sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Hoje a noite não tem luar...


"Nos encontramos à noite 
Passeamos por aí 
E num lugar escondido 
Outro beijo lhe pedi..."
 

"Hoje a noite não tem luar
E eu estou sem ela 
Já não sei onde procurar 
Onde está meu amor?"

sábado, 17 de dezembro de 2011

O que as pessoas procuraram em 2011



"Não ser ninguém a não ser você mesmo, num mundo que faz todo o possível, noite e dia, para transformá-lo em outra pessoa, significa travar a batalha mais dura que um ser humano pode enfrentar; e jamais parar de lutar". 
(E.E. Cummings)



Como escreveu Maria Ligia no site Brainstorm: ”Pode dar o play na Simone que o ano está mesmo terminando”. Acreditei que 2011 seria um ano totalmente diferente. Não foi. Espero então 2012. E quem acredita que o ano passou “voando”, vale a pena ver o vídeo de retrospectiva criado pelo Google. Zeitgeist 2011: As buscas do mundo inteiro. Lançado pelo Google, o site coletou bilhões de pesquisas do Google e disponibilizou os resultados dos 10 itens mais procurados. É possível ver os dados país a país.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Casal - por Kandy


"Embora tivesse aberto o coração, tê-lo-ia escancarado até as portas baterem violentas na parede, com aquela ventania toda que vasculhava os poros. E continuaria absorvendo cada recusa como tragédia e cada consentimento como prêmio. Manteria as mãos dadas com o intenso. Era assim. Faria tudo de novo...."

Faria tudo de novo. Amaria intensamente, como se amanhã não houvesse. Choraria todas as dúvidas de sempre e perderia noites mal dormidas pela ansiedade incomodando debaixo do colchão. Mas olharia mais nos olhos – eles sempre falam mais alto do que qualquer enxurrada linguística. 

Mesmo sabendo do fim, faria tudo de novo. Riria os momentos divertidos juntos, dedicaria os melhores pensamentos, torceria para dar certo, ainda que caminhasse para dar errado. Sempre mergulhava assim nas coisas; era a forma de enfrentar o medo de não ter oportunidades suficientes para viver tudo. Coragem demais é medo do avesso. Cautela demais é coragem contida.

Teria as mesmas brigas: são elas que frequentemente desnudam sentimentos encortinados, comentários não ditos, sinceridades refreadas pelo receio de magoar. Amor é tanto receio! De magoar, de desiludir, de decepcionar, de mostrar os defeitos, a natureza, o instinto. Sempre achava que, num relacionamento amoroso, os envolvidos despendiam mais energia tentando contornar os receios do que se dedicando mais objetivamente ao outro. Como tinha de ser. Mas nunca era.

Faria as mesmas viagens, as mesmas descobertas. Tiraria as mesmas fotos, as mesmas conclusões, talvez mais panorâmicas para evitar tanto equívoco. Daria os mesmos créditos exacerbados ao deslumbre. Mas abriria mão de todos os minutos que não havia reservado ao relacionamento. Poderia ser mais. Poderia ser ainda melhor. Mesmo sentindo a dor do fim, queria ter ido mais fundo. Teria valido a pena. (Fique tranquilo: nesses tempos modernos, ninguém mais morre de amor. Apenas sobrevive. E é isso que dói.)

Embora tivesse aberto o coração, tê-lo-ia escancarado até as portas baterem violentas na parede, com aquela ventania toda que vasculhava os poros. E continuaria absorvendo cada recusa como tragédia e cada consentimento como prêmio. Manteria as mãos dadas com o intenso. Era assim. Faria tudo de novo. 

Amaria intensamente, como se amanhã não houvesse. Porque o amanhã que conhecia era difícil demais de aceitar. Não daria o braço a torcer à conformação. Isso não combina com amor, desses de verdade. Não sufocaria os sentimentos assim, como quem apaga uma chama com a saliva. 

Ainda tinha muito o que dizer. 

(Kandy em Ideias na Janela)

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Ser corintiano...



"O que as grandes e puras afeições têm de bom
é que depois da felicidade de as ter sentido, resta ainda a felicidade de recordá-las."
(Alexandre Dumas)

Morreu Sócrates. Doutor da bola. Dizem que certa vez perguntaram-lhe como queria morrer. Sócrates teria respondido: Em um domingo, com o Corinthians campeão. Seja feita sua vontade. Sempre que me lembro do capitão corintiano lembro também do meu pai. É inevitável. Coisa de garoto. Semana difícil. A primeira vez que fui ao estádio para ver o Corinthians eles estavam lá. Meu pai ao meu lado. Sócrates no gramado. O primeiro título que trago em minha memória também. Recordo das conversas com meus avôs. Ser corintiano não é, para mim, uma escolha de torcedor. É uma questão de família. Corinthians estará sempre em minhas reminiscências. Como diz a música de toquinho, ser corintiano é ir além...

domingo, 4 de dezembro de 2011

Minha herança...


A vida é sempre surpreendente. Todos nós temos um lado obscuro. Do avesso. Aceitemos ou não. Nossa antítese. Amigos leitores, não se assustem. Apresento “A antítese” destas reminiscências. Nem tanto nas ideias, mas, principalmente na forma. Na maneira de escrever. Um pouco. Prometo. Só um pouco do meu lado obscuro...
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Lembro-me do filme Coração Valente. Conta a história de um homem que defende suas verdades até a morte. Do filme levo uma frase sempre comigo: “Todos os homens morrem, mas nem todos vivem!”. A morte é uma certeza. Um fim. Viver não é. Quero uma morte assim: de uma vida plena. Saber que não me faltou coragem. Que agarrei todas as oportunidades. Que fiz sempre tudo ao meu alcance. Saber que errei tentando acertar, não por omissão. Vida é fundamento, essência, causa; origem. Quero minha essência. Medo? O que é medo? Sim; todos os homens morrem, mas nem todos vivem!

sábado, 26 de novembro de 2011

Para uma vida plena, pense na morte - Stela Santin



"Temer o amor é temer a vida,
e aqueles que temem a vida já estão praticamente mortos."
(Bertrand Russell)
Stela Santin Escreve na Revista eletrônica Papo de Homem. Uns dias atrás li um de seus artigos: Para uma vida plena pense na morte. Recomendo a leitura. Um trecho em especial é capaz de resumir tudo: “Acho que um bom médico deveria dar o mais útil dos diagnósticos a todos os seus pacientes. Imagine o seu cardiologista dizendo: Seus dias estão contados. Você tem, no máximo, mais 60 anos de vida. Isso se tiver muita sorte”. Perfeito. E quando paramos para pensar, não temos tanto tempo assim.
Um brinde ao Big Bear (Here’s to big Bear), de Joachim Back para Chivas Regal. O “curta metragem” talvez seja um pouco longo para os padrões atuais dos internautas. Não importa.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Contrex - Ma Contrexpérience

