segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Arrependimentos...



“Esse arrependimento é uma conseqüência das outras escolhas. É um resumo dos outros para alguém que abriu mão da própria felicidade(...) Essa é uma das coisas mais bonitas que acontecem no fim da vida: A gente perde a nossa capacidade de fingir... Nessa hora bate aquela coisa... Puxa! E se eu tivesse dito que eu amava..."
(Dra. Ana Claudia Arantes)

The top five regrets of the dying, livro escrito por Bronnie Ware, uma enfermeira especializada em cuidar de pessoas próximas da morte. O livro pode ser traduzido como: “Os cinco principais arrependimentos de pacientes terminais”. O vídeo, divulgado pelo Hospital Albert Einstein, trás a Dra. Ana Cláudia Arantes – geriatra e especialista em cuidados paliativos do Hospital – que de acordo com a sua experiência, comentou cada um dos arrependimentos levantados pela enfermeira americana. Confira o vídeo abaixo. (Fonte: blog Simples Coisas da Vida)



segunda-feira, 17 de dezembro de 2012



Definições não podem ser compreendidas apenas como o significado de algo. Definir pode ser muito mais complexo.  Pensando desta maneira, Adriana Falcão, roteirista e escritora brasileira, encontrou algumas definições que extrapolam as explicações encontradas nos dicionários.

"Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer 
mas acha que devia querer outra coisa". 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Parte 34 – Trigésimo quarto contato



AMIGO, ESPERO QUE ESTEJA BEM!

Como foi que eu descobri estes poemas? Ou melhor; quem foi? Eu ou você? O que deve estar se perguntando é: Eu não sei a resposta? Claro, eu deveria saber! Não vou responder à sua dúvida. É tudo muito confuso. Melhor não pensarmos nisso. Mais paradoxos; paradigmas. Em minha vida, estão por todos os lados. Fez a pesquisa? Encontrou-os? Não quero deixá-lo traumatizado. Fique tranquilo; viva de acordo com o que aprendeu com Herrick e Horácio. “O velho tempo corre sem fim...”.
Falando em traumas; lembra-se de certo estojo? Certa vez caiu no chão... Enfim! Traumas precisam ser resolvidos. Não importa quanto tempo leve. Algumas coisas podem ser inesquecíveis. “Enquanto estamos falando, terá fugido o tempo invejoso...” Agora, sabe o que quero dizer.
Dizem que o homem sem medo motiva-se a ir além. Escolhas são feitas. Sempre. Quando chegamos a uma encruzilhada, não podemos, simplesmente, ficar parados sem saber o caminho a seguir. Fazemos uma escolha e seguimos à diante. Mas é preciso saber: em uma encruzilhada não conhecemos o caminho correto. É uma escolha mais difícil. Quando sabemos o final de cada estrada, a escolha torna-se mais fácil e não há por que lamentar-se pelo caminho escolhido. É uma atitude consciente. “Que não te acanhes, e que o tempo aproveites...”
Surge assim, a importância de entender outro sentimento: a vontade. Não vou citar o dicionário como de costume. Se achar necessário, pode fazê-lo você mesmo. Segundo a filosofia, a vontade está na relação entre o livre-arbítrio e o determinismo. Os atos da vontade, segundo dizem, ocorrem com representações conscientes do fim. Resumindo; é preciso querer! “Colhe o dia; cada dia menos confia no amanhã...”. Hiperbulia! Sempre. Fernando Pessoa fez a seguinte indagação: Condições de palácio tem qualquer terra larga, mas onde estará o palácio se não o fizerem ali?

UM GRANDE ABRAÇO!

