quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Cindy Lauper, 1989


Não à toa, este blog recebeu o nome de Reminiscências. Os lugares em que estive; as coisas que vi e as pessoas que comigo estiveram, ficaram e estarão sempre de maneira muito especial, retidas em minha memória. Não tenho certeza se conseguirei manifestar meus sentimentos através de palavras. Muitas vezes não. Mas é possível, ao menos, exibir alguns destes momentos. É o que acontecerá em Reminiscências de quem estava lá. Espero que também tenham a oportunidade de reviver algumas lembranças adormecidas...
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"Um homem sem
lembranças é um homem perdido."

( Armand Salacrou )


Ibirapuera, São Paulo, 1989. Na década de 80, As músicas de Cindy Lauper estavam sempre presentes. No rádio, em filmes ou mesmo na televisão. Lembro das duas pessoas que estavam ao meu lado durante o show. Mais de vinte anos se passaram e elas continuam aqui; ao meu lado. Estarão sempre. De uma maneira ou de outra. Vendo o vídeo do show, muitos sentimentos são trazidos à lembrança. São minhas reminiscências...



terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Rotinas...


"Não há nada de tão absurdo
que o hábito não torne aceitável".
(Erasmo de Rotterdam)


Talvez o hábito torne aceitável. Mas não deixa de ser absurdo. A foto abaixo é da Estação Sé do metrô em São Paulo. Ao observamos a foto por alguns segundos, acabaremos concordando com a frase acima. O hábito realmente torna aceitável. Ou não?

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Nove semanas e meia...

Alinhar ao centro
"O jovem tem todos os defeitos do
adulto e mais um:
o da imaturidade. "
(Nelson Rodrigues)

Mais uma cena reminiscente. Nove semana e meia de amor. O filme não foi nenhum sucesso de crítica. Muito pelo contrário. Mas gostaria de explicar que, quando assisti ao filme tinha catorze anos. O que pode explicar muita coisa. O filme e a cena foram de grande sucesso e utilidade entre muitos garotos da época. A cena? Bom, reveja você mesmo. Ou, se for um daqueles que detestaram o filme, deixem para lá...



domingo, 14 de fevereiro de 2010

Décimo contato...


DESTA VEZ, COM ALGUMA DIFICULDADE, ESTOU LHE ENVIANDO A CARTA DE NÚMERO DEZ. ESPERO ENCONTRAR MAIS FACILIDADE DA PRÓXIMA VEZ.

Falta o chapéu e poderá entrar para o bando. Pode parar. Não fique aí parado, em dúvida, olhando para os dedos. Vamos, siga logo meu conselho. Guarde-os em uma caixinha se assim preferir. Falando em ridículo, escolheu 1986 para ganhar todos os prêmios. Parabéns bobão. Desculpe, ao recordar de algumas coisas não consigo controlar minha irritação. Não vamos perder tempo. Pegue, na carteira, seu RG. Tentarei não comentar sobre esta carteira da OP (Ocean Pacífic) que você anda usando. Confesso que está difícil manter o controle. Você acabou de tirar o RG não é mesmo? Agora, olhe bem para ele e veja sua foto. Eu sei. Sentiu um calafrio? Eu ainda sinto. É horrível. Difícil acreditar que seja mesmo você. Em 2010, ainda uso este mesmo RG. Mesmo depois de tantos anos. Não estou brincando. Você ficou com preguiça de tirar outra fotografia, lembra-se? Você nunca fez outro. Sei que prometi não fazer revelações a respeito do futuro. Fiz uma agora. Apenas esta. Acredite; se você não resolver este problema, ficaremos com ele para sempre. Por enquanto é melhor deixarmos suas sandices e manias burlescas para depois. Não pense que acabou. Ainda não terminei. Em outra oportunidade retomamos.
Não fique magoado. Ficou? Dane-se. Azar o seu. Não tenho tempo para mimos idiotas. Como já falei, são fantasmas que precisamos exorcizar. O mundo vai mudar muito rápido. Você precisará estar preparado. Acredite. Devemos aproveitar cada bom momento. Muitos deles somente se tornam importantes depois de algum tempo. Quando o vivenciamos não temos consciência de sua importância. São apenas fatos banais em nosso dia a dia. Assim, acabamos passando por eles sem aproveitá-los. Então, um dia nos damos conta que estes momentos já fazem parte do passado. Poderemos apenas revivê-los em nossas lembranças. São as nossas idiossincrasias. É sobre elas que gostaria de falar agora.