"Na minha experiência, há só uma motivação,
e isso é o desejo. Nenhuma razão ou princípio contêm
ele ou se levantam contra ele".
(Jane Smiley)

Para perder peso de forma eficaz e permanente. Não há milagre. O segredo é adotarmos uma dieta equilibrada e fazer exercício físico regularmente. E claro, beber água. “A Contrex, marca de água mineral francesa, criou uma ação divertida na capital Paris com a mensagem mais sincera possível sobre emagrecimento: só se consegue com esforço”. (Galo Clandestino)

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Coragem (Elos do castelo) - Romir Fontoura


As cores que agem nas vestes da coragem, o espelho que exibe sua imagem. A eximia existência; insistência e resistência, medo por aqui não tem residência. Alugue seu terreno e construa seu “castelo” de pedra em pedra, de elo em elo... Lá no alto, bem lá do alto empunhe sua bandeira, como quem risca no corpo uma tatuagem; Em letras bordadas e expansivas: “CORAGEM”
(Romir Fontoura em Ritos e escritos)

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Contágio



Contágio. Ninguém está imune ao medo. Amigos leitores destas reminiscências. Cuidado. Esta é uma dica de filme às avessas. Explico: a maioria das pessoas que conheço, acreditem, detestará Contágio (Contagion). Eu não. Talvez seja mais um caso daqueles; filmes que só eu gosto. Sei lá.
Para começar o filme tem a direção de Steven Soderbergh. Gosto do diretor e de como ele conduz seus filmes. “A ideia de Contágio é contar não apenas como o apocalipse se aproxima e se estabelece, mas acompanhar a reação do cidadão comum e das principais instâncias de poder do mundo diante do fim iminente”. Se estiver interessado, leia a crítica completa de Marcelo Hessel no site Omelete.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Flexão gramatical



Entrelinha poderia ser definida como o espaço entre duas linhas. Simples. Mas nada é simples. O sentido implícito. O que não foi escrito ou falado. Então, interpretamos. E, tratando-se de interpretação, cada um tem a sua. Assim, encontre-se na entrelinhas...

"O segredo é não cuidar das borboletas
e sim cuidar do jardim para que elas venham até você."
Descobri que talvez seja apenas uma questão de flexão gramatical. Exatamente. Singular e plural. Singular refere-se a uma única coisa. Um indivíduo. Uma coisa. Uma ideia. “As pessoas não se precisam, elas se completam... Não por serem metades, mas por serem inteiras; dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida”*. Questão de saber exatamente quem você é. Esta história da flexão gramatical deveria valer para todas as relações humanas. Evidentemente, cada um faz aquilo que bem entende. Se alguém resolveu viver no singular é problema dele. Um direito. Mas, qualquer relacionamento, intrinsicamente, nos faz pensar de forma plural. Pelo menos, assim deveria ser. Viver também. Sou plural. “No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!”. *

* Citações de Mário Quintana em Borboletas

terça-feira, 8 de novembro de 2011

David Cornfield Melanoma Fund


"Você pode conseguir qualquer coisa que queira na vida, se você ajudar o suficiente outras pessoas a conseguirem o que elas querem”.(Zig Ziglar)



Não quero levar para o lado pessoal. Não se trata apenas de minhas reminiscências. Apesar é claro, de ser inevitável.
The David Cornfield Melanoma Fund, entidade fundada com a finalidade de salvar vidas simplesmente difundindo o conhecimento sobre o melanoma e sua gravidade. No site da fundação, a esposa de David Cornfield, explica como surgiu a ideia: “Meu marido era um homem extraordinário que tocou muitas vidas durante seus 32 anos. A minha esperança é que o compartilhamento de sua história e a realização de seus desejos poderá ajudar os outros e farão a diferença na luta contra o melanoma. Seu sorriso, sua ambição, sua força, integridade e vontade de ajudar os outros continuam a viver naqueles que o conheceram e amaram. Seu legado vai viver.”
O vídeo foi criado com esta finalidade. Segundo o site Saber é bom demais, ”o vídeo não foi realizado por atores, mas sim por vítimas, pessoas que venceram, ainda lutam ou perderam familiares para o câncer. No site da fundação, tem a biografia de cada um deles”.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

U22


'U22' - The Ultimate U2360° Set list. Votação promovida pelo site U2.com para escolher as 22 melhores músicas do U2. Ou algo do tipo. Achei que seria difícil selecioná-las entre tantas. Não foi. Complicado foi colocá-las em uma ordem. Muitas são clássicas. Devem fazer parte de muitas listas. Aqui estão minhas 22 músicas preferidas da banda.

1 Where the Streets Have No Name
2 City of Blinding Lights
3 Bad
4 Walk On
5 Beautiful Day
6 Magnificent
7 Yahweh
8 Miss Sarajevo
9 New Year's Day
10 Sunday Bloody Sunday
11 Elevation
12 One
13 I Still Haven't Found What I'm Looking For
14 Desire
15 Out Of Control
16 When I Look At The World
17 With or Without You
18 Gloria
19 Mysterious Ways
20 The Electric Co.
21 Stay
22 Staring At The Sun

terça-feira, 1 de novembro de 2011

A escolha importante...


Reticências. Três pontos. Do latim: reticere (calar alguma coisa). Indica pensamento ou idéia que ficou por terminar. Omissão de algo que podia ser escrito. Mas não foi. Reticências.
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Grey's Anatomy sempre foi uma de minhas séries preferidas. Em outra vida. Outra; assim parece. Uma frase ficou como aprendizado. "A vida humana é feita de escolhas. Sim ou não. Dentro ou fora. Em cima ou embaixo. E também há as escolhas que importam. Amar ou odiar. Ser um herói ou um covarde. Brigar ou se entregar. Viver ou morrer. Essa é a escolha importante. E nem sempre ela está em suas mãos". É isso. Nem sempre. Reticências.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Parte 27 – Vigésimo sétimo contato



OUTRA CARTA. MAIS UMA. ESPERO QUE VOCÊ ESTEJA BEM.