domingo, 2 de dezembro de 2012

Auto ajuda pra mim é cachaça, o resto é conversa fiada



Encontrei este texto no blog Simples Coisas daVida. O autor, Antonio Prata, é escritor. Publicou alguns livros de contos e crônicas, entre eles "Meio Intelectual, Meio de Esquerda", de onde foi retirada esta bem humorada crônica.
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Auto ajuda pra mim é cachaça, o resto é conversa fiada. Tá bom: ioga, psicanálise, ikebana e danças de salão podem nos ajudar a entrar em harmonia com nosso próprio eu, nos tornarmos seres humanos mais evoluídos e blábláblá, mas quando o pé amado toca a incauta bunda, neguinho não vai sentar-se em flor de lótus, escarafunchar seu processo edípico, podar a samambaia nem dançar um tango argentino: vai é manguaçar.
É só ali, já mais perto da última dose que da primeira, limados os graves e agudos – naquela quarta dimensão etílica: nem dentro nem fora de nós mesmos –, que podemos respirar aliviados, encher o peito e dizer que aquela ingrata não vale nada, que nós somos maiores que isso e que a vida, meu amigo, a vida é uma coisa assim, a vida é assim uma coisa… Enfim, uma coisa dessas que a gente diz sobre a vida quando está bêbado.
Se nas avalanches emocionais o nosso amigo álcool aparece como um são-bernardo salvador, em nossos projetos mais ousados ele surge como um cão-guia, um labrador a nos indicar os caminhos para além do labirinto de nossas inibições. Em outras palavras: sem o álcool eu seria virgem até hoje. Em plena adolescência ficar pelado diante de uma menina, sóbrio? Só um psicopata seria capaz de tamanha frieza.
O que mais lastimo é que os chopes só tenham vindo transformar asfalto em edredom quando eu já era quase um adulto. Como é que na infância, a fase mais hardcore da vida, só havia groselha, Fanta Uva e Toddynho em meu copo? Ah, se na quarta série eu conhecesse as benesses do álcool, Joana, tudo teria sido diferente!
Lembra quando te pedi em namoro numa cartinha? Você disse não. Mas é claro! Que passo desastrado, mandar uma carta a alguém que você nunca beijou na boca perguntando uma coisa dessas. Só um ser humano completamente sóbrio cometeria tamanha patacoada. Se ao invés do bilhete tivesse te convidado pra tomar um chope na cantina, te contasse aquela piada de português que meu tio Aristides havia me ensinado, te mostrado habilmente como fazer uma boca de loco incrementada, um aviãozinho que dava looping, quem sabe, Joana, eu e você, na quarta série, hein?
Bem, se eu tinha sobrevivido ao primeiro dia de aula da primeira série, a seco, não seria na quarta que a coisa iria degringolar. Lembro bem daquele dia. Eu havia passado dos dois aos seis anos numa outra escola. A vida toda, portanto. Não conhecia ninguém ali. Era praticamente um exilado político brasileiro chegando na Suécia. Imagina só se tivéssemos todos tomado um uisquinho antes? Chegaríamos confiantes, sorridentes, sem nem nos preocuparmos se seríamos aceitos ou se já na segunda aula ganharíamos para sempre o apelido de Dumbo, Gordo, Anão… E se durante o recreio – aquele climão de banho de sol em penitenciária –, em vez de comermos Cebolitos, ensimesmados em nossa timidez, tomássemos um vinho em canequinhas da Turma da Mônica, em torno da cantina? O entrosamento seria tão mais fácil. (A educação física ficaria comprometida, mas quem liga para polichinelos diante da concórdia universal?)
A dura jornada tinha na volta, na perua, seu gran finale. Depois de cinco horas estudando aquelas coisas chatas, uma hora e meia no trânsito, buzina, estresse. Se nossas mamães pusessem uma garrafa térmica na lancheira com caipirinha, essas longas jornadas noite adentro seriam inesquecíveis happy hours, road movies infantis. E nós todos ali dentro, pequenos Kerouacs e Dennis Hoppers mirins, cruzaríamos a cidade a cantar a plenos pulmões os últimos sucessos do Balão Mágico, Menudo e Trem da Alegria, alheios ao resto do mundo.
Se na escola já era difícil, imagina aos dois anos, quando você se deu conta, desesperado, que a mulher da sua vida tinha outro? Que aquela dissimulada te alimentou falsas esperanças enquanto se deitava com outro toda noite e, pior, esse outro era seu próprio pai! Ah, nesse momento o maternal deveria ser um pub enfumaçado cheio de pobres diabos dilacerados diante desse protocorno incurável – essa feriada cuja ilusão de cura nos atirará em todas as maiores roubadas de nossas vidas dali pra frente, do jardim dois até a cova. Aguardente na mamadeira era o mínimo que eu esperava diante dessa hecatombe emocional e, no entanto, só nos ofertaram Hipoglós, nana nenê e leite morno. Como são cruéis esses adultos.
Agora, se de todos os momentos trágicos da vida eu pudesse escolher um, somente um, para receber o afago etílico em minh’alma, seria obviamente o nascimento. Nós estávamos no quentinho, boiando, recebendo comida na barriga, numa eterna soneca de manhã chuvosa de domingo, quando veio aquele aperto, aquele barulho, aquela luz terrível e o frio, meu Deus, que frio. Nesse momento um ser humano sensato deveria ter me olhado nos olhos, percebido o profundo desamparo e, clemente, dado uma talagada duma aguardente qualquer e dito: bebe, criança, bebe que a vida é dura, bebe que a vida é longa e não tem mesmo o que fazer. Mas não, me viraram de ponta a cabeça, me deram um tapa na bunda e ficaram me vendo chorar, sorrindo. Depois de um começo assim a gente pensa o quê? Que vai resolver na análise? Na ioga? Fazendo arranjo de flores? Dançando chá-chá-chá? Não, meu irmão: autoajuda pra mim é cachaça, o resto é conversa fiada.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Tudo tem seus custos...


           
 Sou um Sherlockiano. Pode parecer bobo, mas assumo esta condição. Sherlock Holmes foi qualificado como uma das três personalidades mais conhecidas do mundo. “Ele é a personificação de algo em nós que perdemos ou nunca tivemos.” (Edgard W. Smith). Este espaço destina-se, portanto, para alguns pensamentos, retirados do cânone, do famoso detetive.
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“Tudo tem seus custos.”
“O que?”
“Aprender a ver o quebra-cabeça em tudo. Eles estão em tudo. Uma vez que você começa a procurar, não para mais. O que acontece é que as pessoas e todos os enganos e ilusões que informam tudo que elas fazem, tendem a serem os quebra-cabeças mais fascinantes. Claro, nem sempre elas apreciam serem vistas desta forma.”
“Parece solitário viver assim”.
“Como eu disse, tudo tem seus custos”.

