sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Ossobuco ao vinho tinto


"Hoje é dia de vinho (...), alegria e risadas.
Véspera de sermões e muita água mineral."

( Lord Byron )

Depois de duas semanas de abstinência, pelo menos nas quintas-feiras, voltamos em grande estilo. Boa comida e ótimos vinhos. Novidade!
O primeiro prato da noite foi ossobuco ao vinho tinto com polenta frita e arroz com legumes ao curry. O vinho que harmonizou com o prato foi o excelente Palo Alto.

Em seguida para acompanhar o também excelente vinho Casa Lapostolle, uma tábua de pão italiano com patês e finas fatias de tender. Grande noite!


PALO ALTO RESERVA
Produtor: Palo Alto (Concha y Toro)
País: Chile
Região: Maule
Safra: 2008
Tipo: Tinto
Uvas: Cabernet Sauvignon, Carmenère e Syrah
Teor Alcoólico: 13.5 % Vol.
Importador: Expand
Degustação: Aromas de frutas negras, amoras e notas de chocolate acompanham um intenso e elegante tostado. No paladar, bom corpo, leve, balanceado e persistente.

CASA LAPOSTOLLE CABERNET SAUVIGNON
Produtor: Casa Lapostolle
País: Chile
Região: Vale do Rapel
Safra: 2007
Tipo: Tinto
Uva: Cabernet Sauvignon 85% + Carmenère 15%
Teor Alcoólico: 14% Vol
Importador: Mistral
Degustação: Um vinho que já foi eleito simplesmente como o "Melhor Best Buy do Ano" no mundo todo para a revista Wine Enthusiast, ele "é intenso e pleno, um Cabernet com toda a força. Traz uma maturidade e uma qualidade raramente alcançada por outros na mesma faixa de preços" (Mistral)

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Novas opções de transporte para São Paulo


Bastou chover um pouco mais forte em São Paulo para as ruas já ficarem alagadas. Eu mesmo, um dia destes, fui vítima do problema. Agora, após ver o vídeo, já estou pensando em trocar de carro. O vídeo que mostro a seguir nos dá uma ótima opção para driblar as enchentes desta época do ano. De acordo com o e-mail que recebi do amigo Douglas, a proeza se deu em Taperoá, sabe-se lá onde fica isso...




quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

A teoria da relatividade – Por Luciano Pires


"Não existe nada absoluto, tudo é relativo.
Por isso devemos julgar de acordo com as circunstâncias."
( Dalai Lama )

A teoria da relatividade – Por Luciano Pires

Um dos filmes que mais causaram impacto em minha vida foi "Em algum lugar do passado", com Christopher Reeve, uma história de amor lindíssima, em que um escritor apaixona-se pela foto de uma atriz dos anos vinte. Uma paixão tão avassaladora que ele acha uma forma de voltar ao passado para encontrar a moça e viver uma história de amor emocionante. O filme é lindo, a trilha sonora é fabulosa e o tema, instigante: viajar no tempo. Quando Albert Einstein anunciou a sua Teoria da Relatividade, em 1905, viajar no tempo - pelo menos em teoria - deixou de ser algo impossível. Pois outro dia observei uma foto de um grupo de amigos na reunião de comemoração de 30 anos de minha formatura no colégio. Olhei aqueles senhores de cabelos brancos, gordos e carecas e imaginei o que aconteceria se a foto pudesse ser vista por eles quando tinham 16 anos. Já pensou? Você poder ir até o futuro e olhar onde estará, que rumo sua vida tomou?
Imaginei então uma situação interessante. Alguém inventa uma máquina do tempo. E vai testar. Escolhe uma data aleatória - 1989, por exemplo - e aperta um botão. A máquina traz para o presente ninguém menos que Luis Inácio Lula da Silva. Aquele de vinte anos atrás. Lula chega meio zonzo:
- O que é isso, companheiro?
Sem entender o que acontece, Lula é recebido com carinho, toma uma água, senta-se num sofá e recupera o fôlego.

- Onde eu tô?

- No futuro, Presidente. Colocamos em prática a Teoria da Relatividade!

- Futuro? Logo agora que vou ganhar do Collor, pô! Me manda de volta pro passado! Zé Dirceu! Zé? Cadê o Zé?

- Calma, Lula. Aproveite para dar uma olhada no seu futuro. Você é o presidente da República!

- Eu ganhei?

- Não daquela vez. Mas ganhou em 2002. E foi reeleito em 2006!

- Reeleito? Eu? Deixa eu ver, deixa eu ver!!!

E então Lula senta-se diante de um televisor de plasma. Maravilhado, assiste a um documentário sobre os últimos 20 anos do Brasil. Um sorriso escapa quando a eleição de 2002 é apresentada.

