sábado, 16 de janeiro de 2010

Assim é...

"Um amigo verdadeiro não te visitará na prosperidade a menos que o convides; mas quando estás na adversidade, visitar-te-á sem ser convidado." ( Autor Desconhecido )

Finca La Linda Malbec 2007


"Os homens se assemelham aos vinhos:
a idade estraga os maus e melhora os bons."
( Marie von Ebner-Eschenbach )

Nesta quinta, nada de muito elaborado. Nada de diferente. Não precisou. Apenas bons vinhos. Já é suficiente. Na tábua para acompanhar o motivo destes encontros semanais tínhamos: tender, um ótimo pão português e biskui’s, e ainda dois patês. Os vinhos... ah os vinhos! Sempre acabamos sendo surpreendidos de alguma maneira. O segundo vinho da noite estava acima de nossas expectativas. Uma excelente relação custo/benefício.


1) CONSINO MACUL

Tinto – 2006
Produtor: Consino Macul
País: Chile
Uvas: Cabernet Sauvignon
Teor Alcoólico: 14 % Vol.
Degustação: Muita fruta. Um vinho redondo, fácil de beber. Cabernet Sauvignon no melhor estilo.

2) FINCA LA LINDA
(o vinho merece uma ficha técnica um pouco mais aprofundada)

Tinto – 2007
Produtor: Luigi Bosca
País: Argentina
Região: Comunidade de Luján de Cuyo, distante 15 km ao sul da capital Mendoza. Altitude 960m, sobre a encosta leste da montanha. Proprietária do vinhedo desde 1905.
Uvas: Malbec
Envelhecimento: 3 meses em carvalho francês de segundo uso.
Teor Alcoólico: 14 % Vol.
Degustação: Cor vermelho-rubi intensa. Percebem-se aromas de ameixas maduras, cerejas e especiarias doces. Na boca os taninos se mostram aveludados, típicos da Malbec. De boa estrutura, fino e moderno. Vinho moderno e encorpado, com aromas clássicos de ameixa e cereja madura, e taninos muito sedosos. (Fonte: Decanter Vinhos)

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Os intocáveis



"O cinema possibilita o contar histórias diferentes
por mais que o tema seja o mesmo: flagrar o movimento do
homem rumo à redenção. Há sempre uma
alegoria por trás da história."
( Rob Cohen )
Quando comecei com a história das cenas reminiscentes, Os intocáveis era um dos filmes que me motivaram. Seguramente uma cena do filme deveria ser exibida por aqui. Não sei por que demorei tanto tempo para fazê-lo. Mas, como dizem, antes tarde do que nunca. Infelizmente, a cena não está legendada. Nela, Al Capone encarnado impecavelmente por Robert De Niro, fala sobre a importância do trabalho em equipe. A cena é forte. Violenta. E claro, inesquecível.



Incompreendidos...


"Quem não compreende um olhar,
tampouco compreenderá uma longa explicação."

( Mario Quintana )

Um jogo de futebol pode ser algo realmente muito sério. Pelo menos para a maioria de nós homens. É fato que muitas vezes não somos compreendidos pelas mulheres. Acho que às vezes é pura falta de sensibilidade. Outras, porque está no sangue mesmo. Ou é cultural. Da humanidade. No vídeo abaixo não sei bem qual caso se aplica. Tirem suas conclusões...



- Mamãe, mamãe... por que a noiva está vestida de branco?
- Porque é o momento mais feliz de sua vida.
- Ah! e por que o noivo está vestido de preto?
- Cala a boca!


terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Frases...


“Quando nada parece ajudar, eu vou ver o cortador de pedra
martelando sua rocha talvez cem vezes sem que uma só rachadura apareça.
No entanto, na centésima primeira martelada, a pedra se abre em duas,
e eu sei que não foi aquela a que conseguiu, mas todas as que vieram antes.”
(Jacob Riis)

A frase de Jacob Riis é uma de minhas preferidas. Sempre foi. Ou pelo menos desde que a li pela primeira vez. Não é necessário falar ou tentar dar nenhuma explicação a respeito das minhas razões. Simplesmente porque sou assim mesmo. Como na frase. Esta postagem era apenas para falar sobre as frases. Sim, as frases. Existe outra. Mas antes de revelá-la resolvi exibir um vídeo. Apenas para ficar mais interessante. O nome do vídeo é Pense na sua vida. Depois do vídeo leiam a outra frase e compreenderão.Clarice Lispector. Apenas leiam.



