segunda-feira, 28 de junho de 2010

Afinidade...


AFINIDADE É UM DOS POUCOS SENTIMENTOS QUE RESISTEM AO TEMPO E AO DEPOIS

A Afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. É o mais independente.
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido.
Afinidade é não haver tempo mediando à vida. É uma vitória do adivinhado sobre o real. Do subjetivo para o objetivo. Do permanente sobre o passageiro. Do básico sobre o superficial.
Ter afinidade é muito raro. Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas. O que você tem dificuldade de expressar a um não afim sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.
Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar palavras. É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.
Afinidade é sentir com. Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir pelo. Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado. Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios.
Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo. É olhar e perceber. É mais calar do que falar, ou, quando é falar, jamais explicar: apenas afirmar.
Afinidade é jamais sentir por. Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo. Mas quem sente com, avalia sem se contaminar. Compreende sem ocupar o lugar do outro. Aceita para poder questionar. Quem não tem afinidade, questiona por aceitar.
Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças. É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidades vividas.
Afinidade é retornar a relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação. Porque tempo e separação nunca existiram. Foram apenas oportunidades dados (tiradas) pela vida, para que a maturação comum pudesse se dar. E para que cada pessoa pudesse e possa ser cada vez mais a expressão do outro sob a forma ampliada do eu individual aprimorado.

(Autor Desconhecido)

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Rotinas


Recebi este e-mail de uma amiga. Espetacular...


Depois que me aposentei, minha mulher insiste que eu a acompanhe quando vai fazer compras no supermercado.
Infelizmente, como a maioria dos homens, eu acho que fazer compras é chato e tenho que ficar inventando formas de passar o tempo.
E a minha mulher é igual à maioria das mulheres, fica horas fazendo compras.
Resultado: Ontem, minha querida esposa recebeu a seguinte carta do Big Hipermercado:

Cara Sra. Molina,
Durante os últimos seis meses, seu marido tem causado grandes transtornos em nossa loja. Não podemos mais tolerar seu comportamento e, portanto, somos obrigados a proibir sua entrada. Nossas queixas contra seu marido estão listadas abaixo e documentadas através de nossas câmeras do circuito interno.


1. 15/Junho:

Pegou 24 caixas de preservativos e colocou-as nos carrinhos de compra de outros consumidores enquanto não prestavam atenção.

2. 02/Julho:

Acertou TODOS os alarmes da seção de relógios para tocarem a intervalos de 5 minutos.

3. 07/Julho:

Fez uma trilha de molho de tomate pelo chão da loja indo até o banheiro feminino.

4. 19/Julho:

Dirigiu-se a uma funcionária e disse em tom oficial: “Código 3 na seção de Utilidades Domésticas. Dirija-se imediatamente para lá”. Isto fez com que a funcionaria abandonasse seu posto e fosse repreendida pelo gerente, o que resultou em um grave incidente com o Sindicato.

5. 14/Agosto:

Moveu o aviso de “Cuidado – Piso Molhado” para a seção de carpetes.

6. 15/Agosto:

Disse para as crianças que acompanhavam os clientes que elas poderiam brincar nas barracas da seção de camping se trouxessem travesseiros e cobertores da seção de cama, mesa e banho.

7. 23/Agosto:

Quando um funcionário perguntou se ele precisava de alguma ajuda, ele começou a chorar e gritar:

“Porque vocês não me deixam em paz?” O resgate foi chamado.

8. 04/Setembro:

Usou uma de nossas câmeras de segurança como espelho para tirar caca do nariz.

9. 10/Setembro:

Enquanto examinava armas no departamento de caça, perguntava insistentemente à atendente onde ficavam os anti-depressivos.

10. 03/Outubro:

Movia-se pela loja de forma suspeita, enquanto cantarolava alto o tema do filme “Missão Impossível”.

11. 06/Outubro:

No departamento automotivo, ficou imitando o gestual da Madonna usando diferentes tamanhos de funis.

12. 18/Outubro:

Escondeu-se atrás de um rack de roupas e quando as pessoas procuravam algum artigo, gritava: “Você me achou, você me achou!”

13. 21/Outubro:

Cada vez que era dado algum aviso no sistema de som da loja, colocou-se em posição fetal e gritava: “Ah não, aquelas vozes de novo!”

