sábado, 2 de janeiro de 2010

Envelhecendo em um minuto...


...5... 4... 3... 2... 1... Adeus ano velho. Feliz ano novo. Pois é, nem bem começou o ano e diversas catástrofes acontecem pelo Brasil afora. O que fazer? Meu primeiro dia do ano começou com a notícia da pousada que desabou em Ilha Grande. Meu irmão está em Ilha Grande! Celular. Caixa postal. Ligo para minha irmã. Ela consegue falar com ele. Ufa! Vamos continuar comemorando então. Desta forma acabaremos todos envelhecendo mais rápido. Em um minuto fiquei mais velho. Encontrei este vídeo na internet. Mais um.
Envelhecendo em um minuto. Encontrei apenas a versão dublada. Uma pena.




sábado, 26 de dezembro de 2009

Parte 6 - Sexto contato...


...é a pura verdade.
Talvez, haja uma maneira de fazê-lo acreditar. Sinto saudades de muitas coisas. Uma em especial. Para você ainda é recente, mas para mim já faz muitos anos. Apesar do pouco tempo, sei que também já guarda, desde cedo, esta saudade com você. Saiba que ela será cada vez maior. Lembro quando, sozinho, jogava bola no salão da vovó. Passava horas lá, chutando a bola em um jogo imaginário. Meus companheiros eram as paredes; o gol o espaço entre as pernas de uns banquinhos com o estofamento laranja que a vovó mesmo havia encapado. Ainda devem estar lá no salão ou não? Mas em 2009 eles já não existem. Ali, fui craque de bola. Ganhei campeonatos, vesti a camisa da seleção e virei ídolo da nação. Descalço, com os pés imundos não via a hora passar. Não tinha preocupações ou angústias. A cada intervalo do jogo, uma corrida rápida até a geladeira da vovó atrás de uma fruta que nunca faltava por lá. Se fosse época de natal, sempre tinha uma ameixa vermelha que ela sabe o quanto adoramos. Ou, uma garrafa de caldo de cana e uns pastéis já frios quando ela voltava da feira. A banana que retirava ainda da sacola dela nunca terá o mesmo gosto. Até hoje gosto de comer pastel frio. Hoje, quando lembro, tenho vontade de chorar. Não de tristeza. Não por, hoje, saber o que a vida me reserva. Pode ser uma recordação boba; de criança. Mas, são lembranças boas. Sei o quanto está sendo difícil para você abandonar esta fase da vida. Parece ser um dilema. Mas, não se engane. Para deixar de ser criança, não é necessário perder esta inocência. A vida se encarregará disso. Não se preocupe em fazê-lo. Talvez seja, ainda, a única coisa que lhe prenda ao universo infantil...

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Férias frustradas de natal


"O cineasta não deve fazer só filme,
ele deve se interrogar sobre a sociedade em que vive. "
( Jean-Jacques Beineix )

Dizem que as famílias são todas iguais. No fundo, a afirmação tem lá sua verdade. Sendo assim, o natal possui alguns elementos peculiares que cada um, tenho certeza, se identificará na cena reminiscente desta semana. O filme é Férias frustradas de natal. Chevy Chase como Clark Griswold está impagável. A cena, uma de muitas do filme que poderiam ser escolhidas, é emblemática e claro muito hilária. Quando me lembro de um filme de natal, é neste que penso em primeiro lugar. O filme mostra o natal da família Griswold. Férias frustradas de natal pode exagerar na dose, mas não é muito diferente do natal de todo mundo. Todos somos um pouco como os Griswold's.



quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Campo de batalha...


"Sorrir é como se o corpo humano
abanasse sua cauda."
( Anne Wilson Schaef )

Bom... Simplesmente assistam ao vídeo.





segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Papai Noel no século XXI


"O Natal é um tempo de benevolência, perdão,
generosidade e alegria. A única época que conheço,
no calendário do ano, em que homens e mulheres parecem,
de comum acordo, abrir livremente seus corações."
( Charles Dickens )