(Sherlock Holmes em The Elementary)

domingo, 25 de novembro de 2012

Coragem, agir com o coração


Algumas coisas não possuem explicação. Ou talvez tenham. Não importa. Talvez, sejam importantes apenas para nós. Então, não devemos tentar explicar. Não seria possível. Algumas coisas nos fazem bem. Muito bem. Pode ser qualquer coisa. Uma música, um filme, uma pessoa ou mesmo um chocolate. Simplesmente por que me faz bem. Sem muita explicação.

"Para viver a experiência da coragem, é necessário viver a experiência do medo. Essa virtude não visa diminuir o medo, mas sim superá-lo. O guerreiro ideal deve experimentar tristeza e serenidade. É daí que ele vai tirar a sua grande coragem". 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Henry Miller


Henry Miller é meu escritor preferido. Reservarei então um espaço para seus textos. Desta maneira o amigo, leitor destas reminiscências, terá a oportunidade de conhecer um pouco do universo de Miller...

"Bom, para começo de conversa, comecei ainda lhe apresentando um sorriso ameno e tranquilizador, você é um canalha e sabe disso. Tem medo de alguma coisa, ainda não sei do quê, mas vamos chegar lá. Comigo, você faz de conta que é simplório, um joão-ninguém, mas de si para si tem-se na conta de muito esperto, de importante, de durão. Não tem medo de coisa alguma, não é mesmo? Tudo conversa fiada, e você sabe muito bem. Vive cheio de medo. Diz que aguenta. Aguenta o quê? Um murro no queixo? Claro que aguenta, com uma cara de concreto feito a sua. Mas será que aguenta a verdade?"


sábado, 3 de novembro de 2012

A alma adormecida dos tolos



"... no fundo nunca fomos o que éramos antes, 
só lembramos o que nunca aconteceu..."
(Carlos Ruiz Zafón)

Zafón tem realmente uma habilidade única com as palavras. Claro; é sempre uma questão de gosto. De identificação. Seus livros e frases me trazem diversos questionamentos. Ainda bem; melhor assim. A última de O prisioneiro do céu: “Louco é quem se acha sensato e pensa que não tem nada a ver com a categoria dos tolos”. Calma. Pode ler novamente. Eu espero.
Realmente somos todos tolos. E para ficar bem entendido, tolo significa: “quem diz ou pratica tolices; sem inteligência ou sem juízo. Tonto, simplório, ingênuo, abestalhado, abobado, amalucado. Que não tem razão de ser; infundado...” Você já sabia. Eu sei. Não queria deixar dúvidas...
“Tudo se perdoa nesta vida, menos dizer a verdade.” Esta afirmação está no mesmo livro. Então, perdoem este tolo que nada tem de sensato e há muito tempo deve ter ficado louco. Pense por um segundo em sua vida. Não é tudo tão simples? Tudo tão claro? Então... Somente sendo muito tolo! Não concorda?
Li certa vez que esperança é certeza. De acordo com a igreja Católica, a esperança é a segunda das três virtudes teologais. Não vou escrever sobre religião. Não é este o caso. Mas, vamos concordar: esperança deve ser mesmo uma virtude. E, citando mais uma vez Zafon, “... uma vez perdida toda a esperança, o tempo começa a correr depressa e os dias sem sentido adormecem a alma...” E quem quer ter a alma adormecida? Somente um tolo...

domingo, 21 de outubro de 2012

Como capturar porcos selvagens



A arte de agradar muitas vezes encobre a arte de enganar. 
(Textos Judaicos)

Você captura porcos selvagens encontrando um lugar adequado na floresta e colocando algum milho no chão. Os porcos vêm todos os dias comer o milho gratuitamente. Quando eles se acostumam a vir todos os dias, você coloca uma cerca em apenas um lado do lugar no qual eles se acostumaram a vir.
Quando eles se acostumam com a cerca, eles voltam a comer o milho e então, você coloca outro lado da cerca. Mais uma vez eles se acostumam e voltam a comer. Você continua desse jeito até colocar os quatro lados da cerca em volta deles com uma porta no último lado. Os porcos que já se acostumaram ao milho fácil e às cercas começam a vir sozinhos pela entrada. Você então fecha a porteira e captura o grupo todo.
Assim, em um segundo, os porcos perdem sua liberdade. Eles ficam correndo e dando voltas dentro da cerca, mas já foram pegos. Logo, voltam a comer o milho fácil e gratuito. Eles ficaram tão acostumados a ele que esqueceram como caçar na floresta por si próprios...

(Autor  desconhecido)

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

O troco




           O troco, 1999 (Payback). Refilmagem de À queima roupa, 1967 (Point Blank). A tradução do título para o português não traduz a ideia original. (Payback tem como significado, o tempo decorrido entre o investimento inicial e o momento no qual o lucro líquido acumulado se iguala ao valor desse investimento". O termo resume, na medida certa a trama do filme. Quem já assistiu entenderá exatamente.
         A cena reminiscente escolhida não tem nada de poética. Pelo menos, para a maioria. Mesmo assim, adoro a cena e todo o filme. Lucy Liu está perfeita!



domingo, 7 de outubro de 2012

Dom Quixote - Cervantes


"Ai! - respondeu Sancho Pança, chorando. - Não morra. Vossa Mercê, senhor meu amo, mas tome o meu conselho e viva muitos anos, porque a maior loucura que pode fazer um homem nesta vida é deixar-se morrer sem mais nem mais, sem ninguém nos matar, nem darem cabo de nós outras mãos que não sejam as da melancolia..." (em Dom Quixote)


domingo, 30 de setembro de 2012

Trigésimo terceiro contato



COMO VAI AMIGO? MAIS TREZENTAS PALAVRAS...