(...) Acontece hoje.
Que bobo eu sou. Você já sabe disso. Desculpe, como disse, estou tentando encontrar antigos sentimentos. Talvez estejam mesmo perdidos para sempre. Para você, nada disso importa. Sei que está passando por um período bastante complicado. Tenho evitado falar sobre 1988. Mas agora, passado alguns meses, tudo está mudando. Sempre acreditei que teria muita coisa para escrever sobre o seu atual momento. Incrível. Não tenho. Apenas, viva um dia de cada vez. Escrever estas cartas levou-me a uma profunda reflexão. Era inevitável. Apenas eu, inocente, não havia percebido. Cada momento da minha vida está sendo reavaliado. Quer saber se tenho algum arrependimento? Algo que faria totalmente diferente? Que para mudar, seria capaz de pedir a você para interferir e fazer diferente? Claro que tenho. Apenas uma coisa. Um único e sombrio arrependimento. Viverei com este fantasma para sempre. Minha culpa. Assumo. Eu sei, estou sendo injusto com você. Deve estar querendo saber do que se trata. Não tenho nenhuma intenção de contar-lhe. Ainda não. Este momento chegará. Terá que ser paciente. Será preciso esperar alguns anos. Não muitos. Mudá-lo, poderá mudar toda minha vida. Ou melhor, a nossa. Ainda assim, eu o faria sem pensar nas consequências. Melhor esquecer. Ao menos por enquanto. Será preciso deixar minhas lamentações esquecidas. Elas em nada poderão ajudar-lhe. Seus problemas são outros. São eles que você precisa encarar. Uma frase de John F. Kennedy resume a essência de quem me tornei. Minhas verdades. "Ter coragem não é algo que requeira qualificações excepcionais, fórmulas mágicas ou combinações especiais de hora, lugar e circunstância. É uma oportunidade que, mais cedo ou mais tarde, é apresentada para cada um de nós". Dizem que o impossível é aquilo que não se tentou. Músicas realmente são máquinas do tempo: Van Halen, When it’s love.

UM GRANDE ABRAÇO.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

A trilha


"O humilde e o tímido costumam seguir caminhos seguros;
a coragem segue caminhos elevados."
(Sêneca)

Um dia, um bezerro precisou atravessar uma floresta virgem para voltar a seu pasto. Sendo animal irracional, abriu uma trilha tortuosa, cheia de curvas, subindo e descendo colinas. No dia seguinte, um cão que passava por ali, usou essa mesma trilha para atravessar a floresta. Depois foi a vez de um carneiro, líder de um rebanho, que vendo o espaço já aberto, fez seus companheiros seguirem por ali. Mais tarde, os homens começaram a usar esse caminho: entravam e saíam, viravam à direita, à esquerda, abaixavam-se, desviavam-se de obstáculos, reclamando e praguejando - com toda razão. Mas não faziam nada para criar uma nova alternativa.
Depois de tanto uso, a trilha acabou virando uma estradinha onde os pobres animais se cansavam carregando cargas pesadas, sendo obrigados a percorrer em três horas uma distância que poderia ser vencida em trinta minutos, caso não seguissem o caminho aberto por um bezerro. Muitos anos se passaram e a estradinha tornou-se a rua principal de um vilarejo, e posteriormente a avenida principal de uma cidade. Todos reclamavam do trânsito, porque o trajeto era o pior possível.
Enquanto isso, a velha e sábia floresta ria, ao ver que os homens tem a tendência de seguir como cegos o caminho que já está aberto, sem nunca se perguntarem se aquela é a melhor escolha.

domingo, 23 de outubro de 2011

Jogos mais alegres


"As idéias e as estratégias são importantes,
mas o verdadeiro desafio é a sua execução."
( Percy Barnevick )



Não é nenhuma novidade: a imaginação do ser humano é ilimitada. Assim, nascem as grandes ideias. Uma prova desta capacidade criativa ocorreu na Turquia. Em jogo amistoso entre a equipe do Fenerbahce e do Shakhtar Donetsk, torcedores invadiram o gramado do estádio. Em situações assim, é comum a equipe ser punida e ter os portões fechados durante seus jogos. Arquibancada vazia. Silêncio no estádio.
Em uma ideia criativa, a TFF (Federação de Futebol da Turquia) permitiu a entrada nos jogos apenas de mulheres e crianças até doze anos de idade. Na primeira experiência, mais de 41 mil pessoas lotaram o Estádio Sukru Saracoglu. O jogo aconteceu no último dia 18. As imagens do vídeo são suficientes para entendermos a dimensão da ideia turca. Se ela não ficar perdida, teremos em todos os estádios do mundo menos violência e claro, jogos mais alegres.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Solavancos...


Entrelinha poderia ser definida como o espaço entre duas linhas. Simples. Mas nada é simples. O sentido implícito. O que não foi escrito ou falado. Então, interpretamos. E, tratando-se de interpretação, cada um tem a sua. Assim, encontre-se na entrelinhas...
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Era uma vez um cocheiro que dirigia uma carroça cheia de abóboras. A cada solavanco da carroça, ele olhava para trás e via que as abóboras estavam todas desarrumadas. Então ele parava, descia e colocava-as novamente no lugar. Mal reiniciava sua viagem, vinha outro solavanco e tudo se desarrumava novamente. Então ele começou a ficar desanimado e pensou: "jamais vou conseguir terminar minha viagem! É impossível dirigir nesta estrada de terra, conservando as abóboras arrumadas!". Enquanto pensava, passou à sua frente outra carroça cheia de abóboras. Ele observou que o cocheiro seguia em frente. Nem sequer olhava para trás. As abóboras que estavam desarrumadas organizavam-se sozinhas no próximo solavanco. Foi quando ele compreendeu: se colocasse a carroça em movimento na direção do local onde queria chegar, os próprios solavancos da carroça fariam com que as abóboras se acomodassem em seus devidos lugares...


terça-feira, 18 de outubro de 2011

A queda - Albert Camus


A idéia veio de uma mania minha. Quem me conhece sabe que não apenas sou um leitor inveterado como também possuo muitos livros. Invariavelmente tenho como costume abrir um livro em uma página qualquer e ler o seu conteúdo. Não me pergunte a razão. Não existe nenhuma. Por motivos óbvios, adotarei sempre a página 72 de qualquer livro para transcrever seu conteúdo aqui no blog.. Talvez a idéia não seja das melhores, mas vamos ver para onde ela nos levará. Não escolherei o conteúdo. Pegarei um livro e abrirei na página 72. Simples assim. Vejamos o que acontece.

Do livro: A queda de Albert Camus

“Ao renovar estes rompantes amáveis, consegui somente desnortear um pouco a plateia. Não meus ouvintes, o seu embaraço um pouco reticente, bastante parecido com o que o senhor mostra – não, não proteste – não me trouxeram paz alguma. Como vê, não basta acusarmo-nos para sermos declarados inocentes, nesse caso eu seria um cordeiro imaculado. É preciso nos acusarmos de uma certa maneira, que me levou muito tempo para aperfeiçoar e que não descobri antes de me achar no mais completo abandono. Até então, o riso continuo a flutuar à minha volta, sem que meus esforços desordenados conseguissem tirar-lhe o que ele tinha de benevolente, de quase terno, e que me fazia mal...”