E por fim:

14. 23/Outubro:

Foi a um dos provadores, fechou a porta, esperou um momento e então gritou: “Ei, não tem papel higiênico aqui.” Uma de nossas atendentes desmaiou.

domingo, 6 de junho de 2010

Décimo quarto contato


OLÁ AMIGO. ESPERO QUE ESTEJA BEM E FELIZ. ENVIO MAIS UMA CARTA QUE ME FOI CONFIADA. ESPERO QUE POSSA AJUDAR EM SUA JORNADA.

Tentem ajustar a datilografia ao ritmo da música. Saber ajustar é importante. Em sua vida, deverá aprender e estar preparado para diferentes formas de ajustes. Todo mundo deveria estar preparado. Nem sempre estamos. Nem sempre percebemos. Ou, o que é pior, quando percebemos já é tarde demais. Mas, posso garantir; às vezes a vida nos surpreende e nos dá uma segunda chance. Não que devemos esperar por ela. Claro que não. Pode ser que ela nunca chegue. Uma segunda chance é algo raro. Quase impossível. Devemos nos agarrar a esta oportunidade e não deixá-la passar. Não esqueça, já cometemos este erro antes. Do contrário, não seria necessário uma segunda oportunidade. Como é bom quando ela aparece. Mesmo sendo tudo muito complicado. Não importa.
Falava dos ajustes. Desculpe se divaguei um pouco e acabei me afastando do assunto. Não consegui evitar. Esta história de segunda chance nada tem a ver com você. Pelo menos, ainda não. Por hora, preocupe-se apenas em aproveitar as primeiras oportunidades. Não deixe nada para depois. Viver significa existir. Gozar a vida; aproveitar-se da vida; tirar vantagem de tudo. Desfrutar de uma situação ou de um momento. Durar por determinado tempo. É o processo do que está vivo e perdura. Então, exista! Seja você. Perdure. Viva cada momento como se fosse a única oportunidade.
Lembra-se do livro do Mark Twain? Tom Sawyer. Leu não faz muito tempo. Twain escreveu: "Não te separes das ilusões. Quando elas se forem, talvez continues a existir, mas é certo que já não viverás." Não se esqueça dos seus sonhos. Já lhe escrevi isso uma vez. Quero que se lembre. Faça os ajustes necessários. Mantenha-os sempre com você. Não os deixe para trás e nem mesmo esquecidos em algum lugar. Você precisará delas. Precisará de suas ilusões e de seus sonhos. Precisará manter as velas içadas. O vento continuará soprando...

ATÉ O PRÓXIMO CONTATO. UM GRANDE ABRAÇO

sábado, 5 de junho de 2010

Aspas reminiscentes...


"Ter coragem não é algo que requeira
qualificações excepcionais, fórmulas mágicas ou
combinações especiais de hora, lugar e circunstância.
É uma oportunidade que, mais cedo ou mais tarde,
é apresentada para cada um de nós."

( John F. Kennedy )


terça-feira, 1 de junho de 2010

Angústia...


A idéia veio de uma mania minha. Quem me conhece sabe que não apenas sou um leitor inveterado como também possuo muitos livros. Invariavelmente tenho como costume abrir um livro em uma página qualquer e ler o seu conteúdo. Não me pergunte a razão. Não existe nenhuma. Por motivos óbvios, adotarei sempre a página 72 de qualquer livro para transcrever seu conteúdo aqui no blog.. Talvez a idéia não seja das melhores, mas vamos ver para onde ela nos levará. Não escolherei o conteúdo. Pegarei um livro e abrirei na página 72. Simples assim. Vejamos o que acontece.

Do livro: Angústia de Graciliano Ramos

"Ultimamente, embora repugnado, eu o tratava por você.
- Uma coisa é jogar frases em cima do trabalho alheio, outra é pegar no pesado.
Julião Tavares fechou a cara:
- Todos nós temos as nossas obrigações, homem. Cada qual sabe onde o sapato lhe aperta.
Olhei os pés dele, e o meu ódio aumentou:
- Os seus não devem apertar muito.
- Acha?
Baixei a cabeça, mordi os beiços para não gritar os desaforos que me subiam à garganta e que eu engolia, pus-me a marchar na sala estreita, batendo os calcanhares com força. De uma parede a outra quatro passos..."