terça-feira, 24 de novembro de 2009

Primeiro contato



"Aquele que controla o presente, controla o passado. 
Aquele que controla o passado, controla o futuro." (George Orwell)

Querido Emerson Batista

Pode parecer estranho estar lhe escrevendo desta maneira. Apesar de já me conhecer você não tem a menor ideia de quem sou, ou melhor, de quem me tornei. Talvez esta seja uma das razões que me fizeram lhe escrever. Já faz algum tempo que venho querendo fazê-lo, mas estava indeciso sobre o momento certo. Esperei; primeiro até estar pronto para realmente estar maduro o suficiente para ajudá-lo nas decisões que precisará tomar. Em segundo, ainda tinha dúvidas sobre quando você deveria receber esta carta. E, por último e talvez mais importante: se deveria ou não fazê-lo.
Decidi enviá-la agora que você completou catorze anos. O ano, como você bem sabe é 1986. Não foi nada fácil escolher a idade certa. Mais difícil ainda foi fazer a carta chegar até você. Para falar a verdade não tenho a menor idéia de como ou quem conseguiu fazê-la chegar à suas mãos. Em 2009, ano que lhe escrevo, ainda não era possível. Mas, estou feliz por ter conseguido. Não se assuste. Sei que pode parecer inverossímil para você, mas logo saberá que as coisas acontecem de maneira muito rápida e acredite, o que tenho para lhe contar poderá ser de grande ajuda. Não! Não é nenhuma brincadeira. Ninguém melhor do que eu para saber o quanto você é desconfiado a respeito de tudo.
Desculpe se serei um pouco rude, mas não tenho outra maneira para lhe dizer isso. Você não sabe de nada. Acalme-se. Se bem me lembro eu ficaria muito irritado se me falassem desta maneira. Quero dizer, você ficaria irritado. Confesso que mudei um pouco. Estou bem mais calmo hoje em dia. Você sempre foi atrás de todos os seus sonhos. Mas não escrevi para falar do futuro. Você terá que descobri-lo sozinho.
Mas devo alertá-lo. Não se...




domingo, 22 de novembro de 2009

Vida é sinônimo de mudança



Áudio: Journey-Don't Stop Beliving

“A crença na magia, como a crença no milagre, nasce da visão de um universo no qual os desejos e as emoções podem alterar os fatos. A ciência diz que isto não é verdade. O senso comum continua, teimosamente, a crer no poder do desejo. Freud disse mesmo que esta é a crença fundamental por detrás do comportamento neurótico. Isto parece nos levar à conclusão de que o pensamento mágico e o pensamento científico moram em mundos distantes. (...)”. (Rubem Alves)

Apesar de acreditar, não posso afirmar que os desejos e as emoções podem alterar os fatos, mas tenho certeza que para mudá-los temos que tornar estes dois mundos, o do pensamento mágico e do pensamento científico, cada vez mais próximos.
Dushkin nos ensina que “Vida é sinônimo de mudança. (...)”, Não acredito que as mudanças virão simplesmente através de mágicas ou milagres. Não se engane, não estou dizendo que não acredito em milagres. Muito pelo contrário. Espero por eles todos os dias. É preciso saber reconhecê-los. Eles estão nas coisas mais simples. Nas conquistas diárias. Nas portas abertas ou mesmo nas fechadas. Na mão que se estende de maneira inesperada. Em uma palavra ou em um gesto qualquer. Não importa.
Nossa atitude também é fundamental. Tenho fé. Minha fé não me deixa duvidar nunca. Como poderia? Sim, eu acredito realmente que os desejos e as emoções podem alterar os fatos. No final imagino que estes mundos não se encontram tão distantes assim. Estão mais próximos do que podemos imaginar. Talvez, até mesmo, um dependendo do outro. Talvez nós, sejamos a ponte entre eles. Sei que o assunto é delicado. Espero poder expressar, com clareza, meu ponto de vista. Por outro lado não poderia ficar calado. Enfim! Com o risco de estar exagerando nas citações, não resistirei e utilizarei mais uma. Para encerrar. Druyére disse que “Nenhuma estrada é comprida demais para o homem que avança deliberadamente e sem pressa. E nenhuma honra está distante demais para o homem que se prepara para elas.” É, estarei sempre nesta estrada. Avançando a cada passo. Vivendo cada dia. Com muita honra...


Bibliografia:
ALVES, Rubem. Filosofia da ciência. – introdução ao jogos e suas regras. São Paulo, 1988. Editora Brasiliense. 11ª edição.

sábado, 21 de novembro de 2009

Silêncio por favor!


"Estamos ameaçados por duas calamidades: a ordem e a desordem."
( Paul Valéry )


Tratando-se de educação, a didática é fundamental para o êxito em relação aos objetivos a serem alcançados. Espere! Está parecendo conversa de professor (e é mesmo) em reunião pedagógica. Não é nada disso. O assunto realmente é sobre a didática. Tenha um pouco de paciência e você compreenderá. Antes, vamos entender um pouco mais sobre o assunto. "Do grego didaskein, significa ensinar. 1. Arte e técnica de ensinar, de dirigir e orientar a aprendizagem. 2. O estudo dessa técnica." Bom, toda essa pedagogia para tentar entender o que se passou no vídeo (que mais uma vez recebi do amigo Marcel). Juro que não tentarei nada parecido com meus alunos. Eles ficam em silêncio (ou quase) quando conto até três. Mas ao assistirem ao vídeo reparem: Em primeiro, na professora... One... two... three. Depois, na lousa… os seis pilares. E, por último e o melhor de todos... no mascote.




sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Noite de Lapostolle


Grande noite! Para começar, o Reinaldo se lembrou do amigão que sempre pergunta se a boa cervejinha é apreciada nos encontros de quinta-feira. Então amigão, o primeiro prato foi em sua homenagem. Veja o que acha. Batatas assadas, finamente temperadas. Harmonizada com a boa Bohemia Oaken. Com a cerveja na mão, fomos para cozinha e preparamos: Tiras de contra-filé com molho de creme de leite e um toque de mostarda. Para acompanhar, as batatas assadas e arroz com milho verde.