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Inquietude...


"Você faz suas escolhas, e suas escolhas fazem você. "
(Steve Beckman)

Thomas Edison disse que "Inquietude e descontentamento são as primeiras necessidades do progresso”. Acho que é isso. Simples assim. Viver é muito mais do que fazer concessões. Viver é fazer escolhas. Escolher é uma opção. Uma preferência. Não podemos ser apenas expectadores do nosso destino. A cada dia a vida nos abre uma nova porta. A cada dia, uma porta se fecha. Para resumir, um pequeno trecho de O divã: “Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos, um filme mais ou menos, um livro mais ou menos. Tudo perda de tempo. Viver tem que ser perturbador, é preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados, e com eles sua raiva, seu orgulho, seu asco, sua adoração ou seu desprezo. O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da sua biografia”.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Conhecer...


A vida é sempre surpreendente. Todos nós temos um lado obscuro. Do avesso. Aceitemos ou não. Nossa antítese. Amigos leitores, não se assustem. Apresento “A antítese” destas reminiscências. Nem tanto nas ideias, mas, principalmente na forma. Na maneira de escrever. Um pouco. Prometo. Só um pouco do meu lado obscuro...
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Escreveu Fernando Pessoa: “Começo a conhecer-me. Não existo. sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram, ou metade desse intervalo, porque também há vida... Sou isso, enfim... Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor. Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo. É um universo barato”. Não há muito mais para falar. Não há mais nada. Sou esta confusão de sentimentos. Não importa. Um dia após o outro. Nada posso fazer. Palavras: Transformem-se em atitudes. Do contrário, serão apenas palavras...

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Tintim e o segredo do Licorne





Cresci lendo Hergè. Cresci com As aventuras de Tintim (Veja o blog). Foi nestas páginas que aprendi a gostar de ler. São histórias de infância. Daquelas, que lembramos com saudades. Ainda garoto, meu pai apresentou-me aventuras em quadrinhos. Ele as comprou logo que nasci. Durante anos, guardou-as; até acreditar que eu fosse capaz não só de entendê-las como de cuidá-las devidamente. Tenho, guardado na memória, todos os personagens destas aventuras.

A direção é de Steven Spielberg, o que já cria certa expectativa. Assistir Tintim e o segredo do Licorne será muito mais do que uma diversão no cinema. Tintim é mais uma de minhas reminiscências...

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Aspas reminiscentes


"Quanto mais eu vivo, mais eu percebo o impacto da atitude na vida. Ela é mais importante que o passado, que a educação, que o dinheiro, que as circunstâncias, que os fracassos, que os sucessos, e do que as outras pessoas pensam, dizem, ou fazem. " (Chuck Swindoll)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Regras?

"Criatividade é inventar, experimentar,
crescer, correr riscos, quebrar regras, cometer erros, e se divertir."
(Mary Lou Cook)

Encontrei este vídeo... Alguém pode explicar as regras?

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Contramedidas...



"A arrogância do coração é atributo dos homens de bem;
a arrogância de modos é atributo dos imbecis."
(Charles Pinot Duclos)

Não tenho certeza quanto à veracidade desta pequena história. Na verdade, duvido muito que tenha realmente acontecido. De qualquer maneira, serve para entendermos que muitas vezes nos tornamos cegos em nossa arrogância. Criticamos e exigimos mudanças no comportamento das pessoas ao nosso lado. Na verdade, nós é que deveríamos mudar o nosso rumo...

O diálogo abaixo é verídico, e foi travado em outubro de 1995 entre um navio da Marinha Norte Americana e as autoridades costeiras do Canadá, próximo ao litoral de Newfoundland.

Os americanos avistaram uma luz em rota de colisão com eles:
- Favor alterar seu curso 15 graus para norte para evitar colisão com nossa embarcação.
Os canadenses responderam de pronto:
- Recomendo mudar o SEU curso 15 graus para sul.
O americano ficou mordido:
- Aqui é o capitão de um navio da Marinha Americana. Repito, mude o SEU curso.
Mas o canadense insistiu:
- Não. Mude o SEU curso atual.

O negócio começou a ficar feio. O capitão americano com raiva berrou ao microfone:

- Fique sabendo, este é o Porta Aviões USS Lincoln, o segundo maior navio da frota americana no Atlântico. Estamos acompanhados de três destroyers, três fragatas, submarinos e navios de apoios. Eu exijo que vocês mudem seu curso 15 graus para norte, ou então tomaremos contramedidas para garantir a segurança do navio.
E o canadense calmamente respondeu:

- Aqui é um FAROL, estamos num rochedo, desvie... Câmbio!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O Brasil explicado em galinhas


Texto de Luís Vernando Veríssimo

"Pegaram o cara em flagrante roubando galinhas de um galinheiro e levaram para a delegacia."

- Que vida mansa, heim, vagabundo ? Roubando galinha para ter o que comer sem precisar trabalhar. Vai para cadeia!
- Não era para mim não. Era para vender.
- Pior. Venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o comércio estabelecido. Sem-vergonha!
- Mas eu vendia mais caro.
- Mais caro?
- Espalhei o boato que as galinhas do galinheiro eram bichadas e as minhas não. E que as do galinheiro botavam ovos brancos enquanto as minhas botavam ovos marrons.
- Mas eram as mesmas galinhas, safado.
- Os ovos das minhas eu pintava.
- Que grande pilantra...
Mas já havia um certo respeito no tom do delegado.
- Ainda bem que tu vai preso. Se o dono do galinheiro te pega...
- Já me pegou. Fiz um acerto com ele. Me comprometi a não espalhar mais boato sobre as galinhas dele, e ele se comprometeu a aumentar os preços dos produtos dele para ficarem iguais aos meus. Convidamos outros donos de galinheiro a entrar no nosso esquema. Formamos um oligopólio. Ou, no caso, um ovigopólio.
- E o que você faz com o lucro do seu negócio?
- Especulo com dólar. Invisto alguma coisa no tráfico de drogas. Comprei alguns deputados. Dois ou três ministros. Consegui exclusividade no suprimento de galinhas e ovos para programas de alimentação do governo e superfaturo os preços.
O delegado mandou pedir um cafezinho para o preso e perguntou se a cadeira estava confortável, se ele não queria uma almofada. Depois perguntou:
- Doutor, não me leve a mal, mas com tudo isso, o senhor não está milionário?
- Trilionário. Sem contar o que eu sonego de Imposto de Renda e o que tenho depositado ilegalmente no exterior.
- E, com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?
- Às vezes. Sabe como é.
- Não sei não, excelência. Me explique.
- É que, em todas essas minhas atividades, eu sinto falta de uma coisa. Do risco, entende? Daquela sensação de perigo, de estar fazendo uma coisa proibida, da iminência do castigo. Só roubando galinhas eu me sinto realmente um ladrão, e isso é excitante. Como agora. Fui preso,
finalmente. Vou para a cadeia. É uma experiência nova.
- O que e isso, excelência? O senhor não vai ser preso não.
- Mas fui pego em flagrante pulando a cerca do galinheiro!
- Sim. Mas primário, e com esses antecedentes...