AGUARDE PRÓXIMO CONTATO. UM ABRAÇO DE SEU AMIGO DISTANTE.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Nossa Língua Portuguesa


Com esta história de nova ortografia da língua portuguesa, é natural alguma dúvidas surgirem. É até óbvio. Querendo saber sobre as novas regras para o emprego do hífen na palavra dia a dia, fui consultar a internet. Encontrei um ótimo site sobre gramática. Chama-se Gramática on Line do Prof. Dílson Catarino. Já ouviram falar? Não? Muito esclarecedor. O texto elucidativo dizia o seguinte:

“Emprega-se o hífen nas palavras compostas por justaposição cujos elementos constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio, podendo-se dar o caso do primeiro elemento estar reduzido. Constituir uma unidade sintagmática significa pertencer a uma classe gramatical (substantivo, adjetivo, pronome, verbo, advérbio...) e semântica, ter um significado, ou seja, os elementos que formam a palavra composta são palavras existentes na Língua Portuguesa, a não ser os elementos reduzidos.”

Minha nossa! Preciso fazer mais algum comentário? Encontrei também um vídeo com uma aula do Prof. Dílson. Pois é, fiquei curioso. São apenas dois minutinhos. Assistam e vejam a empolgação da classe...



sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Lula e o Presidente da Suiça


"Em toda e qualquer cultura, imaginamos o
Universo governado por algo parecido com nosso próprio sistema político.
Poucos acham a similaridade suspeita".
(Carl Sagan)


Para o governante de uma nação é essencial o conhecimento de diferentes culturas. É importante conhecer aspectos sociais, políticos e geográficos. Tudo é importante para o líder de milhões. A Suíça, por exemplo, é importante saber que originou da tribo dos Helvécios que, obrigados a recuar pelo Exército de Júlio Cesar durante a batalha de Bribacte, acabaram se estabelecendo e originando assim importante país. Geograficamente a Suíça não é banhada pelo mar. Informação vital, que não escapou do conhecimento do atual governante supremo brasileiro que, elevado ao poder das camadas mais proletárias da nossa sociedade, vive em constantes viagens pelo bem da pátria. Enfim!

Em uma destas viagens, reuniu-se com o Presidente da Suíça, Durante a reunião, Lula apresenta os seus Ministros:

- Este é o Ministro da Saúde, este é o Ministro da Educação, este é o Ministro da Cultura, este é o Ministro da Justiça....

E assim foi.

Chegou a vez do Presidente da Suíça: - Este é o Ministro da Saúde, este é o Ministro da Fazenda, este é o Ministro da Justiça, este é o Ministro da Educação, este é o Ministro da Marinha...

Nessa altura, Lula não agüentou e começa a rir.

- Desculpe companheiro Sr. Presidente, mas para que o senhor tem um Ministro da Marinha, se o seu país não tem mar?

E o Presidente da Suíça responde:

- Quando Vossa Excelência apresentou os Ministros da Justiça, da Educação e da Saúde, eu não ri.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Novo sistema eleitoral


"Restaurar a democracia é restaurar a República.
É edificar a Nova República, missão que estou recebendo do povo
e se transformará em realidade pela força não apenas de um político,
mas de todos os cidadãos brasileiros." (Tancredo Neves)



Em 1983 Tancredo Neves foi um dos líderes das diretas já. Infelizmente, ou não, não viveu para ver no que se transformou sua luta pela democracia. Dizem que o Brasil é o país do jeitinho. Deve ser mesmo. Os políticos, após alguns anos, encontraram um jeitinho. Uma eleição atrás da outra e pouca coisa muda. Nada muda. Alianças e conchavos são feitos sem que tomemos conhecimentos. Esquerda, direito e centro parecem estar sempre na mesma direção. Escolher um candidato político não é fácil. Não é possível confiar neles. Alguém acredita no que nos dizem nas campanhas eleitorais? Claro que não. Alguém assiste ao horário eleitoral? Há quem veja. Mas a verdade é que ele não serve de parâmetro para conhecermos os candidatos. Há os debates. Mas com todos os assessores e marqueteiros que cercam uma candidatura, também é difícil vermos os políticos como eles devem ser na realidade. Não queria conhecer apenas a personagem. E sim o homem por trás da máscara.
A Rita Lee, que dispensa apresentações, deu uma brilhante idéia. George Orwell escreveu o livro 1984. Poucos conhecem. No romance, Orwell criou um personagem fictício denominado Big Brother. Todos conhecem. Gostem ou não. Para Rita Lee, o “Reality Show” não tem utilidade nenhuma. Serve apenas como entretenimento, o que já é questionável. A idéia sensacional dela é pegarmos todos os candidatos à Presidência da República e trancá-los em uma casa. Passariam os dias discutindo e debatendo seus programas de governo. “Sem marqueteiros, sem assessores, sem máscaras e sem discursos ensaiados. Toda semana o público vota e um candidato é eliminado. Ao final do programa o vencedor seria eleito ao cargo máximo do país. Além de acabar com o enfadonho e repetitivo horário político, a população conheceria o verdadeiro caráter dos candidatos.” Espetacular. Vou assinar por 24 horas.