sexta-feira, 21 de setembro de 2012

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Mais ou menos - Teatro Mágico



Afinidade acontece. Um mesmo signo, um mesmo par de sapatos caramelo, um mesmo livro de cabeceira.
Afinidade acontece entre seres humanos. A mesma frase dita ao mesmo tempo, o diálogo mudo dos olhares e a certeza das semelhanças entre o que se canta e o que se escreve.
Afinação acontece. Um mesmo acorde, um mesmo som, uma mesma harmonia.
Afinação acontece entre instrumentos musicais. A mesma nota repetidas vezes, a busca pela perfeição sonora e a certeza das similaridades entre um tom acima e um tom abaixo.
A incrível mágica acontece quando os instrumentos musicais descobrem afinidades humanas entre si no mesmo instante em que os seres humanos descobrem afinações musicais dentro deles mesmos”. (Teatro Mágico)



terça-feira, 11 de setembro de 2012


"Senhor, livrai-me de tudo que me trava o riso".

"Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades,, mesmo que as mentiras e as verdades sejam "impermanentes". Que friagem nenhuma seja capaz de encabular nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria. Tomara que apesar dos pesares todos, agente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de ser feliz.!"

(Caio F. Abreu)

domingo, 9 de setembro de 2012

Newsroom - HBO


“Ouça-me agora, sombrio e insuportável mundo. Tu és muito debochado, mas um cavaleiro com suas bandeiras bravamente desfraldadas agora lança suas luvas para ti” (Miguel de Cervantes em Don Quixote, citado em Newsroom)


Dizem que os jornalistas estão divididos. Não sei. Não sou jornalista. Se for o seu caso, pode tirar suas conclusões. A minha? Achei Newsroom, a nova série da HBO um dos melhores programas da TV dos últimos anos. Está bem, assisto pouca TV. Não importa. Vejo o suficiente.
Escrita por Aaron Sorkin, roteirista de A Rede Social (Oscar de melhor roteiro adaptado) e The West Wing. “Com dez episódios produzidos para sua primeira temporada, a série acompanha os bastidores de um telejornal de conteúdo político e opinativo” (Veja). The Newsroom conta a história de Will McAvoy (Jeff Daniels), âncora do News Night do canal ACN que depois de um colapso nervoso durante um programa de debate político tem todo o seu programa modificado, incluindo uma nova produtora chefe, Mackenzie MacHale.
O texto é inteligente e dinâmico. Com diálogos longos e rápidos, marca registrada de Sorkin. Após assistir ao Episódio Piloto, minha expectativa era se o nível seria mantido nos episódios seguintes. Gostei ainda mais. Os episódios 4 e 5 são memoráveis. Como escrevi no início, as opiniões são divididas. Segundo algumas críticas, "a redação de Newsroom existiria somente em um mundo de fantasia e todos os personagens se comportam como adolescentes". Pode ser verdade. Ao que me consta, melhor assim...






sábado, 1 de setembro de 2012

Dia trinta do oito - Por Marcello Batista




"Trata de saborear a vida; e fica sabendo, que a pior filosofia é a do choramingas que se deita à margem do rio para o fim de lastimar o curso incessante das águas. O ofício delas é não parar nunca; acomoda-te com a lei, e trata de aproveitá-la."

(Machado de Assim em Memórias Póstumas de Brás Cubas)


Recebi este "in box" no facebbok do meu irmão; Marcello Batista. Impagável!
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Aniversário do Papai ontem. Entrei no facebook somente hoje. Vi as fotos. Já chorei... Ensaiei escrever uma coisa aqui, outra ali. Não ia postar nada. Daí alguém escreveu algo junto ao texto que você postou. Algo sobre um reencontro no plano espiritual... Eis então que baixa um espirito humorístico em mim (só pode ser ele)...e me faz imaginar a tal cena do encontro:
- Oi filho
- Oi... Quem é você?
- Seu Pai.
- Pai! Mas cadê o barrigão?
- Aqui no céu nós não temos barriga filho.
- Mas como então vou saber se você é você mesmo? Com uns 20 anos te vi sem barba pela primeira vez... Até reconheci. Mas sem a barriga é difícil.... Canta uma música então...
- Não podemos falar alto aqui filho (sussurrando). Quem canta perde a sopa do pernoite...É ruim a sopa, mas fazer o quê? Não tem geladeira aqui...À noite eu fico perdidinho.
- Assim é que não vai dar pra reconhecer... Nem um gritinho de "Roseliiiii fecha a poooorta!" Só pra eu ver se é você mesmo?
- Não posso.
- Nem aquela assobiada famosa?
- Quem assobiar aqui no céu perde direito ao almoço....
- Pô pai. Não dá pra perder uma vez só? Só pra eu ter certeza que é você...Sou seu filho!
- Mas é macarronaaaaada hoje...
- Já vi que é você mesmo... Como tá por aqui? Já colocou apelido em alguém?
- Já, em São Pedro. Chamo ele dê "Menino da Porteira". Ele se escraaaacha de rir. Se ele contar eu tô frito. Outro dia peguei o telefone e fiz um trote lá pra baixo imitando São Pedro. A voz era igualzinha... Encomendei um cara que não tava nem na fila pra subir. Deu o maior bafafá por aqui.
- Ô pai... você sempre aprontando kkkkk... E o Coringão?... Libertadores... Você viu? Dá pra ver daqui de cima?
- Ooorrraaa meu! Não perdi um lance. Tem óculos 3D aqui e temos direito a uma descidinha por ano. Tem gente que desce no natal pra ver a família.....Não tive dúvida, desci e assisti o jogo do Coringão contra o Vasco, no Pacaembú. E acha que eu ia descer sozinho? O Doutor desceu também. Tem companhia melhor? Vou contar um segredo filho, mas não fala pra ninguém se não me expulsam do céu. Lembra-se daquela bola do Diego Souza?
- Lógico que lembro pai. Dá pra esquecer?
- Pois é filho... Fui eu....O Cássio nem encostou.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