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

French Contry Waterways


Holy Hugues viajou o mundo todo como uma redatora e escritora. “Entre os 500 lugares sobre os quais escrevi nestas páginas você encontrará vários que farão a sua próxima viagem inesquecível - e talvez alguns que vão iluminar os sabe-tudo.”

Aqui está uma maneira de quebrar a rotina – viajando em uma barca, em uma rede intrincada de canais que se enroscam pela região no coração da França. Borgonha, Champagne e da Alsácia. Você pode cruzá-las com luxo a bordo de barcas-hotel da French Contry Waterways. As barcas vão de seis passageiros até um navio de dezoito passageiros, todos com acomodações suntuosas em estilo provençal francês. É uma experiência íntima a bordo, como ficar em um B & B exclusivo. Sem telefones, TVs, ou conexões de internet, assim é mais provável que você conheça melhor os seus companheiros de viagem no decorrer de sua semana.
Estes cruzeiros de seis noites cobrem cinco roteiros diferentes: um na Champagne, outro na Alsácia, e três partes diferentes da procurada Borgonha. Você visitará vinícolas e cidades históricas, assim como os maiores castelos, abadias e catedrais locais. Em cada cruzeiro uma noite é reservada para um jantar em um restaurante à beira do rio com estrela no guia Michelin. As refeições à bordo também são muito aguardadas, com jantares diários de quatro pratos, servidos à luz de velas. Porque você está navegando em vez de no mar, o chef tem acesso à produção fresca de pães quentinhos da padaria do vilarejo. A cozinha representa a França. Os vinhos são de alta qualidade também. Aqui está uma experiência que você não vai conseguir reproduzir em casa...

domingo, 18 de setembro de 2011

Ando devagar - Almir Sater


Reticências. Três pontos. Do latim: reticere (calar alguma coisa). Indica pensamento ou idéia que ficou por terminar. Omissão de algo que podia ser escrito. Mas não foi. Reticências.
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"Penso que cumprir a vida, seja simplesmente compreender a marcha,
ir tocando em frente como um velho boiadeiro, levando a boiada
eu vou tocando os dias pela longa estrada, eu vou..."


terça-feira, 13 de setembro de 2011

50 lições por Regina Brett


Regina Brett completou 53 anos. Escreveu as 45 lições de vida quando completou 45 anos e, cinco anos mais tarde, atualizou a versão com mais 5 lições concluindo finalmente as 50 lições.

ESCRITO POR REGINA BRETT:

1.A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Quando estiver em dúvida, apenas dê o próximo pequeno passo.
3 A vida é muito curta para perdermos tempo odiando alguém.
4. Não se leve tão à sério. Ninguém mais leva…
5. Pague suas faturas de cartão de crédito todo mês.
6. Você não tem que vencer todo argumento. Concorde para discordar.
7. Chore com alguém. É mais curador do que chorar sozinho.
8. Está tudo bem em ficar bravo com Deus. Ele aguenta.
9. Poupe para aposentadoria começando com seu primeiro salário.
10. Quando se trata de chocolate, resistência é em vão.
11. Sele a paz com seu passado para que ele não estrague seu presente.
12. Está tudo bem em seus filhos te verem chorar.
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem ideia do que se trata a jornada deles..
14. Se um relacionamento tem que ser um segredo, você não deveria estar nele.
15 Tudo pode mudar num piscar de olhos; mas não se preocupe, Deus nunca pisca.
16. A vida é muito curta para longas piedosas festas. Esteja ocupado vivendo ou esteja ocupado morrendo.
17. Você pode fazer tudo se começar hoje.
18. Um escritor escreve. Se você quer ser um escritor, escreva.
19. Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz. Mas a segunda só depende de vocÊ e mais ninguém.
20. Quando se trata de ir atrás do que você ama na vida, não aceite não como resposta.
21. Acenda velas, coloque os lençóis bonitos, use a lingerie elegante. Não guarde para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Se prepare bastante, depois deixe-se levar pela maré..
23. Seja excêntrico agora, não espere ficar velho para usar roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém é responsável pela sua felicidade além de você.
26. Encare cada “chamado desastre” com essas palavras: Em cinco anos, vai importar?
27. Sempre escolha a vida.
28. Perdoe tudo a todos.
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo.
31. Indepedentemente se a situação é boa ou ruim, irá mudar.
32. Seu trabalho não vai cuidar de você quando você adoecer. Seus amigos e seus pais vão. Mantenha contato
33. Acredite em milagres
34. Deus te ama por causa de quem Deus é, não pelo o que você fez ou deixou de fazer.
35.O que não te mata, realmente te torna mais forte.
36. Envelhecer é melhor do que a alternativa: morrer jovem
37. Seus filhos só têm uma infância. Faça com que seja memorável.
38. Leia os Psalms. Eles tratam de todas as emoções humanas
39. Vá para a rua todo dia. Milagres estão esperando em todos os lugares
40. Se todos jogassemos nossos problemas em uma pilha e víssemos os de todo mundo, pegaríamos os nossos de volta.
41. Não faça auditoria de sua vida. Apareça e faça o melhor dela AGORA!
42.Se desfaça de tudo que não é útil, bonito e prazeiroso.
43.Tudo o que realmente importa no final é que você amou.
44. Inveja é perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
45. O melhor está por vir.
46. Não importa como você se sinta, levante, vista-se e apareça.
47. Respire fundo. Isso acalma a mente.
48. Se você não pedir, você não ganha.
49. Produza.
50. A vida não vem embrulhada em um laço, mas ainda é um presente!!!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

O leão e os gatos...


Um leão encontrou um grupo de gatos conversando. "Vou devorá-los", pensou.
Mas começou a sentir-se estranhamente calmo. E resolveu sentar-se com eles, para prestar atenção no que diziam.

- Meu bom Deus - disse um dos gatos, sem notar a presença do leão.

-Oramos a tarde inteira! Pedimos que chovessem ratos do céu!

- E, até agora, nada aconteceu! - disse outro.

- Será que o Senhor não existe?