- Pô, fiquei bonito! Ué. Aquela ali abraçada comigo não é a Marta Suplicy?

- Não, Presidente, é a Marisa Letícia.

- Olha! Eu e o Papa! E aquele ali, quem é?

- É George Bush, o Presidente dos Estados Unidos!

- Arriégua! Êpa! Mas aquele ali abraçado comigo não é o Sarney? Com a Roseana? E o que é que o Collor tá fazendo abraçado comigo? O que é isso? Tá de sacanagem?

- Não, presidente. Esse é o futuro!

- AAAAhhhhhh! Olha lá o Quércia me abraçando! O Jader Barbalho! Cadê o Genoíno? Cadê o Zé Dirceu?

- O senhor cortou relações com eles.

- Meus amigos? Me separei deles e fiquei amigo do Quércia?

- Pois é...

- E aqueles ali? Não são banqueiros? Com aqueles sorrisos pra mim?

- Estão agradecendo, Presidente. Os bancos nunca tiveram um resultado tão bom como em seu governo.

- Bancos? Os bancos? Você tá de sacanagem. Sacanagem!

- Calma, Presidente. O povo está gostando, reelegeram o senhor com mais de cinqüenta milhões de votos!

- Mas não pode! Cadê os proletários? Só tô vendo nego da elite ali. Olha o Vicentinho de gravata! E o Jacques Wagner também! Mas que merda é essa?

- É o futuro, Presidente.

- E o Walter Mercado? Tá fazendo o quê ali?

- Aquela é a Marta Suplicy, Presidente.

- Ah, não. Não quero! Não quero! Não quero aquele meu terninho. Não quero aquele cabelinho. Não quero aquela barbinha. Desliga isso aí!

- Mas Presidente, esse é o futuro. O senhor vai conseguir tudo aquilo que queria.

- Não e não. Essa tal de teoria da relatividade é um perigo.

- Perigo?!

- É. As amizades ficam relativas. A moral fica relativa. As convicções ficam relativas. Tudo fica relativo.

- Bem-vindo a 2007, Presidente.


Este artigo é de autoria de Luciano Pires ( www.lucianopires.com.br) e está liberado para utilização em qualquer meio, contanto que seja citado o autor e não haja alteração em seu conteúdo.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Parte 5 - Quinto contato




Na verdade, de quando escrevo. Estou dando voltas, não quero tirar-lhe o chão de uma vez. Como falei no início da carta, você está com catorze anos. Eu, com trinta e sete. Por mais absurdo que possa parecer, talvez já tenha compreendido o que está acontecendo. Se ainda não, já é hora de saber. Para continuarmos, você precisa conhecer a verdade. Espero que não fique chocado. Conhecendo você, duvido muito. Sem enrolar mais, digo a você o que talvez já desconfie. Somos a mesma pessoa. Estamos separados vinte e três anos no tempo. Pode parecer clichê, mas eu sou você amanhã. Não me pergunte como isso é possível. Também não tenho a menor idéia. Em 2009, viagens no tempo ainda não são possíveis. Digo ainda, pois se você está lendo esta carta significa que em algum lugar no futuro será possível alcançarmos o passado. A idéia de lhe escrever me ocorreu e o fiz sem saber ou mesmo acreditar que um dia esta carta chegaria à suas mãos. Também não sei quem conseguiu lhe enviar esta carta. Nem como ou quando foi possível fazê-lo. Quem sabe?
Você não faz idéia de quantas coisas gostaria de falar. Talvez possa imaginar. Tenho, muitas vezes, que frear meu ímpeto ao escrever e não contar alguma coisa que você mesmo precise descobrir. Mas, já falei sobre isso anteriormente. As experiências que serão vivenciadas por você no futuro, são muito importantes e deverão ser vividas intensamente. Mas, tenho muito a lhe dizer. Talvez, com a sua ajuda, possamos exorcizar alguns fantasmas. Talvez, agora, acredito ser necessário dar-lhe um tempo para assimilar melhor o que acabo de contar. Mudarei um pouco de assunto. Você deve estar precisando, urgentemente, respirar. Não tente achar respostas. Fico pensando o que devo fazer para você acreditar em mim. Acredite, esta é a pura verdade.



domingo, 13 de dezembro de 2009

A verdadeira essência...