Vou revelar-lhe algo sobre o futuro... Temos algumas facilidades por aqui. Outro dia revi o filme “Trocando as bolas”. Eu sei. Você adora. A questão é: depois de um tempo, mesmo em uma comédia como esta, podemos encontrar algo para acrescentarmos em nossas vidas. “Seja você mesmo e ninguém vai poder tirar isso de você...”. A frase está no filme. É da personagem de Jamie Lee Curtis. Verdade; você é exatamente assim. Sempre foi. Esse é o problema. Não sei se a frase é para você. Talvez seja eu quem realmente precise ouvi-la. “Seja você mesmo e ninguém vai poder tirar isso de você...”. Sei o que deve estar pensando. O que você tem haver com isso? É um problema meu. Verdade. Mas precisa concordar: de uma maneira ou de outra; é seu também.
O paradoxal é que as facilidades de hoje são exatamente as dificuldades de ontem. Uma pesquisa é um bom exemplo. Quer saber algo a respeito do futuro? Pesquisar, atualmente, é muito mais simples. Como sei que desafios atraem você particularmente, não vou preocupar-me. Quero que faça uma pesquisa. Duas na verdade. Para você será um pouco mais complicado.
“Colha tuas rosas enquanto podes...” É um trecho de um poema de Robert Herrick. Encontre-o. Reflita. A segunda está em latim, falei que não seria fácil. Poderá encontrar em Odes" (I, 11.8) do poeta romano Horácio: “Tu ne quaesieris, scire nefas, quem mihi, quem tibi finem di dederint, Leuconoe, nec Babylonios temptaris numeros. ut melius, quidquid erit, pati. seu pluris hiemes seu tribuit Iuppiter ultimam, quae nunc oppositis debilitat pumicibus mare Tyrrhenum: sapias, vina liques et spatio brevi spem longam reseces. dum loquimur, fugerit invidaaetas: carpe diem quam minimum credula póstero” Ao concluí-la, reflita a respeito do seu significado. É a mensagem que desejo passar a você. E ficará sempre a dúvida: como foi...

UM GRANDE ABRAÇO.

terça-feira, 25 de setembro de 2012


A vida é sempre surpreendente. Todos nós temos um lado obscuro. Do avesso. Aceitemos ou não. Nossa antítese. Amigos leitores, não se assustem. Apresento "A antítese" destas reminiscências. Nem tanto nas ideias, mas, principalemente na forma. Na maneira de escrever. um pouco. Prometo. Só um pouco do meu lado obscuro...
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"O sábio teme o céu sereno; em compensação, 
quando vem a tempestade ele caminha sobre as ondas e desafia o vento". 
( Confúcio)

Tempestade! Do latim tempestate. Tormenta, agitação. Parece que dentro da tempestade coexistem movimentos verticais ascendentes e descendentes intensos, o que gera muita turbulência. Que Inferno! Não sei o que me deixa mais preocupado: a turbulência ou os movimentos ascendentes e descendentes. E claro; intensos!
Ficar preocupado talvez já seja um indicador de tempestade. Como nuvens negras, raios e trovões. O certo é que quando ela chega só nos resta esperarmos ela passar...

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Mais ou menos - Teatro Mágico



Afinidade acontece. Um mesmo signo, um mesmo par de sapatos caramelo, um mesmo livro de cabeceira.
Afinidade acontece entre seres humanos. A mesma frase dita ao mesmo tempo, o diálogo mudo dos olhares e a certeza das semelhanças entre o que se canta e o que se escreve.
Afinação acontece. Um mesmo acorde, um mesmo som, uma mesma harmonia.
Afinação acontece entre instrumentos musicais. A mesma nota repetidas vezes, a busca pela perfeição sonora e a certeza das similaridades entre um tom acima e um tom abaixo.
A incrível mágica acontece quando os instrumentos musicais descobrem afinidades humanas entre si no mesmo instante em que os seres humanos descobrem afinações musicais dentro deles mesmos”. (Teatro Mágico)



terça-feira, 11 de setembro de 2012


"Senhor, livrai-me de tudo que me trava o riso".

"Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades,, mesmo que as mentiras e as verdades sejam "impermanentes". Que friagem nenhuma seja capaz de encabular nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria. Tomara que apesar dos pesares todos, agente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de ser feliz.!"