O vinho escolhido para harmonizar com o prato (deveríamos ter escolhido um tinto) foi:

PORTA DA RAVESSA
2007 – Branco
Origem: Portugal - Alentejo.
Castas: Roupeiro, Fernão Pires e Arinto.
Teor Alcoólico: 12,5% Vol.
Prova: Apresenta cor amarela citrina, aroma intenso e frutado, sabor leve e fresco (ver ficha técnica).

No segundo vinho degustado, optamos por degustá-lo sem nenhum acompanhamento. Há muito tempo queríamos experimentar este vinho. Foi o que fizemos.

CASA LAPOSTOLLE MERLOT
2007 – Tinto
Origem: Chile - Vale do Rapel
Castas: 85% Merlot e 15% Cabernet Sauvignon
Teor Alcoólico: 13,5% Vol.
Prova: A uva Merlot é uma das grandes especialidades da Casa Lapostolle, mostrando grande caráter varietal e profundidade. Uma das escolhas mais "sólidas" para a Wine Spectator, este saboroso tinto é elegante, macio e bem equilibrado. Robert Parker já descreveu seu bouquet como "quase de um borgonha" e elogiou o corpo " concentrado e harmonioso, com taninos soberbamente maduros".


Para terminar a noite, creme de papaia de sobremesa e o tradicional café.


quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O poderoso chefão


"Bonasera. Bonasera. O que fiz para que me trate com tanta falta de respeito?"
(Don Corleone em O poderoso chefão)

Tenho tentado evitar ser óbvio na escolha das cenas. Não que tenha alguma importância. Tenho guardado algumas cenas que verdadeiramente adoro, esperando o momento certo de publicá-las. Mas me dei conta que não tenho nenhum motivo para fazê-lo. Portanto a cena desta semana é de um dos filmes mais premiados e cultuados da história do cinema. O poderoso chefão, de Francis Ford Coppola. O filme é baseado no livro de Mario Puzo. A cena escolhida dá, na medida certa, a idéia do brilhantismo alcançado pelo diretor, atores, música, etc... Chamo a atenção para, em primeiro lugar, a direção de Copolla. A maneira que o diretor conduz a cena é de uma genialidade poucas vezes encontrado no cinema. E, em segundo lugar, Marlon Brando. O ator tornou imortal o personagem Don Corleone. Enfim! Chega de papo furado. Vejamos a cena...




terça-feira, 17 de novembro de 2009

Manuelzão e Miguilim


A idéia veio de uma mania minha. Quem me conhece sabe que não apenas sou um leitor inveterado como também possuo muitos livros. Invariavelmente tenho como costume abrir um livro em uma página qualquer e ler o seu conteúdo. Não me pergunte! Não existe nenhuma razão. Por motivos óbvios, adotarei sempre a página 72 de qualquer livro para transcrever seu conteúdo aqui no blog.. Talvez a idéia não seja das melhores, mas vamos ver para onde ela nos levará. Não escolherei o conteúdo. Pegarei um livro e abrirei na página 72. Simples assim. Vejamos o que acontece.

Do livro: Manuelzão e Miguilim de João Guimarães Rosa

“(...) Então, mas por que é que Pai e os outros se praziam tão risonhos, doidavam, tão animados alegres, na hora de caçar atôa, de matar tatu e os outros bichinhos desvalidos, Assim, com o gole disso, com aquela alegria avermelhada, era o que o demônio precisava de gostar de produzir os sofrimentos da gente, nos infernos? Mais nem queriam que ele Miguilim tivesse pena do tatu – pobrezinho de Deus sozinho em seu ofício, carecido de nenhuma amizade. Miguilim inventava outra espécie de nojo das pessoas grandes. Crescesse que crescesse, nunca havia de poder estimar aqueles, nem ser sincero companheiro. (...)” (p.72)

Como animar uma festinha...


"Aflige-te uma vergonha injustificada por teres medo de parecer louco entre loucos."
(Horácio)

Um ato isolado de um ser débil é fácil e pode ser explicado de diversas maneiras. Mas explicar a insanidade coletiva instaurada a partir de um indivíduo completamente desmiolado desafia os maiores catedráticos na psique humana. Caso ainda haja alguma dúvida, o vídeo abaixo é capaz de lançar uma luz sobre a questão. Assim, se não for incomodo demasiado, peço a ajuda do fiel leitor destas Reminiscências. Não tentem explicar-me às razões do primeiro ser causador de tamanho “furdúncio”. Gostaria de entender o que motivou os demais. Bem, talvez não precisassem de muita motivação. De qualquer maneira, não consigo entender ou colocando de outra forma, custo a acreditar. O vídeo foi gravado durante o Sasquatch Festival. Tudo ia muito desanimado até que...