sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Hoje a noite não tem luar...


"Nos encontramos à noite 
Passeamos por aí 
E num lugar escondido 
Outro beijo lhe pedi..."
 
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"Hoje a noite não tem luar
E eu estou sem ela 
Já não sei onde procurar 
Onde está meu amor?"

sábado, 17 de dezembro de 2011

O que as pessoas procuraram em 2011



"Não ser ninguém a não ser você mesmo, num mundo que faz todo o possível, noite e dia, para transformá-lo em outra pessoa, significa travar a batalha mais dura que um ser humano pode enfrentar; e jamais parar de lutar". 
(E.E. Cummings)


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Como escreveu Maria Ligia no site Brainstorm: ”Pode dar o play na Simone que o ano está mesmo terminando”. Acreditei que 2011 seria um ano totalmente diferente. Não foi. Espero então 2012. E quem acredita que o ano passou “voando”, vale a pena ver o vídeo de retrospectiva criado pelo Google. Zeitgeist 2011: As buscas do mundo inteiro. Lançado pelo Google, o site coletou bilhões de pesquisas do Google e disponibilizou os resultados dos 10 itens mais procurados. É possível ver os dados país a país.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Casal - por Kandy


"Embora tivesse aberto o coração, tê-lo-ia escancarado até as portas baterem violentas na parede, com aquela ventania toda que vasculhava os poros. E continuaria absorvendo cada recusa como tragédia e cada consentimento como prêmio. Manteria as mãos dadas com o intenso. Era assim. Faria tudo de novo...."

Faria tudo de novo. Amaria intensamente, como se amanhã não houvesse. Choraria todas as dúvidas de sempre e perderia noites mal dormidas pela ansiedade incomodando debaixo do colchão. Mas olharia mais nos olhos – eles sempre falam mais alto do que qualquer enxurrada linguística. 

Mesmo sabendo do fim, faria tudo de novo. Riria os momentos divertidos juntos, dedicaria os melhores pensamentos, torceria para dar certo, ainda que caminhasse para dar errado. Sempre mergulhava assim nas coisas; era a forma de enfrentar o medo de não ter oportunidades suficientes para viver tudo. Coragem demais é medo do avesso. Cautela demais é coragem contida.

Teria as mesmas brigas: são elas que frequentemente desnudam sentimentos encortinados, comentários não ditos, sinceridades refreadas pelo receio de magoar. Amor é tanto receio! De magoar, de desiludir, de decepcionar, de mostrar os defeitos, a natureza, o instinto. Sempre achava que, num relacionamento amoroso, os envolvidos despendiam mais energia tentando contornar os receios do que se dedicando mais objetivamente ao outro. Como tinha de ser. Mas nunca era.

Faria as mesmas viagens, as mesmas descobertas. Tiraria as mesmas fotos, as mesmas conclusões, talvez mais panorâmicas para evitar tanto equívoco. Daria os mesmos créditos exacerbados ao deslumbre. Mas abriria mão de todos os minutos que não havia reservado ao relacionamento. Poderia ser mais. Poderia ser ainda melhor. Mesmo sentindo a dor do fim, queria ter ido mais fundo. Teria valido a pena. (Fique tranquilo: nesses tempos modernos, ninguém mais morre de amor. Apenas sobrevive. E é isso que dói.)

Embora tivesse aberto o coração, tê-lo-ia escancarado até as portas baterem violentas na parede, com aquela ventania toda que vasculhava os poros. E continuaria absorvendo cada recusa como tragédia e cada consentimento como prêmio. Manteria as mãos dadas com o intenso. Era assim. Faria tudo de novo. 

Amaria intensamente, como se amanhã não houvesse. Porque o amanhã que conhecia era difícil demais de aceitar. Não daria o braço a torcer à conformação. Isso não combina com amor, desses de verdade. Não sufocaria os sentimentos assim, como quem apaga uma chama com a saliva. 

Ainda tinha muito o que dizer. 

(Kandy em Ideias na Janela)

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Ser corintiano...



"O que as grandes e puras afeições têm de bom
é que depois da felicidade de as ter sentido, resta ainda a felicidade de recordá-las."
(Alexandre Dumas)

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Morreu Sócrates. Doutor da bola. Dizem que certa vez perguntaram-lhe como queria morrer. Sócrates teria respondido: Em um domingo, com o Corinthians campeão. Seja feita sua vontade. Sempre que me lembro do capitão corintiano lembro também do meu pai. É inevitável. Coisa de garoto. Semana difícil. A primeira vez que fui ao estádio para ver o Corinthians eles estavam lá. Meu pai ao meu lado. Sócrates no gramado. O primeiro título que trago em minha memória também. Recordo das conversas com meus avôs. Ser corintiano não é, para mim, uma escolha de torcedor. É uma questão de família. Corinthians estará sempre em minhas reminiscências. Como diz a música de toquinho, ser corintiano é ir além...

domingo, 4 de dezembro de 2011

Minha herança...


A vida é sempre surpreendente. Todos nós temos um lado obscuro. Do avesso. Aceitemos ou não. Nossa antítese. Amigos leitores, não se assustem. Apresento “A antítese” destas reminiscências. Nem tanto nas ideias, mas, principalmente na forma. Na maneira de escrever. Um pouco. Prometo. Só um pouco do meu lado obscuro...
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Lembro-me do filme Coração Valente. Conta a história de um homem que defende suas verdades até a morte. Do filme levo uma frase sempre comigo: “Todos os homens morrem, mas nem todos vivem!”. A morte é uma certeza. Um fim. Viver não é. Quero uma morte assim: de uma vida plena. Saber que não me faltou coragem. Que agarrei todas as oportunidades. Que fiz sempre tudo ao meu alcance. Saber que errei tentando acertar, não por omissão. Vida é fundamento, essência, causa; origem. Quero minha essência. Medo? O que é medo? Sim; todos os homens morrem, mas nem todos vivem!