(Caio F. Abreu)

domingo, 9 de setembro de 2012

Newsroom - HBO


“Ouça-me agora, sombrio e insuportável mundo. Tu és muito debochado, mas um cavaleiro com suas bandeiras bravamente desfraldadas agora lança suas luvas para ti” (Miguel de Cervantes em Don Quixote, citado em Newsroom)


Dizem que os jornalistas estão divididos. Não sei. Não sou jornalista. Se for o seu caso, pode tirar suas conclusões. A minha? Achei Newsroom, a nova série da HBO um dos melhores programas da TV dos últimos anos. Está bem, assisto pouca TV. Não importa. Vejo o suficiente.
Escrita por Aaron Sorkin, roteirista de A Rede Social (Oscar de melhor roteiro adaptado) e The West Wing. “Com dez episódios produzidos para sua primeira temporada, a série acompanha os bastidores de um telejornal de conteúdo político e opinativo” (Veja). The Newsroom conta a história de Will McAvoy (Jeff Daniels), âncora do News Night do canal ACN que depois de um colapso nervoso durante um programa de debate político tem todo o seu programa modificado, incluindo uma nova produtora chefe, Mackenzie MacHale.
O texto é inteligente e dinâmico. Com diálogos longos e rápidos, marca registrada de Sorkin. Após assistir ao Episódio Piloto, minha expectativa era se o nível seria mantido nos episódios seguintes. Gostei ainda mais. Os episódios 4 e 5 são memoráveis. Como escrevi no início, as opiniões são divididas. Segundo algumas críticas, "a redação de Newsroom existiria somente em um mundo de fantasia e todos os personagens se comportam como adolescentes". Pode ser verdade. Ao que me consta, melhor assim...






sábado, 1 de setembro de 2012

Dia trinta do oito - Por Marcello Batista




"Trata de saborear a vida; e fica sabendo, que a pior filosofia é a do choramingas que se deita à margem do rio para o fim de lastimar o curso incessante das águas. O ofício delas é não parar nunca; acomoda-te com a lei, e trata de aproveitá-la."

(Machado de Assim em Memórias Póstumas de Brás Cubas)


Recebi este "in box" no facebbok do meu irmão; Marcello Batista. Impagável!
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Aniversário do Papai ontem. Entrei no facebook somente hoje. Vi as fotos. Já chorei... Ensaiei escrever uma coisa aqui, outra ali. Não ia postar nada. Daí alguém escreveu algo junto ao texto que você postou. Algo sobre um reencontro no plano espiritual... Eis então que baixa um espirito humorístico em mim (só pode ser ele)...e me faz imaginar a tal cena do encontro:
- Oi filho
- Oi... Quem é você?
- Seu Pai.
- Pai! Mas cadê o barrigão?
- Aqui no céu nós não temos barriga filho.
- Mas como então vou saber se você é você mesmo? Com uns 20 anos te vi sem barba pela primeira vez... Até reconheci. Mas sem a barriga é difícil.... Canta uma música então...
- Não podemos falar alto aqui filho (sussurrando). Quem canta perde a sopa do pernoite...É ruim a sopa, mas fazer o quê? Não tem geladeira aqui...À noite eu fico perdidinho.
- Assim é que não vai dar pra reconhecer... Nem um gritinho de "Roseliiiii fecha a poooorta!" Só pra eu ver se é você mesmo?
- Não posso.
- Nem aquela assobiada famosa?
- Quem assobiar aqui no céu perde direito ao almoço....
- Pô pai. Não dá pra perder uma vez só? Só pra eu ter certeza que é você...Sou seu filho!
- Mas é macarronaaaaada hoje...
- Já vi que é você mesmo... Como tá por aqui? Já colocou apelido em alguém?
- Já, em São Pedro. Chamo ele dê "Menino da Porteira". Ele se escraaaacha de rir. Se ele contar eu tô frito. Outro dia peguei o telefone e fiz um trote lá pra baixo imitando São Pedro. A voz era igualzinha... Encomendei um cara que não tava nem na fila pra subir. Deu o maior bafafá por aqui.
- Ô pai... você sempre aprontando kkkkk... E o Coringão?... Libertadores... Você viu? Dá pra ver daqui de cima?
- Ooorrraaa meu! Não perdi um lance. Tem óculos 3D aqui e temos direito a uma descidinha por ano. Tem gente que desce no natal pra ver a família.....Não tive dúvida, desci e assisti o jogo do Coringão contra o Vasco, no Pacaembú. E acha que eu ia descer sozinho? O Doutor desceu também. Tem companhia melhor? Vou contar um segredo filho, mas não fala pra ninguém se não me expulsam do céu. Lembra-se daquela bola do Diego Souza?
- Lógico que lembro pai. Dá pra esquecer?
- Pois é filho... Fui eu....O Cássio nem encostou.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

O Sermão da montanha (Versão para educadores)


“A tarefa do educador moderno 
não é derrubar florestas, mas irrigar desertos”. 
(C. S. Lewis)

Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem.
Ele os preparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens. Tomando a palavra, disse-lhes:

- Em verdade, em verdade vos digo: “Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque eles...”.

Pedro o interrompeu: “Mestre, vamos ter que saber isso de cor?”.
André perguntou: “É pra copiar?”.
Filipe lamentou-se: “Esqueci meu papiro!”.
Bartolomeu quis saber: “Vai cair na prova?”.
João levantou a mão: “Posso ir ao banheiro?”.
Judas Iscariotes resmungou: “O que é que a gente vai ganhar com isso?”.
Judas Tadeu defendeu-se: “Foi o outro Judas que perguntou!”.
Tomé questionou: “Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo?”.
Tiago Maior indagou: “Vai valer nota?”.
Tiago Menor reclamou: “Não ouvi nada, com esse grandão na minha frente.”.
Simão Zelote gritou nervoso: “Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!?”.
Mateus queixou-se: “Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!”
Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo: “Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o seu plano de ensino? e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios?”.
Caifás emendou: “Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais?”.
Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus: “Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade. Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto. E vê lá se não vai reprovar alguém!”.

