quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A sobremesa roubou a cena...


"Acredito nas nossas castas, nas suas cores, nos seus aromas e sabores, por isso elegi-as como suporte dos meus vinhos. A minha aposta é desenhar vinhos exclusivamente com castas portuguesas, vinhos feitos com o que é nosso, aquilo de que todos nos orgulhamos".
(Paulo Laureano)


Em virtude de alguns problemas técnicos, demorei alguns dias para publicar o último encontro do Vinho nas quintas. Mas não poderia deixar de fazê-lo.Como Já falei em outra oportunidade, a cada semana os pratos e os vinhos estão mais elaborados. Nesta quinta não foi diferente. Os pratos estavam ótimos. Já falarei sobre eles. Mas, a surpresa da noite foi a sobremesa. Espetacular. Quem nunca teve a oportunidade de experimentar aconselho que o faça assim que possível. Enfim, vamos aos pratos. Para encerrar a noite um Montecristo nº 4 acompanhado de um bom cognac. Noite perfeita!

De entrada um ótimo peixe de água doce. Panga. Temperado e marinado por cinco horas com ervas. Acompanhou arroz branco e aspargos. Para harmonizar um excelente vinho branco da casta Sauvignon Blanc.



Como prato principal, uma suculenta paleta suína assada com batatas. Por sorte, o Claudio e a Roberta apareceram para ajudarem a saborearmos este prato pois, não daríamos conta de tanta comida.



Finalmente a sobremesa. Peras com doce de leite. Simples assim. Após ler estas reminiscências da última quinta-feira, vá correndo ao supermercado e compre algumas peras (vai querer mais de uma) e um bom doce de leite. Ficará impressionado com a explosão de sabores.



1) CASA LAPOSTOILLE

Branco – 2009
Produtor – Casa Lapostoille
País – Chile
Região – Maipo – Valle Central
Castas – Sauvignon Blanc 90% e Sémillon 10%
Graduação – 13,5 %
Degustação: Aromático e seco, com acidez equilibrada, ele foi escolhido como o "Vinho da Semana" por Jancis Robinson. A jornalista inglesa gostou tanto do vinho que relata "ter tomado a garrafa até a última gota".

2) PAULO LAUREANO CLASSICO

Tinto – 2006
Produtor – Paulo Laureano Vinus
País – Portugal
Região – Alentejo
Castas – Trincadeira e Aragonês
Graduação – 13,5 %
Degustação: A excelência dos melhores vinhos traduz-se na sua simplicidade. Identidade, elegância e notas de prazer de forma clara o Paulo Laureano Clássico. (nota no contra-rótulo que assino em baixo)


terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O jeitinho brasileiro...


"O caráter pode se manifestar nos grandes momentos,
mas ele é formado nos pequenos".
(Phillips Brooks)


O Brasil é o país do jeitinho. Todos já ouviram esta frase. O problema começa ao tentamos entender o significado da palavra jeitinho. Não irei recorrer ao dicionário. Ainda não. Não é necessário. Tenho certeza: o jeitinho brasileiro não terá ali definição. Nem poderia. Na verdade a frase é utilizada quando a intenção é quebrar regras. Burlar, enganar, iludir blefar; até onde sei não são sinônimos de jeito. Pior ainda é saber que o tal jeitinho é compreendido, pelo menos em nosso país, como uma qualidade e não um desvio de comportamento. Não quero generalizar. Há sempre as exceções. Mas, as exceções não fazem a regra.
Ser malandro é ser esperto. Este não é um texto sobre etimologia, mas não consigo evitar. O dicionário define malandro como sendo alguém que procura viver à custa do trabalho alheio ou de atividades ilícitas. Com poucos escrúpulos, não demonstra vergonha ou recato e não gosta de trabalhar. Um patife, tratante, velhaco, vil, ocioso, preguiçoso, vadio, vagabundo... Então, devemos concluir: Esperteza e malandragem são coisas bem diferentes. Graças a Deus.
Mas, quem acredita no jeitinho brasileiro não está preocupado com o significado das palavras. O problema é cultural. De educação mesmo. Não adianta ensinarmos aos nossos filhos conceitos do certo e do errado quando nossas ações não são condizentes com o discurso proferido. De maneira geral, o brasileiro é ótimo em discursos. Mas, colocá-los em prática é outra coisa.
Um dia destes, recebi um e-mail ótimo. Educação. O texto era anunciado como sendo de João Ubaldo Ribeiro. Começava dizendo: "Precisa-se de Matéria Prima para construir um País". E seguia descrevendo como o povo brasileiro gosta de levar vantagem em tudo e que o Brasil é “um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família, baseada em valores e respeito aos demais.” O texto, colocava o dedo na ferida do povo brasileiro. Apontava seus defeitos. Muitas verdades estavam escritas ali. Claro, logo pensei em transcrevê-lo aqui no blog. Fui então pesquisar o texto. Acreditem, descobri que o texto não é do João Ubaldo. Muito pelo contrário. Na internet, ele mostrava-se bastante chateado por seu nome estar sendo utilizado desta maneira. Não sei o autor do texto. Agora, nem quero saber.
Quem escreveu o texto se esqueceu de acrescentar: Pertenço a um país onde alguém escreve um texto em nome de um autor famoso apenas para facilitar sua veiculação. O autor deu um jeitinho de facilitar a divulgação. Um jeitinho brasileiro.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Caos...