O céu permaneceu mudo. E os gatos perderam a fé...

domingo, 4 de setembro de 2011

Chega setembro


Chega setembro. Oito dias. Nove dias. Passam-se os dias. Passou. Ficou a lembrança que não dispersa. Tarde demais. Uma música. Será que é tudo isso em vão? Será que vamos conseguir vencer? Mas não, não vá agora. Quero honras e promessas. Às vezes parecia, que de tanto acreditar em tudo que achávamos tão certo... Várias músicas. Impotência. Escolhas. Uma vida. Tudo mudou. As palavras ficaram perdidas. Em tempo algum. Dia de chuva, dia de sol. A vida segue. Tempo... Não existe tempo certo. Só entendemos quando já não é mais possível. Chega setembro. Tarde demais.
Esperar o final é perder a melhor parte. A única que importa. Lembrei-me de um trecho do filme Amnésia: "O mundo não desaparece quando fecho os meus olhos. Preciso acreditar num mundo fora da minha mente. E que minhas ações ainda tenham um significado, mesmo que eu não me lembre delas. Preciso acreditar que, ao fechar os olhos, o mundo continua aqui. Acredito que o mundo continua aqui? Continua a existir? Sim! Todos nós precisamos de espelhos para nos lembrar de quem somos. Não sou diferente”.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Prioridades


Entrelinha poderia ser definida como o espaço entre duas linhas. Simples. Mas nada é simples. O sentido implícito. O que não foi escrito ou falado. Então, interpretamos. E, tratando-se de interpretação, cada um tem a sua. Assim, encontre-se na entrelinhas...
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Durante uma furiosa tempestade, um navio foi arrastado para longe de sua rota, vindo a naufragar posteriormente próximo a uma ilha desabitada. Os tripulantes conseguiram escapar a nado para a ilha e salvar algumas coisas que estavam no navio, como um pouco de alimento, ferramentas e sementes.

O solo da ilha era fértil e o clima ameno. Não sabendo quanto tempo levaria para lhes vir socorro, os homens resolveram plantar as suas sementes imediatamente, sem perda de tempo. Antes disso, porém, um grupo de pessoas que tinha penetrado no interior da ilha para ver os recursos que havia, avisou que haviam encontrado ricas jazidas de ouro. Imediatamente se esqueceram de tudo o mais, mesmo da semeadura, e todos correram a cavar a terra em busca de ouro.

Como se alegraram quando avistaram o monte de ouro bruto! Estariam ricos quando o navio de socorro viesse buscá-los. Mas passou o Verão e a horta ficou por ser feita. Demasiado tarde viram que haviam negligenciado a coisa mais necessária: sua provisão de alimento.

Febrilmente puseram-se a lançar as sementes, mas chegou o inverno. O suprimento que tinham trazido do navio naufragado acabou-se e na ilha não se encontrava alimento bastante para todos. Quando se tornaram muito fracos, quase sem nenhuma força, seus olhos pousaram naquele monte de ouro e uma pergunta se instalou em suas mentes. De que lhes adiantava todo aquele ouro, agora que estavam à beira da morte? Todo aquele ouro de nada lhes servia.

Cirilo Veloso Moraes (Retirado do blog As simples coisas da vida)

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Olha enquanto podes


Um estrangeiro muito rico e um português muito pobre tinham cada um o seu filho. O estrangeiro muito rico levou o filho ao ponto mais alto da Serra da Estrela e mostrou-lhe com um gesto a portentosa paisagem em redor e disse-lhe:
- Olha, um dia todo este país será teu. Eu vou comprá-lo amanhã ao preço de lixo.
O português muito pobre, levou o filho ao cimo da mesma serra, mostrou-lhe a paisagem em redor e disse-lhe, simplesmente:

- Olha. – Enquanto podes!


(inspirado numa fábula do Oriente – Texto retirado do blog Pó dos Livros)

domingo, 28 de agosto de 2011

Um ano bíblico - A. J. Jacobs


"Aprendi que, se você finge ser uma pessoa
melhor, acaba, de fato, se tornando uma pessoa melhor".


O Ano em que Vivemos Biblicamente (The Year of Living Biblically). Livro do jornalista americano A.J. Jacobs. A matéria, assinada por Roberto Kaz, saiu na Folha de São Paulo do dia 27/08/2011. (Clique AQUI e veja o vídeo).

No dia 7 de julho de 2005, o jornalista norte-americano A.J. Jacobs --um agnóstico - resolveu seguir a Bíblia com o máximo rigor, empreitada que se estenderia por um ano. De pronto, percebeu que "Não cobiçarás", o décimo dos mandamentos, era quase impraticável em uma cidade consumista como Nova York, onde mora.
Às 14h daquele dia, anotou que já havia cobiçado "o valor que o escritor Jonathan Safran Froer recebe para falar em público; o Palm Top Treo 700; a paz espiritual do cara da loja de Bíblias; a fama de George Clooney".
Perplexo, Jacobs lembrou que o versículo ainda mandava não cobiçar "a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo". Concluiu que "o boi e o jumento não eram um problema para a Manhattan pós-agrária de Nova York". Todo o resto era.
Essas e outras impressões estão relatadas em "Um Ano Bíblico", obra recém-traduzida pela Agir, em que Jacobs, 43, relata a experiência de ter vivido 365 dias de acordo com os preceitos do livro sagrado.
As restrições incluíam não fazer a barba, não blasfemar e não encostar em nenhuma mulher menstruada.
No tocante aos deveres, precisou apedrejar um adúltero (usou pedrinhas pequenas) e pastorear uma ovelha (alugou de um escritório que fornece animais para ensaios fotográficos).
Ao final, disse ter evoluído. "Aprendi que, se você finge ser uma pessoa melhor, acaba, de fato, se tornando uma pessoa melhor", contou à Folha, por telefone.
Jacobs já estava habituado a viver de forma obsessiva. Três anos antes, publicara o livro "The Know-it-All" (o sabe-tudo), em que lera, de cabo a rabo, os 32 volumes da "Enciclopédia Britânica".
Não se habituara, no entanto, a seguir tamanho número de regras (listou cerca de 700 obrigações). "O cuidado com a pureza feminina foi o mais complicado", contou. "A Bíblia diz que você não pode se sentar em um lugar ocupado recentemente por uma mulher menstruada." Logo, durante uma semana por mês, ele se recusava a dividir o assento com sua mulher, Julie. "Ela ficou tão irritada que passou a se sentar em todas as cadeiras de casa, para se vingar. Eu era obrigado a ficar no chão", lembra.
Para evitar a cobiça, pediu a Julie que recortasse os anúncios dos jornais. "Mas se você tira o anúncio, não sobra nada. Nova York foi feita para cobiçar", concluiu.
Editor da "Esquire", prestigiosa revista mensal americana, Jacobs também enfrentou problemas no trabalho. Habituado a escrever sobre celebridades, viu-se obrigado a entrevistar Rosario Dawson, atriz estonteante que atuou no filme "Sin City". O texto, publicado em abril de 2006, começava assim: "Senhor, perdoe-me pela noite com Rosario Dawson. Perdoe-me pela conversa sobre camisinhas estouradas. Perdoe-me por cometer adultério no coração". Por telefone, ele resumiu: "Foi horrível, muito tentador, e ela tinha uma boca muito suja".
Passada a publicação do livro nos Estados Unidos, Jacobs voltou a fazer a barba ("para que minha mulher não pedisse o divórcio"), mas diz ter mantido certos hábitos tirados da Bíblia. Procura não mentir, respeita o dia do descanso e tenta ser grato às boas coisas que lhe acontecem no dia a dia. "Um Ano Bíblico" foi vertido para 15 línguas. Indagado se ansiava por mais traduções, o autor respondeu: "Sim, mas não podia querer tanto, para evitar a cobiça". Enfatizou ter doado 10% do lucro obtido com a primeira edição a uma instituição de caridade. Das seguintes, só 7%. "Dez era demais", concluiu.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A águia e a galinha - Leonardo Boff