E, foi nesse momento que Jesus disse: "Senhor, por que me abandonastes...".

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Parte 32 – Trigésimo segundo contato



COMO VAI AMIGO? ACABEI DE RECEBER ESTA CARTA E REPASSO A VOCÊ IMEDIATAMENTE. UM GRANDE ABRAÇO.

Não é necessário refletir muito para chegar à conclusão que você ainda existe. Não há como afirmar o contrário. Em nenhum momento deixou de existir. O entendimento é simples: sou o resultado de toda a sua vivência; das suas escolhas e do conhecimento adquirido ao longo dos anos. E agora, como consequência destas cartas, eu também vivo em você. O que isso significa? Não sei. Ainda não. Como escrevi anteriormente, precisamos manter a lucidez e ter uma visão clara da realidade. Realidade... Enfim! A grande questão é: O que é realidade? Para o senso comum, é entendida como o oposto do sonho, da ilusão. O real está alicerceado em fatos. No concreto.  Está certo, virou conversa filosófica. Desculpe. São mais besteiras. Meu mundo, ultimamente, está fora da realidade. Ando vivendo de sonhos...
Mais uma vez, citando o autor do atual livro, “Os senhores já se perguntaram o que torna os homens responsáveis? Eu lhes direi: o fato de terem uma única oportunidade de fazer cada coisa. Se existissem máquinas que nos permitissem corrigir até nossos erros mais estúpidos, viveríamos em um mundo cheio de irresponsáveis...”. Veja então o dilema ao qual me encontro. Pense bem. Nosso contato torna-me irresponsável? Não. Pode tornar você. Precisa ter cuidado. Não deve esquecer: temos apenas uma chance. Devemos aproveitá-la. Já deve ter compreendido; nada farei para consertar seus erros. Viverá com eles. Assim como eu. Sei que sua vida anda agitada suficientemente. A vida muda rapidamente. Agora entende.
Vamos mudar de assunto. Tenho abordado temas pesados e enfadonhos. No momento, está aproveitando esta fase de jogador de voleibol. Esta é a ideia. Você podia aprender também a lavar sozinho sua camisa de treinamento. Pense no trabalho que está dando aos outros. Sei que não pensou nisso. 
Vou revelar-lhe algo sobre o futuro...

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

No pódio do amadorismo - por José Cruz




"Fora do campo das competições há outro universo de emoções no esporte: as milionárias fontes de financiamento, a maioria de origem governamental, mas com aplicações nem sempre transparentes e, por isso, motivos de frequentes investigações". (José Cruz)

Ainda falando de Olimpíada; escrevi na postagem anterior que era necessário enumerar todos os problemas e dificuldades encontrados no caminho que leva ao pódio olímpico. O Jornalista José Cruz o fez com muita propriedade. José Cruz cobre as áreas de política, economia e legislação do esporte.


