembramos de todos os momentos. Nunca esquecemos. Jamais acabará.
A música Where the streets have no name, do U2 é, para mim, especial. Na verdade tornou-se especial ao longo tempo. Não pela sua letra. Mas porque foi a primeira. Depois dela, não precisou de outras. O vídeo também esteve presente no início. Então também é especial. Viver é especial. Eu posso alcançar e tocar a chama. Já alcancei. Já fui consumido. Já derrubei as paredes. Nada me segura. Onde as ruas não têm nome.

Eu quero sentir a luz do sol no meu rosto,
Eu vejo a nuvem de poeira desaparecer sem deixar pista,
Eu quero me abrigar,
Da chuva ácida,
Onde as ruas não têm nome,
(da música: Where the streets have no name do U2)