Antes, vale a pena ler um pouco sobre o autor: Leonardo Boff


A ÁGUIA E A GALINHA

Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Coloco-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas. Embora a águia fosse o rei/rainha de todos os pássaros. Depois de cinco anos, este homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista.
Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista: - Esse pássaro aí não é galinha. É uma águia. - De fato - disse o camponês - É águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão.
- Não - retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar às alturas. - Não, não - insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia. Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse: - Já que você de fato é uma águia, e pertence ao céu e não a terra, então abra suas asas e voe!
A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas. O camponês comentou: - Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha! - Não - tornou a insistir o naturalista . Ela é uma águia. E uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã
No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurrou-lhe: - Águia, já que você é uma águia, abra as suas asas e voe! Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas. O camponês sorriu e voltou dizer: - Eu lhe havia dito, ela virou galinha! - Não - respondeu firmemente o naturalista. Ela é uma águia, possuirá sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar.
No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas. O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe: - Águia, já que você é uma águia, e pertence ao céu e não a terra abra suas asas e voe!
A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse uma nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte. Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou e ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez mais para o alto. Voou... voou... até confundir-se com o azul do firmamento...
“Encontramos pessoas que nos fizeram pensar como galinhas. Muitos pensam que efetivamente são galinhas. Mas nós somos águias. Por isso, abramos as asas e voemos. Voemos como as águias. Jamais nos contentemos com os grãos que nos jogarem aos pés para ciscar.” A escolha é nossa!

domingo, 21 de agosto de 2011

Parte 26 – Vigésimo sexto contato


EMERSON, AMIGO; MAIS UMA CARTA. SIGO FIELMENTE AS INTRUÇÕES DEIXADAS PELO REMETENTE.


Minha memória engana-me facilmente. Sempre. Se dessa vez eu estiver certo, os dias por aí não são mais tão negros. Hoje, lembro-me do sentimento que você está experimentando e tento encontrá-lo perdido de alguma maneira. Li certa vez que nada há de novo debaixo do sol. Acreditando ser verdade, tento fazer parecer mais fácil tudo por aqui. São sentimentos; de uma maneira ou de outra já os vivenciei antes. Às vezes a melhor forma de encontrar respostas não é através de perguntas. A ideia de escrever-lhe era poder ajudar você. Tenho a sensação que tenho fracassado. Não sei. A verdade é: nunca teremos todas as respostas. Eu não tenho. Depois de muitos anos, acreditava que se fosse possível voltar no tempo, corrigiríamos todos os nossos erros. O problema não é mudar os erros. É reconhecê-los. Ao mudar uma coisa ruim, podemos perder outra boa. Não quero perder nada. Quero ganhar. Ingênuo? Talvez. Dizem que ser ingênuo é ser excessivamente crédulo. Ótimo. Eu acredito. Acredito nas pessoas. Pelo menos, naquelas que amo. E, não serei eu o errado. Não por isso. Hoje, sou assim. Sempre fui? Diga-me você. Cada um assuma suas culpas. Eu tenho muitas. Sofrer? Quem não vai? Melhor não pensar nisso. Não agora. Como falei, as mudanças podem ser perigosas. Não pensei nisso quando comecei escrever estas linhas. Talvez, este pensamento, teria me feito recuar. Talvez não. Recuar não faz parte da nossa personalidade. Nunca fez. Sim, da nossa. Recuar é andar para trás. Retroceder. Ceder. Hesitar. Não prosseguir. Não! Não somos nós. Ainda bem. O fato é: não sei qual rumo dar a estas cartas. Não sei como ajudá-lo. Ou sei. Apenas, não posso. Não precisa de ajuda. Lembre apenas: pensar no futuro é realizar no presente. Nada acontece no futuro. Acontece... (Scorpions: Dust in the wind.)

UM GRANDE ABRAÇO.


sábado, 20 de agosto de 2011

Auberge du Soleil

Holy Hugues viajou o mundo todo como uma redatora e escritora. “Entre os 500 lugares sobre os quais escrevi nestas páginas você encontrará vários que farão a sua próxima viagem inesquecível - e talvez alguns que vão iluminar os sabe-tudo.”

AUBERGE DU SOLEIL
Napa Valley, Califórnia


O nome significa “Pousada do sol”, e quando esse restaurante inspirado na região de Provence abriu, nesse pequeno bosque de olivas do Napa Valley, em 1981, foi um sucesso imediato. Em 1985, a pousada acrescentou acomodações de luxo em uma série de pequenas edificações geminadas ao longo da descida do morro. Todos apartamentos têm uma vista para o vale, para os jardins da pousada ou para o arvoredo de olivas na montanha(...). O chef atual do restaurante, Robert Curry, tem todas as credenciais corretas da Califórnia. Como seria de se esperar, a carta de vinhos é excepcional – eles afirmam ser a mais extensa do vale – e as combinações de vinho são um ponto de foco do menu de degustação numa sequência de seis pratos. Para se manter atualizado, o restaurante do Auberge persegue a produção local com sua própria horta de verduras e temperos no quintal da cozinha. E nada mais justo, porque entrar em contato com a terra – ou talvez devêssemos dizer com o terroir – é o objetivo do Auberge Du Soleil.

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180 Rhuterford Hill Rd. Rhuterford Fone: 800/348-5406, www.aubergedusoleil.com



quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Este é o amor que eu quero para minha vida!