O Brasil esportivo, mesmo com recordes de medalhas, deixa os Jogos de Londres reprovado no vestibular do pódio olímpico. E a principal derrota não é dos atletas, mas do governo federal, que fracassou na política de financiar o alto rendimento a partir de 2003, ignorando os elementares investimentos na iniciação e no desporto escolar.
Temos espetaculares 33 milhões de estudantes, mas é potencial ainda desprezado devido à falta de projetos a partir da prática de educação física, ponto de partida para criar nos jovens a cultura do esporte. Mesmo assim, houve investimentos: R$ 2 bilhões no último ciclo olímpico, mas no alto rendimento. Foi o dobro do aplicado na delegação enviada aos Jogos de Pequim, em 2008.
Em 2016, o Rio de Janeiro receberá a histórica Olimpíada. Mas, amadoristicamente, a sexta economia mundial ainda convive com a incerteza sobre os rumos para tornar o Brasil país olímpico. E isso é grave, não só sob a perspectiva de conquistas de pódios como de desperdícios públicos. Porque uma coisa são os jogos, as disputas; outra são os negócios do esporte. Nesse binômio também patinamos. Pelo sistema adotado, o Estado financia os custos da festa, e a iniciativa privada contabiliza o lucro. Assim como no Pan-Americano de 2007, a disputa político-institucional é desequilibrada e onera o cofre público.
A partir de 2003, o então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, fez a opção por investir no esporte. Criou um ministério específico e turbinou orçamentos. Sancionou a Lei de Incentivo ao Esporte, a Bolsa Atleta, determinou que as oito estatais — Banco do Brasil, Caixa, Petrobras, Infraero, Casa da Moeda, Correios, Eletrobras e BNDES — aumentassem o patrocínio para 22 modalidades. Além disso, pagou a conta maior dos Jogos Pan-Americanos, com custo total de R$ 3,4 bilhões, cujo legado ficou no projeto.
Mesmo com investimentos bilionários, o governo não fez o elementar entrosamento entre as pastas da Educação, Esporte e Saúde; não dotou as escolas de quadras esportivas nem aparelhou as instalações existentes; ignorou a valorização dos professores, ponto de partida para a elementar prática da educação física escolar.
Os tradicionais Jogos Escolares e Universitários, que em outros tempos eram fonte de identificação de talentos, saíram da área federal e passaram à competência do Comitê Olímpico. Sem vínculo pedagógico ou compromisso de governo, tornaram-se eventos de calendário, apenas.
É nesse contexto de fartura financeira e escassez de programas que repercute o desempenho brasileiro nos Jogos de Londres. Sem exageros, a  colocação do país no quadro de medalhas não surpreende. O próprio presidente do Comitê Olímpico, Carlos Nuzman, fez previsão ao afirmar que nos igualaríamos à Olimpíada de Pequim, quando ganhamos 15 medalhas.
Como em Jogos anteriores, as apostas de pódios ficaram concentradas em nomes ou equipes tradicionais. E, se esses falhassem, crescia a pressão sobre os demais atletas. E tais apostas não levavam em consideração que outros países também se desenvolveram e preparam as delegações. A Coreia do Sul é o principal exemplo.
Houve novidades, como a evolução feminina no judô, pódio no boxe e, principalmente, o ouro de Arthur Zanetti, nas argolas. Mas nenhum desses resultados está vinculado a uma política de governo, o que agrava o quadro para 2016. Afinal, o que significa o futebol no contexto olímpico brasileiro? Para o evento no Rio de Janeiro, a difícil meta é colocar o Brasil entre os 10 primeiros do ranking mundial.
As medidas para chegar a essa difícil meta estão atrasadas. Porém o governo precisa fixar, antes, um perfil hierárquico na desordem institucional em que se confundem as competências do Ministério do Esporte e do Comitê Olímpico.
Afinal, o Estado deve se envolver com o esporte de rendimento ou isso é competência da iniciativa privada? Dinheiro público deve contemplar atletas ou ser destinado ao desporto escolar, prioritariamente, como determina a Constituição Federal?
Os Jogos, enfim, provocam emoções, incentivam o patriotismo e movimentam a economia. Mas o Brasil olímpico ainda está no pódio do amadorismo.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

País do Voleibol





Não à toa, diz o hino: “(...) De um povo heroico...” No Brasil, um medalhista olímpico é um herói. Herói de verdade mesmo. De carne e osso. No caso, de músculos, suor e coragem. Ou melhor, um super-herói. Atleta no Brasil precisa de superpoderes. Não preciso enumerar todos os problemas e dificuldades encontrados no caminho que leva ao pódio olímpico. Ou talvez fosse realmente necessário fazê-lo. Mas não; quero apenas falar sobre o vôlei.
    Não há mais nenhuma dúvida. O Brasil é o país do voleibol. A equipe feminina de quadra consagrou-se bicampeã olímpica. A masculina disputou a sua terceira final seguida. E há ainda o vôlei de praia. Ganhar ou perder faz parte do esporte.  Sempre tive como regra uma frase de Ayrton Senna. Um dos maiores ídolos do esporte brasileiro. "No que diz respeito ao empenho, ao compromisso, ao esforço, à dedicação, não existe meio termo. Ou você faz uma coisa bem feita ou não faz."

quinta-feira, 2 de agosto de 2012







“Ver Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge vai trazer aos rostos dos fãs mais sorrisos do que o gás do Coringa... e a gatuna Selina Kyle (Anne Hathaway), sexy, ágil e dissimulada como a ladra de joias se mostra capaz de fazer muito marmanjo esquecer a lambida que Michelle Pfeiffer deu em Michael Keaton no segundo batfilme dirigido por Tim Burton. (Marcelo Forlani no site Omelete).” Não esqueci aquela lambida. Mas ver a mulher gato passeando pelas ruas de Gotham na batpod...
Como escreveu Claudio Yuge (IdeaFix), “Assim como no longa anterior, tudo começa com uma ação vertiginosa e de impacto, para apresentar o vilão da vez e mostrar que Bane não está ali pra brincadeira. Uma sequência aérea daquelas de deixar boquiaberto. Em seguida somos apresentados ao cenário em que o filme é montado... Uma das coisas que mais gosto neste filme é ver Nolan enriquecendo esse universo, construindo personagens, ampliando sua história mesmo diante do fim. É quase paradoxal vê-lo fazendo isso para encerrar sua trilogia. E é o que a faz desse Batman diferente de todos os outros do cinema. E, ao final da projeção a sensação é de dever cumprido e até de vontade de ver um filme a mais nessa história. Nolan fez o que não esperavam e transformou assim a trilogia do Homem Morcego uma das maiores e melhores adaptações de quadrinhos para o cinema.”
            Para os fãs de cinema e principalmente de Batman, recomendo correr ao cinema...

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Sei de alguém...



Sei de alguém que se perdeu no caminho e que acreditou em suas escolhas. Que não olhou para longe e, assim, deixou de ver a luz desses olhos e a vivacidade desse sorriso, injusta e caprichosamente escondidos nestes dias.