"Sonhe com aquilo que você quiser. Vá para onde você queira ir. Seja o quê você quer ser, porque você possui apenas uma vida e nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos. Tenha felicidade bastante para fazê-la doce. Dificuldades para fazê-la forte. Tristeza para fazê-la humana.E esperança suficiente para fazê-la feliz. As pessoas mais felizes não têm as melhores coisa. Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem emseus caminhos. A felicidade aparece para aqueles que choram. Para aqueles que se machucam. Para aqueles que buscam e tentam sempre. E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas. O futuro mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido. Você só terá sucesso na vida quando perdoar os erros e as decepções do passado. A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar duram uma eternidade. A vida não é de se brincar porque em pleno dia se morre."
(Clarice Lispector)

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Sétimo contato


CARO EMERSON. CONTINUO A ENVIAR-LHE AS CARTAS. APESAR DE DESCONHECER SEU CONTEÚDO, ESPERO QUE ESTEJAM SENDO DE GRANDE AJUDA.

Talvez seja, ainda, a única coisa que lhe prenda ao universo infantil que está a ponto de deixar para trás. Em bem pouco tempo ele ficará perdido em sua memória. Perdido não, guardado. Na verdade, pensei que seria mais fácil. Quando comecei a lhe escrever, tinha em mente tudo que gostaria de lhe contar. Agora, fico pensando exatamente o contrário. Penso sobre o que não devo lhe falar. Imagino o quanto é difícil para você entender. Deve estar neste momento, ávido por respostas. Seria o caminho mais fácil. Entendo. Mais confesso que não sei se seria o correto. Nunca foi minha intenção mudar quem você se tornou. Hoje, temo que possa fazê-lo através desta carta. Não farei. Giovanni Boccaccio escreveu que "É melhor arrepender-se por ter feito alguma coisa do que por não ter feito nada." Boccaccio viveu no século XIV, comparado a ele, a distância que nos separa parece de apenas algumas horas. Quero que você entenda, preciso ter cuidado. Tenho medo. Hoje, mesmo sabendo que gostaria de fazer algumas coisas diferentes, receio que tais mudanças possam interferir em outras que não mudaria jamais. Devo estar lhe deixando muito confuso. Estou confuso. Você se preocupa demais. Vai aprender a lidar com isso. Após mais de vinte anos, você aprendeu. Alguns livros ajudaram. Continue lendo-os. Mas, apesar de tudo vou lhe dar um conselho. Não será fácil colocá-lo em prática. Será preciso uma mudança de atitude. Hoje, você anda meio revoltado com tudo. Não é necessário negar. Você ainda não tem consciência disto. Terá que acreditar em mim. As coisas não são tão difíceis como pensa. Pelo menos, ainda não. Talvez jamais venham a ser. Elas se complicam muito na medida em que envelhecemos. O conselho que lhe darei, a princípio parecerá simples e até óbvio demais. Mas você precisa ouvi-lo. Não desperdice oportunidades. Elas aparecerão. Viva. Não hesite. Não tenha medo.

AGUARDE PRÓXIMA CARTA. ENVIAREI ASSIM QUE FOR AUTORIZADO.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Dublinenses


A idéia veio de uma mania minha. Quem me conhece sabe que não apenas sou um leitor inveterado como também possuo muitos livros. Invariavelmente tenho como costume abrir um livro em uma página qualquer e ler o seu conteúdo. Não me pergunte a razão. Não existe nenhuma. Por motivos óbvios, adotarei sempre a página 72 de qualquer livro para transcrever seu conteúdo aqui no blog.. Talvez a idéia não seja das melhores, mas vamos ver para onde ela nos levará. Não escolherei o conteúdo. Pegarei um livro e abrirei na página 72. Simples assim. Vejamos o que acontece.

Do livro Dublinenses de James Joyce

“(...) distanciava-se da vida antiartística e medíocre que levava. Uma luz começou a brilhar no fundo de sua alma. Não era muito velho – tinha trinta e dois anos. Podia-se dizer que seu espírito apenas alcançava a maturidade. Havia tantos sentimentos e impressões que desejava expressar em versos. Sentia-o dentro de si. Procurou analisar-se para ver se tinha uma alma de poeta. Melancolia era a nota predominante em seu temperamento. Mas essa melancolia, pensou, era moderada por acessos de fé, resignação e alegria singela. Se conseguisse expressar isto num livro de poemas, talvez o ouvissem (...)” (p. 72)