"As pessoas viajam para admirar a altura das montanhas, as imensas
ondas dos mares, o longo percurso dos rios, o vasto domínio
do oceano, o movimento circular das estrelas e, no entanto elas
passam por si mesmas sem se admirarem.”
(Santo Agostinho)


Quando um pequeno gesto é realizado com o coração, ele se tornará tão importante que será capaz de realizar grandes transformações. Antoine De Saint Exupéry ensina que "A verdadeira solidariedade começa onde não se espera nada em troca." Palavras simples e verdadeiras. Fazem-nos refletir. Nos momentos mais difíceis e inimagináveis, descobrimos do que o espírito humano é capaz. Vivemos em um mundo, no qual as pessoas estão separadas por diferentes ideologias, crenças, gostos, religiões, raça, sexo. Diferenças que parecem nos distanciar cada vez mais. Cada um vive em seu próprio mundo. E o nosso mundo tornou-se um lugar desconhecido e vazio.
Ah! O ser humano! Quando parece que estamos perdendo a fé na humanidade, o ser humano é capaz de revelar sua verdadeira essência. William James disse, com propriedade, que "Não existe outra causa para o fracasso humano senão a falta de fé do homem em seu verdadeiro ser.” Não tenho palavras para descrever o quanto estou surpreso e agradecido. Em um momento tão delicado, quando parecia não haver paredes para me apoiar e nem um chão que me sustentasse, descobri que não estou só em meu pequeno mundo. Meu mundo pode ser pequeno, mas é habitado por pessoas de corações enormes. Um gesto de carinho, uma mão estendida ou uma palavra de conforto. Um amigo que retorna, pois sabe o quanto sua presença é importante. Uma atitude impulsiva de uma pessoa desconhecida ou alguém; de quem nada se espera. Um olhar mais doce; apenas um olhar, já é suficiente. Um telefonema, uma oração; muitas orações. Todas as religiões. Solidariedade verdadeira. E a família? Os laços que nos une, certamente, não são apenas os sanguíneos. A cada passo, estarão ao nosso lado. Quando caímos, é deles a primeira mão a nos levantar.
Diz o ditado que a fé remove montanhas. Nunca duvidei. Estou aqui, sentado no cume de minha montanha sem saber muito bem o que fazer, mas acreditem; ela se moveu. Não está mais no lugar em que se encontrava. Muitas mãos a empurraram. Não há diferenças, apenas corações solidários. Jamais esquecerei cada rosto. Cada pequeno gesto. Cada grande atitude. Serei eternamente grato. Seremos eternamente gratos. Com certeza, estamos mais fortalecidos. Com certeza, não estamos sozinhos...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Era uma vez no oeste...


“Vi três casacos iguais
a esse há pouco tempo, esperando um trem.
Dentro dos casacos, havia três homens.
Dentro dos homens, três balas”
(do filme Era uma vez no oeste)

Era uma vez no Oeste. Obra prima de Sergio Leone. Como o próprio diretor definiu: o filme é uma ópera de violência. A cena escolhida é a sequência inicial do filme. A direção de Leone é brilhante. Irreparável. A cena é um pouco longa. Não consegui escolher um ponto certo para cortar. A maneira como o diretor destaca as expressões faciais, os closes e o som são de cair o queixo. A parte com a mosca é antológica. Impagável. Reparem, no início do filme, a utilização do sons naturais. A trilha sonora do filme é assinada pelo gênio Ennio Morricone. Em minha opinião, entre as melhores da história do cinema. Assistam a cena e atentem para cada detalhe. Valerá cada minuto.



A divina comédia


A idéia veio de uma mania minha. Quem me conhece sabe que não apenas sou um leitor inveterado como também possuo muitos livros. Invariavelmente tenho como costume abrir um livro em uma página qualquer e ler o seu conteúdo. Não me pergunte à razão. Não existe nenhuma. Por motivos óbvios, adotarei sempre a página 72 de qualquer livro para transcrever seu conteúdo aqui no blog.. Talvez a idéia não seja das melhores, mas vamos ver para onde ela nos levará. Não escolherei o conteúdo. Pegarei um livro e abrirei na página 72. Simples assim. Vejamos o que acontece.

Do livro: A divina comédia de Dante Alighieri

“Grande cautela e igual prudência devem ter os homens quando lidam com os que enxergam não somente as coisas, mas percebem também o que se pensa. Pois me disse o mestre: O que tens no pensamento, logo mais verás realizado. Surgirá depressa o que espero.
O homem discreto evita sempre dizer a verdade quando ela venha a parecer mentira, a fim de não ser injustamente tido por mentiroso. Mas nada posso omitir, leitor, do que vi. Pelos cantos desta comédia eu juro – possam eles receber o teu agrado - vi subir, nadando com asas por aquele ar pastoso, escuro, uma figura de tal modo assustadora que ao peito mais valoroso e forte causaria espanto. Subia, como o marujo que mergulhou para desprender a âncora presa por ocultos embaraços e que, subindo, encolhe as pernas e estende os braços.” P. 72