Não quero parecer inocente. Acreditar cegamente no espírito natalino seria ignorar o que realmente acontece. Escreverei a partir do ponto de vista de uma criança. Estas sim são inocentes. Ou quase. Ainda bem. O natal, para qualquer garoto, sempre foi uma época mágica. Não só pelos presentes. Também por eles, claro. A família reunida, para uma criança, é um momento de alegria. Ela ainda não tem idade para entender o mundo dos adultos. As brigas, as diferenças e tudo que é varrido para debaixo do tapete na noite de natal não é percebido ou sentido pelas crianças no natal. Pelo menos, não no natal. Poucas pessoas ainda lembram-se, hoje em dia, da verdadeira razão do natal.
Mas não é sobre isso que quero falar. O que realmente quero falar é sobre o papai Noel. Sim, o simpático velhinho. Na verdade, o natal perdeu muito sentido para mim quando descobri que ele não existia. Gostaria de acreditar nele até hoje. Um dia destes, pensando em seu presente, meu filho me perguntou: “Pai, o papai Noel trás o brinquedo que a gente quiser?” Ao ouvir a pergunta acendeu-me a luz vermelha. Era necessário muito cuidado com a resposta. O raciocínio dele está correto. É só escrever a cartinha e ho ho ho... Usei todos os meus argumentos para tentar explicar que não era bem assim. Depende do preço do presente e coisa tal. Ainda criança, aprendi que o papai Noel morava no pólo Norte e no dia de natal ele montava em seu trenó puxado pelas renas e de casa em casa distribuía os presentes. Não sei, mas alguma coisa aconteceu desde então. O bom velhinho deve estar pagando aluguel, o trenó deve utilizar gasolina, aquela roupa vermelha é de alguma grife famosa, não sei; enfim, o custo de vida do velho Noel deve ter aumentado e muito. Andando no shopping um dia destes e lá estava ele. Sentado, em sua cadeira, aguardava as criançinhas que faziam fila para tirar uma foto em seu colo acolhedor. Meu filho, ao vê-lo, logo falou: “Olha o papai Noel, quero ir lá”. Claro, como poderia ser diferente? Nas últimas semanas não falou em outra coisa. Escreveu até a famosa cartinha. Quando nos aproximamos, vi que havia uma corda de isolamento e a placa que anunciava: Uma foto quinze Reais. Duas fotos vinte e cinco Reais. Mais uma vez precisei usar todos os meus argumentos para tentar explicar que não seria possível ver o velhinho. Será que devia dizer logo que papai Noel não existe? Como falei, não quero parecer inocente. Sei que vivemos em um mundo capitalista e tudo não passa de uma jogada de marketing para vender mais e aumentar o faturamento. É; eu sei. Mas me pergunto: o que estamos fazendo com o natal? Aonde tudo isto vai nos levar? Ou melhor: levarão nossos filhos. Ultimamente, meu espírito natalino havia se revigorado principalmente em função do meu filho. Para as crianças, o natal ainda é mágico. É mágico por que são inocentes. Mas não devemos confundir inocência com burrice. Não vai demorar muito para perceberem. Se ainda hoje o natal sobrevive, é principalmente em virtude de nossas recordações de crianças. Estamos conseguindo acabar também com as recordações. Elas deixarão de existir. Quais serão as recordações dos futuros pais? Então, para que ninguém esqueça, responda a pergunta: o que é o natal?

domingo, 20 de dezembro de 2009

Presente para a vovó...


"Daqui vinte anos você estará mais decepcionado pelas coisas que você não fez do que pelas coisas que você fez. Portanto livre-se das bolinas. Navegue longe dos portos seguros. Pegue os ventos da aventura em suas velas. Explore. Sonhe. Descubra."
( Mark Twain )

Está certo que a expectativa de vida vem aumentando nos últimos anos. Segundo o IBGE, a esperança de vida estimada ao nascer no Brasil, para ambos os sexos, é de cerca de setenta e três anos. Sendo assim temos que concordar que chegar aos cem anos de idade é um privilégio para bem poucos. Mais do que isso, completar um século de vida e ainda em perfeita saúde é bastante raro.
Pois em Macapá, Aída Gemaque Mendes, a vovó Iaiá, foi além. Aos cem anos de idade realizou, segundo a reportagem, um sonho antigo (e deve ser antigo mesmo). A vovó ganhou de presente do neto um salto de paraquedas. Podem acreditar, passou no Jornal Nacional e o vídeo está aí para mostrar que não fiquei maluco. Aliás, na história, não sou eu o desmiolado. Para falar a verdade não sei se é ela ou o netinho. Estava pensando que presente deveria comprar para minha avó neste natal. Agora estou na dúvida entre os saltos de paraquedas ou de bang-jump. Vou pensar um pouco mais... Após o salto a vovó Iaiá agradeceu: “Obrigada meu Deus. É bom demais.” Imagino que o agradecimento não seja apenas pelo salto realizado. Vovó Iaiá tem muito a agradecer...

"Evitar o perigo não é, a longo prazo, tão seguro
quanto se expor ao perigo. A vida é uma aventura
ousada ou, então, não é nada. "
( Helen Keller )




sábado, 19 de dezembro de 2009

Amargo pesadelo


"... Da alegria meio histérica das primeiras corredeiras percorridas
de barco aos porres homéricos à luz de fogueiras, da escuridão
congelante da floresta à noite ao terror de ver todo o planejamento
ir água abaixo devido a um incidente trivial, o filme é obra-prima
do cinema de ação, do começo ao fim." (Rodrigo Carreiro)

Amargo pesadelo (Deliverance). Faz muito tempo que assisti ao filme. Em minha lembrança o filme é realmente amargo. Não que seja ruim. Muito pelo contrário. A história é pesada e tensa. A cena reminiscente escolhida não traduz o que está para acontecer dali para frente no filme. A cena é ótima, vale a pena ser vista.