sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Segundo Contato


CARO EMERSON, COMO PROMETIDO, A SEGUNDA PARTE DA CARTA ENDEREÇADA A VOCÊ. COMO JÁ EXPLIQUEI SÃO APENAS MAIS 300 PALAVRAS.

Não se deixe enganar. Volto a repetir. Você não sabe de nada! Não pare de ler agora somente por estar com a índole ferida. Não é minha intenção magoá-lo ou debochar de você. Muito pelo contrário. Digo que não sabe de nada apenar porque estou em uma situação mais privilegiada. Já tomei conhecimento de coisas que nunca passaram pela sua cabeça. Acho melhor ir contando aos poucos, do contrário, você custaria a acreditar. Não pretendo, assim de imediato, tratar de assuntos mais complicados. Vamos esperar um pouco. Pelo menos, até que você possa assimilar melhor toda esta história. Mas tem um assunto que há muitos anos me incomoda, e agora que consegui lhe escrever você poderá me ajudar. Sei que o professor Pedro é um pouco ranzinza e até mal humorado. Mas garanto que com o passar dos anos se lembrará dele de outra maneira. Afinal ele também foi professor da mamãe e imagine como o mundo mudou para ele desde então. Lembra-se quantas vezes o professor Pedro falou na aula sobre a importância do caderno de apontamentos? Que ele poderá ser muito útil no futuro? Acredite, é a mais pura verdade. Então, meu pedido é este: guarde o caderno como um tesouro de valor incalculável. Talvez não tenha, para você, valor algum agora, mas com o passar dos anos saberá que tenho razão. Aproveitando que estou tocando neste assunto, procure conversar um pouco mais com ele. Um professor com tanta experiência poderá lhe ensinar muita coisa sobre a vida e já que está na aula, poderia aprender um pouco sobre gramática. Tenho certeza que os conhecimentos serão muito úteis um dia. Não garoto, sei o que está pensando. Não é isso. Você não sabe o que é dar valor para as pessoas quando já é tarde demais. Mais um dia entenderá...

EM BREVE, ENVIAREI A TERCEIRA PARTE DA CARTA COM MAIS 300 PALAVRAS. PACIÊNCIA MEU AMIGO! PACIÊNCIA...

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