"O futuro sempre está começando agora."
(Mark Strand)

Não sei como é em outras cidades do país. Mas, aqui em São Paulo, tenho a impressão que ao olhar no retrovisor do carro, vejo cada vez mais motos. Antigamente, ficavam restritas em uma das faixas. Agora, parecem estar por todos os lados. Não sei em qual cidade foram gravadas as imagens do vídeo abaixo. Mas não irá demorar muito e por aqui será da mesma maneira.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Ponto de vista...


"Ninguém no mundo pode tomar o lugar da sua mãe.

Certo ou errado, do ponto de vista dela você está sempre certo.

Ela pode repreendê-lo nas pequenas coisas, mas nunca nas grandes."

( Harry Truman )


A diferença entre ser sogra do genro e sogra da nora

Duas distintas senhoras encontram-se após um bom tempo sem se verem.
Uma pergunta à outra:
- Como vão seus dois filhos... a Lúcia e o Francisco?
- Ah! Querida... a Lúcia casou-se muito bem. Tem um marido maravilhoso. É ele que levanta de madrugada para trocar as fraldas do meu netinho, faz o café da manhã, lava as louças e ajuda na faxina. Só depois é que sai para trabalhar. Um amor de genro! Deus que o abençoe!
- Que bom, amiga, e o Francisco? Casou também?
- Casou sim, querida, mas coitadinho dele; deu azar demais. Casou-se muito mal... Imagina que ele tem que levantar de madrugada para trocar as fraldas do meu netinho, fazer o café da manhã, lavar a louça e ainda tem que ajudar na faxina! E depois de tudo isso ainda sai para trabalhar, para sustentar a preguiçosa da minha nora, aquela porca!...

sábado, 20 de fevereiro de 2010

A evolução na educação...


"O importante da educação
não é apenas formar um mercado de trabalho,
mas formar uma nação, com gente capaz de pensar".

(José Arthur Giannotti)



Recebi este e-mail. Trata-se da evolução da educação. Achei muito apropriado e resolvi dividir a história com os amigos destas reminiscências.
Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia. Tínhamos aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas..

Leiam relato de uma Professora de Matemática:

Semana passada comprei um produto que custou R$15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer. Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. Por que estou contando isso?

Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/ 5 do preço de venda . Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. O lucro é de R$ 20,00.
Está certo?
( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00.Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

7. Em 2010 vai ser assim:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00. (Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder)
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Aspas reminiscentes...


"Preocupe-se mais com seu caráter
do que com sua reputação. Caráter é aquilo
que você é, reputação é apenas o que os
outros pensam que você é."
( John Wooden )

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Bastardos Inglórios


"Tarantino é mesmo inconsequente - mas enquanto tiver seu público cativo, formado
por gente como ele, seguirá em seu mundinho.
Eu, pelo menos, agradeço".
(Érico Borgo)



Quentin Tarantino é realmente diferente. Claro, como tudo que é diferente provoca as mais diferentes reações. No filme, Bastardos Inglórios, o diretor pegou um fato histórico; a segunda guerra mundial e mudou tudo. Colocou os nazistas contra a parede. No cinema tudo é possível. Para Tarantino tudo é possível. O filme é genial. Pensando em como deveria escrever a crítica sobre o filme, fui consultar o site Omelete. Em minha opinião um dos melhores tratando-se de cinema. O texto de Érico Borgo é perfeito. Brilhante. Então, ficarei com as palavras de Borgo. Recomendo a leitura da crítica e mais ainda: assistam ao filme.

Leiam a crítica completa de Érico Borgo no site Omelete clicando aqui.