O Sermão da montanha (Versão para educadores)


“A tarefa do educador moderno 
não é derrubar florestas, mas irrigar desertos”. 
(C. S. Lewis)

Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem.
Ele os preparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens. Tomando a palavra, disse-lhes:

- Em verdade, em verdade vos digo: “Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque eles...”.

Pedro o interrompeu: “Mestre, vamos ter que saber isso de cor?”.
André perguntou: “É pra copiar?”.
Filipe lamentou-se: “Esqueci meu papiro!”.
Bartolomeu quis saber: “Vai cair na prova?”.
João levantou a mão: “Posso ir ao banheiro?”.
Judas Iscariotes resmungou: “O que é que a gente vai ganhar com isso?”.
Judas Tadeu defendeu-se: “Foi o outro Judas que perguntou!”.
Tomé questionou: “Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo?”.
Tiago Maior indagou: “Vai valer nota?”.
Tiago Menor reclamou: “Não ouvi nada, com esse grandão na minha frente.”.
Simão Zelote gritou nervoso: “Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!?”.
Mateus queixou-se: “Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!”
Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo: “Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o seu plano de ensino? e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios?”.
Caifás emendou: “Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais?”.
Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus: “Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade. Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto. E vê lá se não vai reprovar alguém!”.

E, foi nesse momento que Jesus disse: "Senhor, por que me abandonastes...".

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Parte 32 – Trigésimo segundo contato



COMO VAI AMIGO? ACABEI DE RECEBER ESTA CARTA E REPASSO A VOCÊ IMEDIATAMENTE. UM GRANDE ABRAÇO.

Não é necessário refletir muito para chegar à conclusão que você ainda existe. Não há como afirmar o contrário. Em nenhum momento deixou de existir. O entendimento é simples: sou o resultado de toda a sua vivência; das suas escolhas e do conhecimento adquirido ao longo dos anos. E agora, como consequência destas cartas, eu também vivo em você. O que isso significa? Não sei. Ainda não. Como escrevi anteriormente, precisamos manter a lucidez e ter uma visão clara da realidade. Realidade... Enfim! A grande questão é: O que é realidade? Para o senso comum, é entendida como o oposto do sonho, da ilusão. O real está alicerceado em fatos. No concreto.  Está certo, virou conversa filosófica. Desculpe. São mais besteiras. Meu mundo, ultimamente, está fora da realidade. Ando vivendo de sonhos...
Mais uma vez, citando o autor do atual livro, “Os senhores já se perguntaram o que torna os homens responsáveis? Eu lhes direi: o fato de terem uma única oportunidade de fazer cada coisa. Se existissem máquinas que nos permitissem corrigir até nossos erros mais estúpidos, viveríamos em um mundo cheio de irresponsáveis...”. Veja então o dilema ao qual me encontro. Pense bem. Nosso contato torna-me irresponsável? Não. Pode tornar você. Precisa ter cuidado. Não deve esquecer: temos apenas uma chance. Devemos aproveitá-la. Já deve ter compreendido; nada farei para consertar seus erros. Viverá com eles. Assim como eu. Sei que sua vida anda agitada suficientemente. A vida muda rapidamente. Agora entende.
Vamos mudar de assunto. Tenho abordado temas pesados e enfadonhos. No momento, está aproveitando esta fase de jogador de voleibol. Esta é a ideia. Você podia aprender também a lavar sozinho sua camisa de treinamento. Pense no trabalho que está dando aos outros. Sei que não pensou nisso. 
Vou revelar-lhe algo sobre o futuro...