Conheço alguém que se iludiu com a falsa sabedoria da juventude e com a inebriante loucura das primeiras paixões. Sei de alguém que é prisioneiro das primeiras decisões. Que não soube conter-se. Que abraçou gostosamente o que achou e que soube, em parte, e por natureza das coisas, ser verdadeiro. Que fez tudo por amor.

Conheço alguém que acredita na vida. Na beleza da respiração e na perfeita sincronia do caos. Sei de alguém que torce pelo certo. Que se apega dolorosamente a um profundo conceito de lealdade.

Sei desse homem que simplesmente não sabia. Que não lhe esperava. Que não podia saber. E ele ora pelo que é certo e pede sempre uma cura para um coração afetado pela imagem de tantas fotografias.

Sei de alguém que não se duplica, mas reconhece e aceita o poder misterioso das profundezas humanas; e que se deixa saber que deseja, e que se diz não, com força e sobremaneira.

Sei de alguém que fala assim, misteriosamente, e que chora por não ter o direito de com simplicidade sobre todo o seu amor falar. E que se contenta com as artimanhas da vida, que se lhe fez uma, duas vezes pode tentar.

Sei de alguém. Conheço-o tão bem que lhe sinto as dores.

(Gooldemberg Saraiva)

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Eu sei, mas não devia - Marina Colasanti


"...A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma...  A gente se acostuma, mas não devia...".


       O texto do vídeo foi extraído do livro "Eu sei, mas não devia" de Marina Colasanti, Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1996, pág. 09. (Leia o texto)

terça-feira, 17 de julho de 2012

Oito minutos...



"A vida já é curta 
e nós a encurtamos ainda mais desperdiçando o tempo".
(Victor Hugo)

Assisti ao filme Tão Forte e Tão Perto (Extremely Loud & Incredibly Close, 2011), adaptação às telas do romance Extremamente Alto & Incrivelmente Perto de Jonathan Safran Foer. Não quero falar do filme. Não gostei. Mas, um comentário feito pelo garoto, protagonista do filme, me fez pensar...
“Se o Sol explodisse neste exato momento, nós não teríamos como saber disso por 8 minutos, porque este é o tempo que levaria para que a luz da explosão chegasse até nós. Por oito minutos, continuaríamos sendo aquecidos e iluminados por ele...”.
Desculpe, sei que vai me perguntar o que quero dizer com isso. Não tenho resposta para você. Então, nem pergunte. Os oitos minutos são seus. Seus! De mais ninguém. Eu; já tenho os meus. Apenas pense sobre isso...

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Matando leões...




"O campo da derrota não está povoado de fracassos, mas de homens que tombaram antes de vencer". 
(Abraham Lincoln)

Outro dia, tive o privilégio de fazer algo que adoro: fui almoçar com um amigo, hoje chegando perto de seus 70 anos. Gosto disso. 

São raras as chances que temos de escutar suas histórias e absorver um pouco 
de sabedoria das pessoas que já passaram por grandes experiências nesta vida. 
Depois de um almoço longo, no qual falamos bem pouco de negócios mas muito sobre a vida, ele me perguntou sobre meus negócios. Contei um pouco do que estava fazendo e, meio sem querer, disse a ele:



-"Pois é. Empresário, hoje, tem de matar um leão por dia". 

Sua resposta, rápida e afiada, foi: 

-"Não mate seu leão. Você deveria mesmo era cuidar dele". 

Fiquei surpreso com a resposta e ele provavelmente deve ter notado minha surpresa, pois me disse:

- "Deixe-me lhe contar uma história que quero compartilhar com você". 

Segue, mais ou menos, o que consegui lembrar da conversa: 
"Existe um ditado popular antigo que diz que temos de "matar um leão por dia". 


E por muitos anos, eu acreditei nisso, e acordava todos os dias querendo encontrar o tal leão. 
A vida foi passando e muitas vezes me vi repetindo essa frase. 
Quando cheguei aos 50 anos, meus negócios já tinham crescido e 
precisava trabalhar um pouco menos, mas sempre me lembrava do tal leão. 
Afinal, quem não se preocupa quando tem de matar um deles por dia?


Pois bem. Cheguei aos meus 60 e decidi que era hora de meus filhos começarem a tocar a firma. 
Mas qual não foi minha surpresa ao ver que nenhum dos três estava preparado! 
A cada desafio que enfrentavam, parecia que iam desmoronar emocionalmente. 
Para minha tristeza, tive de voltar à frente dos negócios, até conseguir contratar alguém, que hoje é nosso diretor-geral. 


Este "fracasso" me fez pensar muito. O que fiz de errado no meu plano de sucessão? 
Hoje, do alto dos meus quase 70 anos, eu tenho uma suspeita: a culpa foi do leão”. 
Novamente, eu fiz cara de surpreso. O que o leão tinha a ver com a história? 

Ele, olhando para o horizonte, como que tentando buscar um passado distante, me disse:

- "É. Pode ser que a culpa não seja cem por cento do leão, mas fica mais fácil justificar dessa forma. 

Porque, desde quando meus filhos eram pequenos, dei tudo para eles. 
Uma educação excelente, oportunidade de morar no exterior, estágio em empresas de amigos. 
Mas, ao dar tudo a eles, esqueci de dar um leão para cada, que era o mais importante. 



Meu jovem, aprendi que somos o resultado de nossos desafios...

(Autor desconhecido)