"Eu admiro aqueles que conseguem sorrir com os problemas, reunir forças na angústia, e ganhar coragem na reflexão. É coisa de pequenas mentes encolher-se, mas aquele cujo coração é firme, e cuja consciência aprova sua conduta, perseguirá seus princípios até a morte". (Thomas Paine)

Ouvi a seguinte história: Um homem muito idoso entrou em uma clínica. Tinha um ferimento na mão e dizia estar muito apressado. Queria que fizessem logo o curativo. Estava atrasado para um compromisso importante.
O jovem médico , enquanto o tratava, perguntou o motivo de tanta pressa. O senhor olhou por um tempo para ele e disse: “Preciso ir ao hospital. Vou tomar café da manhã com minha mulher, ela está internada lá há muito tempo”. O médico quis saber o motivo da internação. O homem respondeu: “Ela sofre de Alzheimer em estágio bastante avançado...” Terminando o curativo, o jovem perguntou se ela saberia que ele estava atrasado. “Não, ela não vai saber. Nem mesmo sabe quem sou. Já faz cinco anos que ela nem me reconhece”.
Ainda curioso, o jovem médico pergunta: “Mas se ela nem sabe quem o senhor é, porque está tão apressado??” O velho senhor olhou novamente para o médico. Deu um leve sorriso e disse: “Faço isso todas as manhãs”. Dando uma palmadinha na mão do médico continuou: ”Ela não sabe quem eu sou, mas eu sei muito bem quem ela é”. E saiu apressado...

O amor verdadeiro é a aceitação de tudo o que o outro é, de tudo o que o outro foi, do que será, do que já não é...

(Texto adaptado - Autor desconhecido)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011


"Atenção: se você sair do cinema alegre ou se achando o melhor biscoito do pacote, melhor repensar sua própria vida. E se não sair assim, vale a pena refletir também sobre como você anda tratando seus objetivos, prioridades, pessoas queridas, sobre o que você realmente quer “carregar em sua mochila..."
(Tommy Beresford – Cinemagia)



Ver um bom filme tem sido algo raro. Culpa minha. Assumo minha chatice. Acreditava que o filme Amor sem escalas (Up in the Air) seria apenas mais uma comédia romântica. Estava enganado. Baseado no livro de Walter Kirn, o filme é muito mais do que isso. Fiquei surpreso com o filme. Primeiro por tratar de um assunto que gosto muito: o comportamento humano. Segundo pela boa direção de Jason Reiman. Ah! Claro, a música... Sempre a música! Não farei uma resenha. Se quiser saber mais sobre a trama, recomendo ler a crítica do site Cinemagia. Como escreveu Marcelo Forlani “Pode até não ser o filme da sua vida, mas é um filme que certamente vai te fazer parar e pensar no que você está fazendo com sua vida”. Foi exatamente o que fiz...

domingo, 14 de agosto de 2011

Nossos modelos...


Uma vez escrevi um texto nestas reminiscências. Em resposta, recebi este texto do meu pai. Ele começou dizendo: “Faço minha as palavras de um tal Luiz Roberto”. Este é o meu pai. Em cada linha. Também é o pai que eu gostaria de ser. Acredito ser a única maneira de um dia, meus filhos também tornarem-se esta pessoa. São nossos modelos...

Se eu pudesse

Seria um anjo para te proteger

Seria a luz para iluminar seu caminho

Seria um sonho lindo para acalentar seu sono

Seria uma canção para alegrar seu coração

Se eu pudesse...


Seria a água que mata sua sede

Seria o sol que te aquece

Seria o sangue que corre dentro de ti

Seria o ar que você respira

Se eu pudesse...

Sentiria sua dor, para você não sofrer

Choraria por você, para não te ver triste

Daria minha vida pela sua.


Se eu pudesse...


Mas não posso...
Sou um simples mortal, sem nenhum poder.
Mas uma coisa posso...
Te dar todo o meu amor

É seu...


TE AMO MEU FILHO

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Diga o que você precisa dizer... (Say - John Mayer)

Reticências. Três pontos. Do latim: reticere (calar alguma coisa). Indica pensamento ou idéia que ficou por terminar. Omissão de algo que podia ser escrito. Mas não foi. Reticências.
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Apenas mais um vídeo. Apenas mais uma música. Alguns dias acordamos e não é apenas mais um dia... Não importa. Mais uma vez. A música diz: “Caminhando como um exército de um homem só. Lutando contra as sombras em sua mente. Vivendo o mesmo velho momento. Sabendo que você estaria em melhores condições se quisesse. Se você pudesse apenas...”. E então, no meio de tudo, eu percebi...

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Saudades do futuro


Entrelinha poderia ser definida como o espaço entre duas linhas. Simples. Mas nada é simples. O sentido implícito. O que não foi escrito ou falado. Então, interpretamos. E, tratando-se de interpretação, cada um tem a sua. Assim, encontre-se na entrelinhas...

Qualquer dia ele chega sem ao menos avisar ou talvez não venha ate aqui,onde os homens “respiram e aspiram por um tempo melhor”, inventando a cada dia, um compromisso onde o relevante se torna omisso. As raízes da memória, o sacrifício de um novo tempo, Mas mesmo assim, serei assim.... Querendo algo que traga saudade, que expresse futuro. Suportando a tudo na simplicidade da espera, na força de um ato qualquer. Só não serei o mesmo, a esperar na fila da seqüência do tempo. E se um dia por aqui chegar, talvez nem saiba se realmente foi ele quem chegou. Pois ate lá minha saudade já se foi, e tudo... tudo voltará a ser novamente o presente.

Romir Fontoura (Ritos e escritos)

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Entre sonhos e certezas...


Todos nós temos um lado obscuro. Do avesso. Aceitemos ou não. Nossa antítese. Amigos leitores, não se assustem. Apresento “A antítese” destas reminiscências. Nem tanto nas ideias, mas, principalmente na forma. Na maneira de escrever. Um pouco. Prometo. Só um pouco do meu lado obscuro...
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Li um dia destes que "O segundo sintoma da morte de nossos sonhos são as nossas certezas...” Importa o primeiro? Duvido. O que realmente importa são nossas certezas. Não quero nada vazio. Nada de copo meio cheio. Que ele transborde. Estou errado? Dane-se. Quem falar o contrário está mentindo. Ou, não sabe de nada. O ser humano é assim: acredita nas próprias mentiras. Ao inferno com as mentiras. Provem que estou errado. Um palavrão bem grande. Escolha o de sua preferência. É feio? Dane-se também. Que me julguem pelo que sou. Sim, o ser humano também julga. Outro de seus arroubos. É muito fácil quando não somos nós a sentir na pele. Quando nossas entranhas não estão sendo esmagadas por todos os tipos de sentimentos. Somos então o idiota. O parvo da vez. Uma coisa é o discurso; outra são os fatos. Quero fatos. Quero o que é concreto. Quero ter a certeza de não ter deixado nada para trás. Faço o mesmo; ou se puder, conviva com as consequências. Eu não posso...